Publicado em Ecos da Poesia
"As Letras da Pintura 2"
"The litle Hunter"
poesia 52 - bloco 3.
na furta-cor das balebas que não brincou
no chão batido pelo jogo de malhas
que o destino em seu caminho jogou
retorna o pequeno caçador aprendiz
de escolas convividas com a vida
imaginários amigos a comer
a caça não caçada
apanhada pela fome
por um dia
entre outros mortos.
© Soaroir Maria de Campos
Nov/2007 São Paulo – BR

sábado, dezembro 08, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Nada muda mais que o passado
para JDO
By Soaroir 07/12/07 10:40
"O que o vento não levou"
O antigo amor engordou
A paixão emagreceu
A idade envelheceu
Raivas e pinimbas.
Gables e Leighs o vento levou...
Restaram Butlers e Scarletts
Personagens eternas
Encenando memórias
Que o vento deixou-mas.
By Soaroir 07/12/07 10:40
"O que o vento não levou"
O antigo amor engordou
A paixão emagreceu
A idade envelheceu
Raivas e pinimbas.
Gables e Leighs o vento levou...
Restaram Butlers e Scarletts
Personagens eternas
Encenando memórias
Que o vento deixou-mas.
quinta-feira, novembro 29, 2007
"O caçador de pipas"
(The Kite Runner - Khaled Hosseini)
Menino caçador na furta-cor de balebas
E chão batido pelo jogo de malhas
Que o destino em seu caminhou jogou
Sonha pandorgas aos quatro ventos.
De peito aberto corra
Pequeno aprendiz
De escolas convividas com a vida
Em universos incontinentes
Guiados pelos coloridos sinais.
Seus inocentes sonhos recortados
Enrolados,colados papéis caídos,presos
Pelas más torcidas fibras
Jogados na superfície.
Siga menino
Vá à caça de suas cafifas
Não as herdadas, as por ora caçadas
Por um dia
Dentr’outros mortos
E morros.
Menino Caçador
Soaroir Maria de Campos Dez/2007
Soaroir Maria de Campos Dez/2007
Menino caçador na furta-cor de balebas
E chão batido pelo jogo de malhas
Que o destino em seu caminhou jogou
Sonha pandorgas aos quatro ventos.
De peito aberto corra
Pequeno aprendiz
De escolas convividas com a vida
Em universos incontinentes
Guiados pelos coloridos sinais.
Seus inocentes sonhos recortados
Enrolados,colados papéis caídos,presos
Pelas más torcidas fibras
Jogados na superfície.
Siga menino
Vá à caça de suas cafifas
Não as herdadas, as por ora caçadas
Por um dia
Dentr’outros mortos
E morros.
sábado, novembro 24, 2007
Leva tempo
By Soaroir 23/11/07 10:30
"Porque ainda há tempo/retrospectiva"
O tempo passa e leva as coisas simples, corriqueiras
coxia, coxia, de noite e de dia, o peão entrou na roda, roda peão
e muitas outras brincadeiras quando miúdo queria ser grande.
Leva tempos que não deixaram saudade das dificuldades
no retirante, na viúva desvalida, nas filhas distribuídas
para conseguir uma guarida e dois pratos de comida.
Leva tempo para esquecer as desventuras vividas
as tentativas frustradas e as injustiças sofridas
no tempo de busca pela direção dos ventos.
Mas o tempo passa e junto leva aqueles tempos
pensados não haver mais lugar nem tempo
enquanto há tempo de ser feliz
"Porque ainda há tempo/retrospectiva"
O tempo passa e leva as coisas simples, corriqueiras
coxia, coxia, de noite e de dia, o peão entrou na roda, roda peão
e muitas outras brincadeiras quando miúdo queria ser grande.
Leva tempos que não deixaram saudade das dificuldades
no retirante, na viúva desvalida, nas filhas distribuídas
para conseguir uma guarida e dois pratos de comida.
Leva tempo para esquecer as desventuras vividas
as tentativas frustradas e as injustiças sofridas
no tempo de busca pela direção dos ventos.
Mas o tempo passa e junto leva aqueles tempos
pensados não haver mais lugar nem tempo
enquanto há tempo de ser feliz
quinta-feira, novembro 22, 2007
Poesia para uma pedra
© Soaroir 22/11/07 - São Paulo/BR

Foi recostada num sopé que ouvi
Ao longe um insistente batimento
Descompassado e meio aflito
Assuntei contra a direção do vento.
Meu peito vibrava noutra freqüência
Perguntei “quem está aí aposto?”
Com amiudada repetição sai
Na vã busca por um rosto.
Diante do silêncio continuei
Tropecei e abaixei o olhar
“Uma pedra falante!”, exclamei...
E parei para escutar:
“Sou teu coração que nada deseja.
Perdido nas encostas sem saída
Só quero voltar para o teu peito
E de novo ter uma vida”.

