Diálogos
By: Soaroir 6/11/07 - 16:16
Mote" Gestos...atitudes...pensamentos"
mãos
balançam berços
bolinam bênçãos
postadas rezam
Ave Maria!
mentes
dementes
aliciam e estrumam
orações manifestas
seguem em homilia
seus coitos
impunemente.
cortem-lhes a cabeça!...

quinta-feira, novembro 08, 2007
segunda-feira, novembro 05, 2007
Mulher Madura
MATRIX®Soaroir 5/11/07 – 12:45hs
Domina o clã
À distância
Administra a filial
Sua especialidade,
Sinceridade...?
É a sua cara-de-pau.
Quando há deficit
Demite o gerente
Abraça sozinha a causa
Negocia os valores
Muda de aplicação
Pagos os micos e os juros
Em pró da emancipação
Dá-se ao luxo de bem dizer
Em rima e às vezes não,
Que mulher madura
Não é mais a menina
Nem a melanina!.
Aparece o buço,
Procrastina.
Ela sente os efeitos,
Revê seus direitos.
Cobra mais de si
Os malfeitos.
Perde emprego,
Adultera o apego;
Enfrenta a pausa,
Encontra sossego:
Degusta o gozo
Jovem e licoroso,
Bordeaux ou blanc
Mais gostoso.
Descartada a agrura,
Prefere a brandura;
Deleitea-se com a vida
A sempre mulher...
Agora madura.
P/poesia on-line do RL
Domina o clã
À distância
Administra a filial
Sua especialidade,
Sinceridade...?
É a sua cara-de-pau.
Quando há deficit
Demite o gerente
Abraça sozinha a causa
Negocia os valores
Muda de aplicação
Pagos os micos e os juros
Em pró da emancipação
Dá-se ao luxo de bem dizer
Em rima e às vezes não,
Que mulher madura
Não é mais a menina
Nem a melanina!.
Aparece o buço,
Procrastina.
Ela sente os efeitos,
Revê seus direitos.
Cobra mais de si
Os malfeitos.
Perde emprego,
Adultera o apego;
Enfrenta a pausa,
Encontra sossego:
Degusta o gozo
Jovem e licoroso,
Bordeaux ou blanc
Mais gostoso.
Descartada a agrura,
Prefere a brandura;
Deleitea-se com a vida
A sempre mulher...
Agora madura.
P/poesia on-line do RL
domingo, novembro 04, 2007
Nos labirintos da alma
sexta-feira, novembro 02, 2007
Postumácias
®Soaroir 02/11/07
Mote: "Epitáfio"
Cobiça em ação que enquanto ação cobiça.
Desgastado espírito em favor de causas.
Perjuro, frustração,
Deleitoso culpado,
Selvagem e rude,
Cruel e falso diante do juízo final,
Pleiteando respeitosos direitos.
Caçada a razão
Do que antes não feito.
Odiada razão, despeito.
Descomidas astúcias,
Propósitos desfeitos.
Quem o vira doido possesso
Buscando ter quando queria ser,
Extrema a felicidade provada no empecilho
Lapidando depois da hora de morrer
A verdade que o mundo sabe
Sem ninguém nunca saber;
Que inferno é encontrar o caminho
Para o paraíso.
Que inferno!...
Mote: "Epitáfio"
Cobiça em ação que enquanto ação cobiça.
Desgastado espírito em favor de causas.
Perjuro, frustração,
Deleitoso culpado,
Selvagem e rude,
Cruel e falso diante do juízo final,
Pleiteando respeitosos direitos.
Caçada a razão
Do que antes não feito.
Odiada razão, despeito.
Descomidas astúcias,
Propósitos desfeitos.
Quem o vira doido possesso
Buscando ter quando queria ser,
Extrema a felicidade provada no empecilho
Lapidando depois da hora de morrer
A verdade que o mundo sabe
Sem ninguém nunca saber;
Que inferno é encontrar o caminho
Para o paraíso.
Que inferno!...
quinta-feira, novembro 01, 2007
peia, laço, armadilha...
By: Soaroir Maria de Campos - 01/11/07 16:11
se eu quisesse deixaria de rodeios
direto descartaria o maço
assumiria a imbecilidade que faço
empobreceria o algoz
denunciaria a lei acochada ao laço.
se eu quisesse,
abandonaria meu vício
processaria o cavalo, montaria
Philip, Morris, Burnett
e de McLaren a McLean
seguiria tim-tim por tim-tim
cobrando o que eles antes
nunca disseram para mim:
"...fumar faz mal à saúde!...

