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domingo, outubro 14, 2007

Meu amor de verdade

Claude Oscar Monet

"Love me tender"
© Soaroir 14/10/07 - 12:00
(para poesia on-line do RL "Love me Tender")

O amor de minha vida é de verdade
Mas ele não sabe que ainda existo
Zelosa da ternura e da meiguice
com carinho guardo o que me disse:

- Carregue-me em teu coração
Onde sempre será o meu lugar
Nunca me deixe partir, querida
Complete-me por toda a vida

O amor de minha vida é de verdade
Está repleto de ternura e meiguice
Transcendente com discrição e tento
É amor até o final dos tempos.

Quando finalmente despertados
Do inevitável capricho do universo
Seguirei por toda a eternidade
O amor de minha vida; de verdade.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Meus dois filhos

Dia da Criança
- Vitor Bernardo e Artur Filipe -
© Soaroir Maria de Campos
12/10/07 10:40 para poesia on-line do RL "Dia da Criança"


Maravilhosas bênçãos, tesouros enviados pelos céus
Ensinam-me o riso e a ternura, e me fazem especial
Com profundo orgulho em tê-los como minhas crias.

Enquanto mais adultos, mais orgulho eles me dão
Dignidade já têm, e ciências vão conquistando
Glorificam, a cada dia, todas as nossas bravezas.

Por todos os estágios, e as artes de todas as idades
Eu lhes amo cada vez mais, minhas sempre crianças
E me envaideço por ter dois filhos como vocês dois.

quinta-feira, outubro 11, 2007

DADOR










(Para o filhão de Mara Weiss)
By Soaroir 10/10/07 - 13:40
p poesia on-line do RL " partida do filho q viaja"

Já arrumei sua bagagem
Há meias pra cobrir os pés
Livros pra aquecer a mente
Beijos pra lembrar amor
E abraços para cada mês.
Fico aguardando notícias
Por e-mail ou postal
Com Deus eu lhe abençôo
E que Ele sempre lhe acompanhe
Mas tenho uma advertência
E isso é coisa de mãe!:
- Meu brilhante futuro doutor...
Nunca se esqueça de ser feliz!

Sou terrível p adaptar os meus próprios textos
Meu filho mais velho, hoje com 29, aos 16 foi para o colégio interno Gordonstoun/Aberdeen/Escócia e agora, já casado e PhD em bioMolecular, só nos vemos a cada dois anos.

terça-feira, outubro 09, 2007

Confesso



© Soaroir Maria de Campos 9/10/07 10:45
p/poesia on-line do RL"você confiaria seu segredo poético?"


Meu Segredo poético eu vos confio
Pelos caminhos das entrelinhas
São nevoeiros que a mente minha
Já confessa em meus versos frios.

depois continuo...

segunda-feira, outubro 08, 2007

"Estou farto de semideuses!"

By: Soaroir Maria de Campos 08/10/07 - 13:51
(p poesia on-line do RL" ser igual/ser normal)


minha alma é paciente,
espera até o último minuto
antes de malquistar-se;
mas eu, tenho pavio curto
não deixo pedra sobre pedra;
meu espelho insiste que sou franzina
deixo-o falando sozinho e parto,
vou em frente, não sigo ninguém;
ninguém me acompanha,
além de Deus.
já tive surto de normose,
na adolescência me vacinei;
depressão não me conecta
só em alta voltagem me ligo;
remorsos nem culpas me assolam
se minha alegria incomoda os tristes.
só fico mesmo furiosa é em NY
quando me chamam de portoriquenha,
em Porto Rico
se me confundem com francesa,
ou em França
quando me perguntam se sou inglesa.
aí, para me acalmar, saio correndo
pro meu país. Aqui pelo menos...
só me chamam de metida.


"Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?"
Àlvaro de Campos

domingo, outubro 07, 2007

Cantiga d'Amor tupiniquim

By: Soaroir 07/10/07 10:21


Senhora minha, desde que vos ouvi,

Lutei para dominar-vos com paixão

Oh castiço vernáculo de minha nação...

Que saibam todos deste meu amor,

E da tristeza que tenho, não ser trovador

Mesmo que a vida eu passe a vos servir.

Se aceitardes este meu inerudito cantar

Graça maior não ousarei vos rogar

Dona, que em vosso poder me tem,

Vós sois, suserana fala, meu valioso bem.

P/poesia on-line do RL
"Uma cantiga de amor, medieval"

quinta-feira, outubro 04, 2007

Meu homem ideal...