Foi recostada num sopé que ouvi
Ao longe um insistente batimento
Descompassado e meio aflito
Assuntei contra a direção do vento.
Meu peito vibrava noutra freqüência
Perguntei “quem está aí aposto?”
Com amiudada repetição sai
Na vã busca por um rosto.
Diante do silêncio continuei
Tropecei e abaixei o olhar
“Uma pedra falante!”, exclamei...
E parei para escutar:
“Sou teu coração que nada deseja.
Perdido nas encostas sem saída
Só quero voltar para o teu peito
E de novo ter uma vida”.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Riscos
© Mara Regina Weiss
20/11/07
Às vezes é preciso
uma virada de mesa,
um pouco mais de certeza,
um passo maior que o tombo,
um chute no balde certo,
palavras e peito aberto.
Às vezes é bem vindo
um poucos menos de medo,
e muito mais de ousadia,
um desafio ao tempo,
remar mesmo contra o vento,
um tapa na covardia.
Às vezes é preciso
um batom mais escuro,
um pulo por sobre o muro,
uma vontade atrevida
e um gole maior da vida!
20/11/07
Às vezes é preciso
uma virada de mesa,
um pouco mais de certeza,
um passo maior que o tombo,
um chute no balde certo,
palavras e peito aberto.
Às vezes é bem vindo
um poucos menos de medo,
e muito mais de ousadia,
um desafio ao tempo,
remar mesmo contra o vento,
um tapa na covardia.
Às vezes é preciso
um batom mais escuro,
um pulo por sobre o muro,
uma vontade atrevida
e um gole maior da vida!
terça-feira, novembro 20, 2007
Também sou filha de santo
© Soaroir Maria de Campos
20/11/07 14:04 "Correr riscos"

Eu, o que escreve, declaro ter vivido
o suficiente para testemunhar
o dia em que a minha cidade parou de funcionar
para celebrar misericórdia devida por cáftens
e escravagens desmedidas em tempos
em que não estávamos por lá.
Eu, o que escreve, assumo a teoria concreta
de que mesmo quem não for poeta enxerga
defasagem no ridículo da “mea culpa”
neste panteão maquiavélico.
Nota: Ifá não é Orixa, mas ser intermediário entre céu e terra.
20/11/07 14:04 "Correr riscos"

Eu, o que escreve, declaro ter vivido
o suficiente para testemunhar
o dia em que a minha cidade parou de funcionar
para celebrar misericórdia devida por cáftens
e escravagens desmedidas em tempos
em que não estávamos por lá.
Eu, o que escreve, assumo a teoria concreta
de que mesmo quem não for poeta enxerga
defasagem no ridículo da “mea culpa”
neste panteão maquiavélico.
Nota: Ifá não é Orixa, mas ser intermediário entre céu e terra.
sábado, novembro 17, 2007
"My Way"
© MagnoDeBarros
Injusta
A que pensa
Que o seu jeito
é seu
E não o meu
Eu te vejo
Do meu jeito
Seu peito
Seu mêdo
E não o meu
E seu corpo esguio
Pensa
Que penas por ti
E isola o meu...
Senti
E vaidoso
Raivoso
Penso e ajo
Meu jeito
Seu jeito
16/11/07
Injusta
A que pensa
Que o seu jeito
é seu
E não o meu
Eu te vejo
Do meu jeito
Seu peito
Seu mêdo
E não o meu
E seu corpo esguio
Pensa
Que penas por ti
E isola o meu...
Senti
E vaidoso
Raivoso
Penso e ajo
Meu jeito
Seu jeito
16/11/07
quinta-feira, novembro 15, 2007
as pessoas são para o que nascem II
© Soaroir Maria de Campos 15/11/07 - 10:02
"My way"

