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terça-feira, fevereiro 13, 2007

domingo, fevereiro 11, 2007

Depoimentos de mim poeta



Foto de Patricia Scott Edição de Turra Ossau


Sou velha como uma borboleta,
nova como um carvalho,
ladina como um pé de couve.
Escrevo porque gosto,
se quer sei muito bem fazê-lo.
Vou passando a limpo os rabiscos do tempo.
Nesse meio tempo esvazio gavetas e armários
que ontem estiveram repletos de papéis,
especialmente o de ignorante tolo;
vou arquivando o psicótico e cortando
as relações do neurótico com o perverso.
Amanhã poderei ser
simplesmente tola sábia.
Enquanto isso vou aprendendo
sobre as coisas do bem e do mal.
Escrevo como quem faz arte de rua:
sem holofotes ou palcos brilhantes,
ou fantasias elegantes. Só penso, enquanto posso, e escrevo
enquanto enxergo.
É pouco? Sim, muito pouco.
Mas já fui de Blake, a inspiração para seu Grande Dragão Vermelho
de Homero, o prazer estético e ensinamento moral
Shakespeare, me vestiu de longo com fitas nos cabelos
Cervantes, me aceitou e me levou em sua jornada
Vinícius, me chamava de mulher amada
Bilac, me deu uma bandeira
Drummond, deixou uma pedra no meu caminho
Poe, me transformou em assombração
Pessoa, me nomeiou ridícula
Camões, bucolicamente me satirizou
Gonçalves Dias me disse Ainda uma vez... Adeus.
Mas não me importo
se hoje sou apenas poeta.

©Soaroir Maria de Campos – Nov.19/2006
Publicado na Ciranda Depoimento de Mim Poeta
Em Ciranda de Letras - Nº 67

Amigos do Uni Verso - Haikai

ArDor

Vida, é só
derretida morte
No H2O.

Soaroir Maria de Campos
9/1/2007

Cordel Virtual




neste holográfico atilho
o cordel deitou na rede
mantém o mesmo amarrilho
não desata ou desafina
sem perder o encantamento
ele segue a douta sina
sem nenhum raleamento.
o que o difere de antanho
não é o ritmo nem o tom
mas o largo riso e o cenho
que vinham juntos do dom.
sendo eu bem realista
de cordel entendo nada
deixo aqui esta missão
pro verdadeiro repentista
a quem rogo uma abenção
pra este falso cordelista.

Soaroir
Fev. 10-07

Que faço com quatro mãos

Pouco, muito pouco faço se a única fosse eu a tê-las.
Sou de Blake, a inspiração para seu Grande Dragão Vermelho
de Homero, o prazer estético e ensinamento moral
Shakespeare, me veste de longo e me põe fitas nos cabelos
Cervantes, me aceita e me leva em sua jornada
Poe, me transforma em assombração
Drummond, deixa uma pedra no meu caminho
Pessoa, me nomeia ridícula
Bilac, me desenha uma bandeira
Camões, bucolicamente me satiriza
Vinícius, me chama de mulher amada
Gonçalves Dias me diz Ainda uma vez... Adeus.
eu, pouco, muito pouco faço com quatro mãos
se sou a única a tê-las viro handicapped
deficiente, aleijão, matéria de pesquisa, atração.
©Soaroir Maria de Campos – Nov.19/2006

domingo, dezembro 17, 2006

Mulher de Cafarnaum


Para este Natal
Eu queria
Fazer versos soltos,
Poesia
Por isso eleito Maria
Que já d’antes d’ Al Corão
Dês de antiga ramaria
Se não sai filho varão
Mulher é tudo Maria
O mundo está cheio delas
Há Maria em todo o lugar.
Umas com tristezas,
Outras com alegrias
Umas pra unir
Outras pra abjugar
Tem a Maria de benzer,
A de partejar,cozinhar
A livre, a em degredo
A faustuosa, ou arremedo.
Haverá sempre uma Maria
Disposta a nos zelar
Ou ainda nos xingar…,
Aquelas que perdem o pé,
Não chegam a lugar nenhum
Fingindo ser o que não é
Se acabam como Egum.
Mas, as Marias que dão certo?
Ah! Essas até têm seu mister
As outras nem chegam perto
Pois não as vêm como mulher!
Tem as Marias que cantam
As que nasceram para encenar
Há aquelas que encantam
E as que vieram para julgar
Há as que inspiram melodia
De Minas à Escócia,
Grécia á Bahia
Rimam mulher e Maria

Já houve grandes mulheres
E grandes muitas anãs
E sempre uma é Maria
De avós, mãe e irmãs.
Marias também são bruxas…
Têm muitos poderes mágicos
O que as confundem com puxas
E outros xingos mais tágicos.
Sendo elas a maioria
Vão se valendo da fantasia
Para vencer a tirania
Que a vida lhes expia
Enquanto enfrenta sua sina
A que sobrevive por teimosia
Embora tal sorte traquina
Nunca a torne heroína.
Quando o destino a contraria
Fica alga coralina
Incrustada em algum mar
Até quando a dor termina.
Marias!

Com Marias…
O que toda mulher tem em comum?
As forças d´alquiler
brotando em tempo murum
como filha, mãe e mulher
Confiam os seus à Deus
Com a determinada coragem
Da Maria de Cafarnaum
A nossa Santa Maria
À quem me ajoelho pra rezar
Nos templos,…abadias…
A mesma à quem aqui rogo:
Zelai pelas Marias!
Ass.:Maria

Soaroir Maria da Campos-27/03/05

Aos Meus Amigos Virtuais

Soaroir 2006

Enfeite de Soaroir






Lida

Em festa se apresenta a natureza
Engalana-se o céu de lindas cores
E os passarinhos cantam com destreza
Seu hino matinal as belas flores

Porque dezembro chegou... e com certeza
De nós todos banindo as grandes dores
Saberá afastar qualquer tristeza
Trazendo a todos sonhos sedutores...