Por Soaroir Maria de Campos 04/10/07 15:19



tem que ter proporções divinas
bases para construir um templo
desafie a matemática
contenha em si o pentágono.
fale por meio de parábolas
satisfaça a equação XX
sem centralizar-se na pélvis
seja um autêntico XY.
que a extensão de seu abraço
seja igual a sua altura
para que esta mulher ideal
possa repousar em seus braços...


imagem:braveheart/muvies1
P/poesia on-line do Recanto das Letras
"O homem ideal/A mulher ideal"

quarta-feira, outubro 03, 2007

O amor nos tempos do telefone

Uma companhia
(O amor nos tempos do telefone)
Por Soaroir Maria de Campos 03/10/07 10:48

quando o amor não estava por perto
chegava com toques de campainha
na almejada voz do amado distante
dando por um fio asilo à ausência
e do galopante coração apeava
gastura na boca do estômago
pernas bambas, mãos suando e frias
desordenadas palavras tão ensaiadas
esquecidas, que na hora não saiam
o amor rendia até a próxima chamada
decorando frases feitas pelos caminhos
nutridos pelas coragens da distância
e das lembranças como companhia.

para poesia on-line do RL "O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos..." Alberto Caeiro

domingo, setembro 30, 2007

Terceto do Coração



Coração...
Soaroir 30/9/07

De outra vida dependente;
Enfim, um transplante,
E deixar de ser doente.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Identidade



Identidade
© Soaroir Maria de Campos 02/10/07
p poesia on-line "para alguém muito especial"









27 de setembro, Dia Nacional do Idoso.
Imagem de Sebastião e Anísia homenageio todos

os idosos brasileiros, especialmente os sertanejos.

Identidade
© Soaroir Maria de Campos 02/10/07
p poesia on-line "para alguém muito especial"

brasileiros e idosos
entre o belo e o feio
sertanejos, duvidosos¹
vidas que passam do meio.
sem títulos e dentes
sonhos cansados
sem descendentes
pobres desenganados.
certeza têm abundante
fortuna que não lhes falha
vilania impenitente
mundo farto de batalha.

¹ fracos de saúde

terça-feira, setembro 25, 2007

O alimento sagrado do poeta




Por Soaroir Maria de Campos 25/9/07
p poesia on-line do RL
"o alimento sagrado do poeta"



Resultado de imagem para alimento sagrado do poeta soaroir






venham, tomem assento...

faminto, em seu farnel o poeta
surte inspiração com fartura
para os instantes de tormentos
corações partidos e agruras.

traguem do alimento sagrado!

igualmente com alegria se nutre
dos idílios que experimenta
bucólicos, épicos ou pastoris
em argumentos que sustenta.

venham todos, tomem assento...

traguem do sagrado alimento
antes de julgarem deste bardo
seu poema subalimentado.

Na Primavera...

© Soaroir Maria de Campos 25/9/07
(p/ ciranda "Primavera")


imagem/google


Na primavera andam em pares
Os pássaros e as flores
Emprenhando de amor os ares.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Cadeira de balanço

(sem imagem, para que cada um recobre a cadeira da memória)


© Soaroir Maria de Campos 24/9/07 14:45


vou me divagar
na cadeira de balanço
ao som da TV
controle na mão
remoto tempo
distante repassar
apressadas gentes
sem tempo pra perto
a meus pés, meu cão
contando sem falar
coisas que entendo
só , com o olhar
me vou balançando
da origem a causa
me vou afastando
o longe chegando
cada vez mais perto
virá sim, virá
mesmo no 24º andar
assim que parar
este meu balangar.


(p poesia on-line do RL "embalando")

sábado, setembro 22, 2007

Quem me dera... If only I...

















imagem:riscos-ilusão

POETRIX
© Soaroir Maria de Campos
22/9/07 SP/SP - Br
http://pote-de-poesias.blogspot.com


quem me dera...

chegar cedo e ficar até tarde
agradecer a quem me cobria
nas noites frias.

If only I...

could arrive early and stay tight
thank the blanket pulled up
over in cold nights.

De Soaroir
para ciranda n/79 "quem me dera" de Nacy Cobo
hospedada em tekanascimento@tekanascimento.net

Publicado no Recanto das Letras em 22/09/2007
Código do texto: T663890

Achas ao vento





Achas ao vento
© Soaroir 16/9/07 16:35
p/poesia on-line do RL



Suave vento de setembro
O que me trazes nesta manhã?

Lascas do passado de presente
empilhadas ao pé das montanhas
que se me barram ao topo do futuro.

Então dependes de tempestades
Para atingires a cimeira?

Eu rufo plumagens de aves
De ondas de todos os mares
Zuno pelas frestas e curvas
Das noites, e de pomares.

E hoje, o que me trazes?

A Primavera, seu norte...
Atinado, trago-lhe em ramas
As brisas de boa sorte.

mote: 'O guardador de rebanhos'
In “Poemas completos de Alberto Caeiro”