"by the sea shore" Renoir
Eu sou o que eu sou por escolha
desguarnecido
Para o que eu nasci pra ser e não fui
desavisado
Curvei a imprudência pro meu lado
confundi
Espera e esperançar com teimosia
sobrou
A imagem derrotada por conquistas
desgrenhada
Meio torta, sem sentido, estabanada
fiz
Do meu melhor jeito
desastroso
Inconsciente e jeitoso
prêmios
Nem piedade eu preciso
pra minha maneira de ser.
"My way"
"by the sea shore" Renoir
Eu sou o que eu sou por escolha
desguarnecido
Para o que eu nasci pra ser e não fui
desavisado
Curvei a imprudência pro meu lado
confundi
Espera e esperançar com teimosia
sobrou
A imagem derrotada por conquistas
desgrenhada
Meio torta, sem sentido, estabanada
fiz
Do meu melhor jeito
desastroso
Inconsciente e jeitoso
prêmios
Nem piedade eu preciso
pra minha maneira de ser.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Auto-Retrato
domingo, novembro 11, 2007
Depois da vida
© Soaroir Maria de Campos 11/11/07
* Baseado no filme japonês “After life” ( Wandafuro Raifu) – 1998, dirigido por Hirokazu Kore-eda.(imagem google)

Como macromoléculas existentes
Sem que nos demos conta delas
Cada epifania constrói nosso dia-a-dia.
Se na hora da cessação, revisão
For-me dado o direito de escolher
Meu melhor momento pra lembrar
Por toda a minha eternidade
Eu sei que vou sofrer…
Como deixar para trás o meu nascer?
As horas que passaram sem eu perceber,
As que me calei quando deveria falar
As pessoas que fingi não entender,
As que não me permitiram amá-las,
As que me amaram sem eu pedir,
E que ficarão por aqui?
Como decidir entre meus abortos, meus partos,
Meus filhos, meus amantes, meus amores, meus pratos?
Como me esquecer da chuva, das brotações,
Das colheitas do centeio, parreiras e oliveiras?
Da cigarra se pocando de tanto cantar,
Da formiga exaurida de tanto trabalhar?
Como me contentar ser esquecida
Pelas ostras que me enfeitaram com pérolas,
Pelos pássaros que me ensinaram a cantar,
Pelas letras que me permitiram escrever,
Poesias, mesmo sem eu sequer sabê-las…
A lembrança minha digna da eternidade
Sem sofrer eu escolheria o momento
Meu na hora de morrer
Olhando para trás com satisfação e riso
Admirando minha cota completada
Antes de seguir para o paraíso.
*Sinopse:Num local, entre o Céu e a Terra, pessoas que acabaram de morrer são apresentadas aos seus guias espirituais. Durante os três dias seguintes, eles auxiliam os mortos a vasculhar suas memórias em busca de um momento inesquecível de suas vidas. O momento escolhido é recriado num filme, que será a única lembrança a ser levada para o paraíso. Esquecerá e será esquecido pelo resto.
- This poem needs translation
For lots of foreign readers
needn't Shakespeare's perfection
nor Byron's style, neither
http://www.facebook.com/profile.php?id=634208065
* Baseado no filme japonês “After life” ( Wandafuro Raifu) – 1998, dirigido por Hirokazu Kore-eda.(imagem google)

