
domingo, março 11, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
MULHER BOAZINHA
Somos gente, fazemos parte da nação, do Planeta. Determinar um só dia para comemorar seja lá que data for, a mim deixa a impressão de que se precisa de um dia para pedir perdão ou desculpas. Como por exemplo, hoje, Dia Internacional da Mulher.Hoje todos nos defendem, querem nos proteger e até nos fazem belos poemas. Hoje somos mulheres “boazinhas”, “coitadas”, “contextualizadas”, dignas de flores. Esta beata necessidade de declamações uma vez ao ano a essa mulher “boazinha”, de alguma forma soa como mais uma discriminação velada, já que não temos o dia dos homens.
Não somos toda essa beleza e formosura que fantasiam reconhecer somente em dias de mulheres. Somos também paus e pedras, composição hormonal, perigo iminente.
Desconstruimos gente, assaltamos lares, aceitamos ser amantes.
Somos voluntariado, ou neurótico caminho. Não temos meios termos, podemos um dia ser rosa e no outro insuportável espinho. Além de petulantes, somos malvadas, mesquinhas e revoltadas; temos vícios, masturbações, prostituições, especialmente se carentes.
Na estratégia fazemos inveja aos grandes senhores da guerra. As armas que dispomos e usamos com maestria, embora herdadas são irreveláveis até mesmo em confissão.
Somos gente, pessoas normais que a Natureza quis tivéssemos um útero e dois ovários para parir e preservar a espécie, para o que facilmente viramos bichos, feras que se acuadas ou coagidas não reconhecem limites para a sua sanha. Nas injustiças, fomes e misérias somos os piores adversários que alguém possa querer.
Somos gente que como tais querem ser tratadas. No more, no less.
Não somos deusas, só imortais!
Soaroir Maria de Campos
08/03/07
(só inspiração sem transpiração, por isso não considerem os erros. Afinal.. sou mulher…)
quarta-feira, março 07, 2007
Homenagem a Mulher
MWANA II
Hoje eu sou de África
Mãe de leite, mãe de fé
mulher
Faminta mãe de filhos doentes
carente
Emburcada, descalça, empoeirada
violentada
Com abocados filhos varão
o Corão
Refugiada de lugar nenhum
Cafarnaum
Com as forças d’alquiler
sou mulher
Brava mulher africana
Hoje eu sou mwana.
Soaroir Maria de Campos3/3/2007
Homenagem a Mulher Indígena
Estavam por aqui antes de nós
no entanto, por suas causas
não ouvimos nenhum alvoroço.
Uma Prece:
ORÉ
Oré r-ub, ybak-y-pe t-ekó-ar,
I moeté-pyr-amo nde r-era t'o-îkó
T'o-ur nde "Reino"!
Tó-nhe-monhang nde r-emi-motara
yby-pe.
Ybak-y-pe i nhe-monhanga îabé!
Oré r-emi-'u, 'ara-îabi'õ-nduara,
e-î-me'eng kori orébe.
Nde nhyrõ oré angaîpaba r-esé orébe,
oré r-erekó-memûã-sara supé
oré nhyrõ îabé
Oré mo'ar-ukar umen îepe "tentação" pupé,
oré pysyrõ-te îepé mba'e-a'iba sui.
Soaroir 7/3/07
no entanto, por suas causas
não ouvimos nenhum alvoroço.
Uma Prece:
ORÉ
Oré r-ub, ybak-y-pe t-ekó-ar,
I moeté-pyr-amo nde r-era t'o-îkó
T'o-ur nde "Reino"!
Tó-nhe-monhang nde r-emi-motara
yby-pe.
Ybak-y-pe i nhe-monhanga îabé!
Oré r-emi-'u, 'ara-îabi'õ-nduara,
e-î-me'eng kori orébe.
Nde nhyrõ oré angaîpaba r-esé orébe,
oré r-erekó-memûã-sara supé
oré nhyrõ îabé
Oré mo'ar-ukar umen îepe "tentação" pupé,
oré pysyrõ-te îepé mba'e-a'iba sui.
Soaroir 7/3/07
segunda-feira, março 05, 2007
MWANA
This painting first appeared on the cover of Jimi's 3rd album "Africa Rock".”
Ave Mulheres de África
Mãe de leite, mãe de fé
mulher
Faminta mãe de filhos doentes
carente
Emburcada, descalça, empoeirada
violentada
Abocados são seus filhos varão
o Corão
Refugiada de lugar nenhum
Cafarnaum
Suas forças são d’alquiler
mulher
Bravas mulheres africanas
mwanas.
Soaroir Maria de Campos
3/3/2007
Mãe de leite, mãe de fé
mulher
Faminta mãe de filhos doentes
carente
Emburcada, descalça, empoeirada
violentada
Abocados são seus filhos varão
o Corão
Refugiada de lugar nenhum
Cafarnaum
Suas forças são d’alquiler
mulher
Bravas mulheres africanas
mwanas.
Soaroir Maria de Campos
3/3/2007
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Eu Gaia
EU GAIA
por Soaroir Maria de Campos
imagem google
Na ciência despertei da evolução
que hoje busca no espaço filial.
De Deus sou celestial criação
para os seres vivos um quintal.
Sou azul, já fui fértil e lata,
abandonada, jogada num tipiti,
extraíram minhas riquezas
dos solos onde eu vos acolhi.
Embalada nos lixos da evolução
me sufoco, asfixiada morro.
Ameaça toda essa devastação,
carecer mais de socorro
Com a incúria então me debato;
não abdico, excedo pra me acudir.
Desenraizada pereço, me desato...
em lágrimas onde vou submergir.
Censuram enquanto desenlaço,
retumbam gritos que morro;
eu guincho enquanto desfaleço,
esperando de todos o socorro.
Não basta somente a caneta
ou uma pena coativa.
Protejam Gaia, o Planeta
impetrante na poesia coletiva.
copyright Soaroir M de Campos
Fev. 25/2/07
por Soaroir Maria de Campos
imagem google
Na ciência despertei da evolução
que hoje busca no espaço filial.
De Deus sou celestial criação
para os seres vivos um quintal.
Sou azul, já fui fértil e lata,
abandonada, jogada num tipiti,
extraíram minhas riquezas
dos solos onde eu vos acolhi.
Embalada nos lixos da evolução
me sufoco, asfixiada morro.
Ameaça toda essa devastação,
carecer mais de socorro
Com a incúria então me debato;
não abdico, excedo pra me acudir.
Desenraizada pereço, me desato...
em lágrimas onde vou submergir.
Censuram enquanto desenlaço,
retumbam gritos que morro;
eu guincho enquanto desfaleço,
esperando de todos o socorro.
Não basta somente a caneta
ou uma pena coativa.
Protejam Gaia, o Planeta
impetrante na poesia coletiva.
copyright Soaroir M de Campos
Fev. 25/2/07
Esporádica
De Euna Britto de Oliveira