se eu quisesse deixaria de rodeios
direto descartaria o maço
assumiria a imbecilidade que faço
empobreceria o algoz
denunciaria a lei acochada ao laço.
se eu quisesse,
abandonaria meu vício
processaria o cavalo, montaria
Philip, Morris, Burnett
e de McLaren a McLean
seguiria tim-tim por tim-tim
cobrando o que eles antes
nunca disseram para mim:
"...fumar faz mal à saúde!...
quarta-feira, outubro 31, 2007
pragas de gavetas
by Soaroir Maria de Campos
31/10/07 11:26
Mote:"Está findando o prazo de validade
do(s) sonho(s) que eu engavetei."
ao arrastar os móveis encontramos pó;
aranhas bem instaladas
em suas confortáveis teias
indagando assustadas:
“o que foi que mudou?...”
ao revirar os guardados ouvimos
das tíneas alegação tecida
com a mais pura seda de nossa rouparia,
razões para casulos secos ou com vida.
finalmente, ao chegarmos ao desvão,
depois de se ter descido até o porão,
despejamos todas as antigas pragas,
assumimos de pronto nossa habitação.
desativados os persistentes engavetados,
marcamos novo prazo pra arrumação.
"Há tanta luz em Paris, porque há, também, grande escuridão,
onde nasceram os poetas e toda a arte"
Gosto dessa evolução, explosão, em poesia. ...desativados os persistentes engavetados
marcamos novo prazo para revisão...
e assumimos a nossa habitação. Soaroir 31/10/2007
Quem não souber povoar a sua solidão, também não conseguirá isolar-se entre a gente. ( Charles Baudelaire )
31/10/07 11:26
Mote:"Está findando o prazo de validade
do(s) sonho(s) que eu engavetei."
ao arrastar os móveis encontramos pó;
aranhas bem instaladas
em suas confortáveis teias
indagando assustadas:
“o que foi que mudou?...”
ao revirar os guardados ouvimos
das tíneas alegação tecida
com a mais pura seda de nossa rouparia,
razões para casulos secos ou com vida.
finalmente, ao chegarmos ao desvão,
depois de se ter descido até o porão,
despejamos todas as antigas pragas,
assumimos de pronto nossa habitação.
desativados os persistentes engavetados,
marcamos novo prazo pra arrumação.
"Há tanta luz em Paris, porque há, também, grande escuridão,
onde nasceram os poetas e toda a arte"
Gosto dessa evolução, explosão, em poesia. ...desativados os persistentes engavetados
marcamos novo prazo para revisão...
e assumimos a nossa habitação. Soaroir 31/10/2007
Quem não souber povoar a sua solidão, também não conseguirá isolar-se entre a gente. ( Charles Baudelaire )
segunda-feira, outubro 29, 2007
Ser poeta é o bicho...
© Soaroir 28/10/07 13:54