Como macromoléculas existentes
Sem que nos demos conta delas
Cada epifania constrói nosso dia-a-dia.
Se na hora da cessação, revisão
For-me dado o direito de escolher
Meu melhor momento pra lembrar
Por toda a minha eternidade
Eu sei que vou sofrer…
Como deixar para trás o meu nascer?
As horas que passaram sem eu perceber,
As que me calei quando deveria falar
As pessoas que fingi não entender,
As que não me permitiram amá-las,
As que me amaram sem eu pedir,
E que ficarão por aqui?
Como decidir entre meus abortos, meus partos,
Meus filhos, meus amantes, meus amores, meus pratos?
Como me esquecer da chuva, das brotações,
Das colheitas do centeio, parreiras e oliveiras?
Da cigarra se pocando de tanto cantar,
Da formiga exaurida de tanto trabalhar?
Como me contentar ser esquecida
Pelas ostras que me enfeitaram com pérolas,
Pelos pássaros que me ensinaram a cantar,
Pelas letras que me permitiram escrever,
Poesias, mesmo sem eu sequer sabê-las…
A lembrança minha digna da eternidade
Sem sofrer eu escolheria o momento
Meu na hora de morrer
Olhando para trás com satisfação e riso
Admirando minha cota completada
Antes de seguir para o paraíso.
*Sinopse:Num local, entre o Céu e a Terra, pessoas que acabaram de morrer são apresentadas aos seus guias espirituais. Durante os três dias seguintes, eles auxiliam os mortos a vasculhar suas memórias em busca de um momento inesquecível de suas vidas. O momento escolhido é recriado num filme, que será a única lembrança a ser levada para o paraíso. Esquecerá e será esquecido pelo resto.
Não se segue viagem enquanto não fizer a escolha.
- This poem needs translation
For lots of foreign readers
needn't Shakespeare's perfection
nor Byron's style, neither
http://www.facebook.com/profile.php?id=634208065
sábado, novembro 10, 2007
Sábado é sábado
© Soaroir Maria de Campos 10/11/07 - 12:11

portinari
Sábado é sábado
Não tem passado nem futuro
Sábado é...
Dia de feira
De pastel com caldo de cana
Feijoada na casa da sogra
Ou pelada com os amigos.
Dia dos solteiros se esbaldarem
Casados fingirem ir trabalhar
Filhos saírem com os pais
Soltar pipa, rodar peão
Pedalar a bicicleta
Ir ao cinema comendo pipoca.
Dia de adolescente reclamar
Arrumar o quarto
Mergulhar no computador
Ou jiboiar na frente da televisão.
Sábado é dia de velho
Reunir no que sobrou da praça
Amigos para mover as peças
Num xadrez enquanto mira as moças.

portinari
Sábado é sábado
Não tem passado nem futuro
Sábado é...
Dia de feira
De pastel com caldo de cana
Feijoada na casa da sogra
Ou pelada com os amigos.
Dia dos solteiros se esbaldarem
Casados fingirem ir trabalhar
Filhos saírem com os pais
Soltar pipa, rodar peão
Pedalar a bicicleta
Ir ao cinema comendo pipoca.
Dia de adolescente reclamar
Arrumar o quarto
Mergulhar no computador
Ou jiboiar na frente da televisão.
Sábado é dia de velho
Reunir no que sobrou da praça
Amigos para mover as peças
Num xadrez enquanto mira as moças.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Carris do coração
By: Soaroir Maria de Campos 8/11/07 - 17:49
Poesia on-line: "possui esse caminho um coração?"

Almas, não tivessem meus caminhos,
Seriam cravos encravados em bitolas desmedidas
Balastros, dormentes firmando carris perpendiculares
Cavalos-ferris independentes sobre um aço
Comboiando à parada seguinte trens carregados
Repentes descarrilados nas linhas tortas do passado
Parados, nas indolentes estações com vãos alagados,
Baldeando nas plataformas de ida sem reservas
Tristes passagens de vinda.
Poesia on-line: "possui esse caminho um coração?"

Almas, não tivessem meus caminhos,
Seriam cravos encravados em bitolas desmedidas
Balastros, dormentes firmando carris perpendiculares
Cavalos-ferris independentes sobre um aço
Comboiando à parada seguinte trens carregados
Repentes descarrilados nas linhas tortas do passado
Parados, nas indolentes estações com vãos alagados,
Baldeando nas plataformas de ida sem reservas
Tristes passagens de vinda.
Pedras no caminho
By: Soaroir Maria de Campos 7/11/07 10:02
Poesia on-line do RL

de raras jazidas
sou esmeralda de dia
rubi de noite;
sofisticada, mostro
o lado mais refinado da vida;
apesar da dureza
sou sensível à pressão.
intempéries facilmente
alteram a minha cor.
amada sou alexandrita,
pisada sou calçada,
apenas estrada, caminho
ou pura pedra deitada
no leito fundo dos rios.
Poesia on-line do RL

de raras jazidas
sou esmeralda de dia
rubi de noite;
sofisticada, mostro
o lado mais refinado da vida;
apesar da dureza
sou sensível à pressão.
intempéries facilmente
alteram a minha cor.
amada sou alexandrita,
pisada sou calçada,
apenas estrada, caminho
ou pura pedra deitada
no leito fundo dos rios.
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