A escuridão tem ciúme da luz!
Impede-a.
A luz é uma visitante ilustre!
Despede-a...
Beijo e abraço minha própria solidão
Pra ver se ela foge...
Solidão não gosta de gente, não!
Errática, a afinidade se perde
Numa área grande e desértica...
Observo que sou esporádica.
De vez em quando
Apareço!
De vez em quando
Sumo...
De vez em quando
Converso.
Tomei sumo de folhas de cadernos...
Escrevo.
Escrevo versos brancos...
Fev. 2007

A escuridão tem ciúme da luz!
Impede-a.
A luz é uma visitante ilustre!
Despede-a...
Beijo e abraço minha própria solidão
Pra ver se ela foge...
Solidão não gosta de gente, não!
Errática, a afinidade se perde
Numa área grande e desértica...
Observo que sou esporádica.
De vez em quando
Apareço!
De vez em quando
Sumo...
De vez em quando
Converso.
Tomei sumo de folhas de cadernos...
Escrevo.
Escrevo versos brancos...
Fev. 2007
sábado, fevereiro 24, 2007
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
sábado, fevereiro 17, 2007
Catassol

Se foi o medo quem criou Deus
Ele também mostra num instante
A cor do amor no sopro da beleza
Que mesmo enquanto se torna litura
Faz parte da Natureza
Mantendo o colorido restante
Do passado preso na pintura
Das montanhas onde vislumbro o amanhã
Enquanto do descampado vem o vento
Alisando os meus cabelos já gris
Contra o sol do deserto dos tempos
Que a pele engorvinhou com alento,
Minh’alma colhe um novo matiz.
©Soaroir 23/07/06
As malhas de um sonho

Ontem sonhei.
Sonhei com minha gente.
Era vó Mila tricotando
Uma blusa que via de frente.
Há tanto sem afeto,
Que o carinho neste sonho
Acordou-me satisfeita,
Alegre. Menos carente.
Era só a frente da blusa
Bege, fazendo um V no meio
Da cor vinho bem na frente.
Arrematando acima do peito
E na barra um friso branco.
Experimentei tão contente,
Mas pedi lhe para encompridar.
Coisas que só vó faz pra a gente!
Assim que acabei de acordar,
Pensei naquela mensagem:
"Guardava ela o meu lugar"?
Depois entendi claramente:
Estava me passando o bastão.
Do céu, cuidando da gente,
Pedia pra eu rematar,
Com mais fé e devoção.
©Soaroir Maria de Campos – 14/03/05
Publicado na Ciranda Sonhos
Em Ciranda de Letras - Nº 32
Cativeza - Acrostico
Tanto para o bem, quanto para o mal
Vamos todos livres por ai
Desrespeitando a faculdade de a e b
Assassinando o transeunte
Capando direitos, o ir, ouvir
Servidão, ecológicos apartheid
Mercando a vida, acanhando a escola
Nomeando líderes do underground
O que fizemos com você Liberdade!
Soaroir Maria de Campos
São Paulo – Brasil
Janeiro, 28-2007
Publicado na Ciranda AVSPE Ensaio Poético Liberdade - Nº 28
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
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