imagem: Net
i
Poeta é um ser contente
Ainda que viciado na dor
Passa a vida sofrendo
Dizendo ser por amor
ii
Ser poeta é não ter medo
Se arriscar a ser ridículo
Fazer uns versos tolos
Pensando serem versículos
iii
Poeta é ser visionário
Com a cabeça sempre no ar
Mantendo os pés no chão
E amor em todo o lugar
iv
Ser poeta é um castigo
Quase uma maldição
Precisar ter uma musa
Pra servir de inspiração
v
Ser poeta é ser egoísta
Só falar de si e da musa
Dizer tudo que bem pensa
Sem ter que pedir escusas
vi
Ser poeta é ser divino
Também é ser um capeta
Sutilmente com argúcia
Põe a boca na trombeta
vii
Poeta é ser pretensioso
Diz-se artista e profundo
Jura que sua poesia
Um dia ainda alcança o mundo
viii
Ser poeta é viver pobre
Só rico de imaginação
Em terra em que o “larjant” manda
Não se conta inspiração
xi
Ser poeta é ser tudo isso
Bem mais e muito mais
Que juntar sentimentos
Consoantes e vogais.
imagem: Net
i
Poeta é um ser contente
Ainda que viciado na dor
Passa a vida sofrendo
Dizendo ser por amor
ii
Ser poeta é não ter medo
Se arriscar a ser ridículo
Fazer uns versos tolos
Pensando serem versículos
iii
Poeta é ser visionário
Com a cabeça sempre no ar
Mantendo os pés no chão
E amor em todo o lugar
iv
Ser poeta é um castigo
Quase uma maldição
Precisar ter uma musa
Pra servir de inspiração
v
Ser poeta é ser egoísta
Só falar de si e da musa
Dizer tudo que bem pensa
Sem ter que pedir escusas
vi
Ser poeta é ser divino
Também é ser um capeta
Sutilmente com argúcia
Põe a boca na trombeta
vii
Poeta é ser pretensioso
Diz-se artista e profundo
Jura que sua poesia
Um dia ainda alcança o mundo
viii
Ser poeta é viver pobre
Só rico de imaginação
Em terra em que o “larjant” manda
Não se conta inspiração
xi
Ser poeta é ser tudo isso
Bem mais e muito mais
Que juntar sentimentos
Consoantes e vogais.
sábado, outubro 27, 2007
Amar é Cisma
By: Soaroir 27/10/07 9:56
Mote: "Quem sabe isso quer dizer amor"
era ingênuo demais
qualidade de catecismo
malícia sequer passou por perto
não podia ser diferente
em demasia se deu e se iludiu
virou um eterno dependente
na busca pra decifrar amor, confundiu
respeito, valor e segurança
aguçou-lhe a inteligência ao deslindar
que a vida tem
sua própria maneira de viver
o amor, este sempre esteve lá
ele é que não estava nem aí...
Mote: "Quem sabe isso quer dizer amor"
era ingênuo demais
qualidade de catecismo
malícia sequer passou por perto
não podia ser diferente
em demasia se deu e se iludiu
virou um eterno dependente
na busca pra decifrar amor, confundiu
respeito, valor e segurança
aguçou-lhe a inteligência ao deslindar
que a vida tem
sua própria maneira de viver
o amor, este sempre esteve lá
ele é que não estava nem aí...
sexta-feira, outubro 26, 2007
Vox, signum, verbum
quarta-feira, outubro 24, 2007
Os Rios
segunda-feira, outubro 22, 2007
A lição do pardal
by Soaroir Maria de Campos
by: Soaroir 22/10/07 - 11:05
p poesia on-line do RL" Ensina-me a viver"
Quem mandou você aqui, quem mandou?
- Sou um pardal, assim levo o meu dia
Quisera viver assim, só avoando
Sem nada pra fazer
"Engana-se", disse-me ele então.
- Observe bem meu tamanho
Tente fazer seu ninho como o meu
Transportando no bico cada material
Avalie quantas viagens preciso
Para alimentar os meus
Ensiná-los só com exemplo
A voar e a se defender
De felinos e gaviões
Acredite, eu não poderia ser encarregado
De trabalho mais pesado do que o meu.
E novamente ele voou...
by: Soaroir 22/10/07 - 11:05
p poesia on-line do RL" Ensina-me a viver"
Quem mandou você aqui, quem mandou?
- Sou um pardal, assim levo o meu dia
Quisera viver assim, só avoando
Sem nada pra fazer
"Engana-se", disse-me ele então.
- Observe bem meu tamanho
Tente fazer seu ninho como o meu
Transportando no bico cada material
Avalie quantas viagens preciso
Para alimentar os meus
Ensiná-los só com exemplo
A voar e a se defender
De felinos e gaviões
Acredite, eu não poderia ser encarregado
De trabalho mais pesado do que o meu.
E novamente ele voou...
domingo, outubro 21, 2007
Esperança de um novo dia
© Soaroir Maria de Campos
21/10//07 7:43
p/poesia on-line do RL
Os desejos de continuar partiram,
Amar é sonho que não sonho mais;
Recolho os frutos do coração vazio,
Resquícios dos tempos florais.
A tempestade de um cruel destino
Deflorou meu frescor e guirlandas;
Descontente, e conformada só espero:
A chegada da inevitável demanda.
Impregnada da antiga esperança,
Nos galhos do outono inda asseguro
Do barulhento vento do fracasso
Uma vibrante folha do futuro..
(adaptação do poema “Outlived Desire”
de Alexander Sergeyevitch Pushkin – 1799-1837)............xxx...................xxx.............
quinta-feira, outubro 18, 2007
Talvez eu tenha te amado
By: Soaroir Maria de Campos
Toulouse-Lautrec
18/10/07 - 14:40 p poesia on-line do RL"Perhaps love"
amor risco
extinção talvez
como o perdão
pra civilidade:
grilhões.
que um dia eu tenha amado
talvez!...
e meu coração, não sei
não tenha entendido
amor, talvez
eu tenha um dia te amado.
ou não. Amado te amei
talvez...
terna e tão francamente...
Deus testemunhe
talvez
que eu tentei
permita Ele à outra
quem te ame agora
doutra vez.
Toulouse-Lautrec
18/10/07 - 14:40 p poesia on-line do RL"Perhaps love"
amor risco
extinção talvez
como o perdão
pra civilidade:
grilhões.
que um dia eu tenha amado
talvez!...
e meu coração, não sei
não tenha entendido
amor, talvez
eu tenha um dia te amado.
ou não. Amado te amei
talvez...
terna e tão francamente...
Deus testemunhe
talvez
que eu tentei
permita Ele à outra
quem te ame agora
doutra vez.
quarta-feira, outubro 17, 2007
OS POEMAS SÃO SANHAÇOS

Imagem: ARCOR
© Soaroir 17/10/07 11:45
Para o mote: "Os poemas" de Mário Quintana"
Os poemas são sanhaços
aves canoras de-bico-doce
de plumagens coloridas
bem no alto fazem seus ninhos.
Subdivididos em subordem
nem sempre chegam em bando
a reprodução tem tempo certo
como qualquer um passarinho.
De Mário Quintana OS POEMAS
"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..."
terça-feira, outubro 16, 2007
Bolsa de valores

Bolsa de valores
© Soaroir Maria de Campos - 16/10/07 15:52
P/poesia on-line do RL "O que perdemos por orgulho"
No leilão da vida pus preço
Nas ações de meu orgulho
Apregoado na bolsa da razão
Vieram os lucros e dividendos.
Ao final do pregão, arremates
Entre as perdas e os danos
Na dação em pagamento
Comutei meu patrimônio.
Não invisto mais em orgulho
Seu destino é a insolvência
Fico com o líquido e certo
Sem encargos, a modéstia.
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