E os amigos todos, entre si sorrindo
Constroem um Novo Ano muito lindo
Numa estrada sem fim, bela e florida

Dezembro, fraternizando, bem decerto
Viverão em um eterno céu aberto
Meus amigos virtuais desta lida!

Soaroir Maria de Campos
Dezembro/2006


(ps: não sei que espírito me ditou este soneto!)

An Angel

By Mihail Yurievich Lermontov (1814-41)
Para Wagner Andreatta



An angel flew across the midnight sky
And sang as he passed by;
The moon, the clouds, and all the heavenly throng
Received the holy song.

He sang of spirits blest, among the trees
Of Paradise at ease;
Of mighty God and all His wondrous ways
He sang with genuine praise.

Close in his arms a newborn soul he base
Towards the world of care;
And in that soul the music that he made,
Though wordless, ever stayed.

And with a strange desire all her days
She walked her worldly ways;
For dull the melodies of earth she found
After that heavenly sound.

From your mysterious friend of RL/MMIV

segunda-feira, dezembro 11, 2006

TEMPO DE CAIS



imagem Net

Vau

Conforme o tempo avança
lembro-me cada vez mais
do tempo quando eu criança
corria ao sol no cais.
Vau que inda hoje aliança
amigos, parentes e pais
outros de minha privança
liames de mesmos ais.
Soaroir

Lord's Prayer


As our Saviour Christ has commanded and taught us, we are bold to say:
Our Father
who art in heaven,
hallowed be thy name;
thy Kingdom come.
Thy will be done in earth
as it is in heaven.
Give us this day our daily bread.
And forgive us our trespasses,
as we forgive them
that trespass against us.
And lead us not into temptation,
but deliver us from evil. Amen.
Convent of the Pater Noster

sexta-feira, dezembro 08, 2006


Quebra Pedra



Dias, dias que fé não remove dor
Não supera a solidão da insolução
Não balda a realidade, enfeita
Tampouco ocupa os calhaus ou a rocha nua.
Ela se cala exata, escondida
Quando recai a receança crua
Sobre a ferida já tão bulida
Que nem o verbo pode expiar
No papel tal sobrecarga
Que a fé tanto embalou
Numa realidade não cabida
Na vida que sobejou.
Eis que emerge da profundez
A descrença nunca acarada
E num momento de sensatez
Vê-se a fé movendo nada.


Soaroir24/04/06

Publicado no Recanto das Letras em 23/07/2006
Código do texto: T200278

terça-feira, dezembro 05, 2006

Cirros de Natal

Por: Turra Ossau

As nuvens podem ser classificadas em cirros, estratos e cúmulos. Mas podem haver outras classificações. Certos “cientistas” em suas horas vagas costumam classificar as nuvens como um cachorro comendo um osso ou um arqueiro acertando uma bola.
Recentemente fui informado de uma nova classificação: Cirros de Natal.
Os cirros de Natal costumam aparecer apenas nos períodos compreendidos entre os meses de Novembro a Janeiro. Tem formatos cônicos com bases horizontais, e não importando de onde se olha, vê-se a mesma imagem.
Outra classificação dada às nuvens é do que elas podem ou não precipitar. Cúmulos precipitam as trovoadas de fim de tarde, enquanto cirros fazem aquela garoinha que não dá nem vontade de abrir o guarda-chuva. Em conjunto com os cúmulos, os cirros de Natal também precipitam. Precipitam o dia inteiro, principalmente à noite. Já perceberam o cheiro de chuva de cúmulo? Aquele cheiro meio metálico que assim que você percebe já vai correndo pegar o guarda-chuva e o colete salva-vidas. Já a precipitação de cirro de Natal provoca aquele cheiro, característico de fim de ano. Essa precipitação pode ser recolhida e destilada para fabricar-se uma essência que as lojas costumam passar nos embrulhos, pois os torna mais brilhantes e resistentes a rasgos.
Foi também cientificamente comprovado que essa precipitação de cirro de Natal causa uma vigoração nas coníferas pteridófitas, que acabam por absorver esta essência previamente dita. Ao receber essa precipitação, a conífera ganha a “habilidade” de sobreviver por até 3 (três) meses, e aumenta a sua área inferior, onde podem caber até umas 15 a 25 caixas de tamanho padrão, por exemplo.
E, finalmente, essa precipitação, ao entrar em contato com a água das hidrelétricas causa um aumento na produção de energia, voltada às famosas mini lâmpadas incandescentes, que por acaso, não sofrem curto com a precipitação de Natal.
Concluindo, este cirro que, em outras épocas do ano se concentra no Pólo Norte, ao se espalhar pelo globo terrestre traz ótimas energias, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

Copyright da imagem por Air and Space

sábado, dezembro 02, 2006

Coisas de Cotovia

Não Matarás

Versando a Paz



imagem google




Não matarás o inocente
Não matarás o feto
Não matarás o espermatozóide
Não matarás o desenganado
Não matarás a onça
Não matarás os rios
Não matarás os pais
Não matarás os filhos
Não matarás, Cícero
Não matarás, Santo Agostinho
Não matarás, São Thomas
Não matarás, De Grotius
Não matarás Direitos Humanos
Não matarás, liderança
Não matarás, religião
Não matarás Deus
Não matarás, bellum justum
jus in mundo PAX
est.


SOAROIR
23/8/2006

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