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domingo, novembro 22, 2009

Natureza






A Poesia da Natureza
por Soaroir- 22/11/09

que natureza tem a Natureza
de sem capricho algum
ornar com tomates
um jardim suspenso
no décimo segundo andar?

eu? Só cortei um descartável
ao invés de mandar pro lixo
plástico não degradável
lancei restos pra adubar

e Ela sem capricho algum
selecionou a bel prazer
um exemplo de amostra
que fome não tem lugar

se o homem conscientizado
cuidar do que é Dela
o resto Ela assume
e sabe bem aproveitar.

Soaroir de Campos
Poetas Del Mundo

Arco do Triunfo


sábado, novembro 21, 2009

Rocinante

Soaroir 20/11/09


                        ("Caminhante")



sou aquele que não lisonjeia
nem ignora
os passos cambaleantes, incertos
desta finita criatura humana
que sem ver passa ligeiro
como se rotineiro fosse o destino
e infinito os caminhantes -
trilhas em que me fortaleço
a não repetir o sacrifício
e a levar meus trotes
a outra sorte
de memória nova e nunca vista.


Soaroir
Publicado no Recanto das Letras em 20/11/2009
Código do texto: T1934364

Versos Verdes Fritos


imagem by Tucalipe 2/2013




Versos Verdes Fritos
© Soaroir de Campos
 
 
 

Entra na panela uma pitada de pimenta e sal
enquanto engrossa o molho eu refogo um verso;
desgrudo do fundo com uma colher de pau
o consolado alimento ensopado na garganta.


Talhadas a cutelo as desossadas vísceras
me berram do alguidar como se poetas fossem
a acrescentar ao caldo da molheira alfaiada
rimas marinadas em especiarias finas.


Benigna resiliência em salmoura conservada.
Condimentada nutrição do espírito e alma
descongelada levo ao fogo de um fogão
e ante aos perfumados vapores me ergo boquiaberta.


Sobre a mesa estico as rendas da Madeira (¹)
alinho os pratos e acimo as taças cheias.
Num discreto gesto temperado ao alho e óleo
eu saúdo o bardo que povoa minha cabeceira.



O Pé de Eurídece



Os Pés de Eurídice
texto e imagem by
Soaroir 19/12/09


Que o cérebro comande o corpo

O coração a alma e o senso

Mas o que já disseram dos pés

Além do veneno nos de Eurídice?

Que dizer desses andarilhos

Pés de vontades próprias

Mais jovens que minha cabeça

Já que ela é que veio primeiro

Abrindo caminho para eles

Amparar todo este meu peso

Que por rios e por arroios

Imprimem o meu extrato

Indelével e tão passageiro?

Fui e serei meus pés

Enquanto energia houver

Para me manterem de pé.


Mote para hoje dia 19.12.2009 após 00:00h.
Sugestão de Mote:POR ONDE ANDARAM MEUS PASSOS

quinta-feira, novembro 19, 2009

Palavras Gostosas

Soaroir 19/11/09

A gente se consome
pensando nos ex -
a ponto de não falar
versos para o próximo.


mote: "De Palavra em Palavra"


De palavra em palavra
a noite sobe
aos ramos mais altos

e canta
o êxtase do dia

Eugénio de Andrade

domingo, novembro 15, 2009

A Voz da Pintura

Soaroir 14/11/09

Resultado de imagem para a voz da pintura Soaroir
Por Tucalipe

O pintor dá cor às estrelas
Na mesma sacada
O poeta -
Pálido de espanto -
Dá voz a elas...

..........E a poesia atrela
..........Os olhos de ambas almas
..........No que de supetão espalma
. .
.
....

um dia continuo

mote: "A Pintura da Poesia"

sexta-feira, novembro 13, 2009

A Bossa de um Dromedário

ou Memórias de um Dromedário
Soaroir de Campos
Sexta-feira 13/11/09


Que me provem injusto
a serpente e o escorpião
vagarem livres
entre rochedos e tumbas
da alma múmia
em balsâmica solidão.
Invisíveis rastros
parceiros no desértico tempo -
Que alguém me prove injusto
o hino das areias
e o coral dos ventos
ruminando a memória
minorada do paraíso
nos/dos remotos feitos
de um dromedário.


bossa = corcova


"Um livro de versos à sombra da árvore
um jarro de vinho, uma côdea de pão;
E, ao meu lado, tu, cantando no deserto.
Ah, o deserto seria o paraíso agora
!"

Omar Khayyam

Mote : "o deserto pode ser o paraíso"

A luz que nos alumia

Soaroir 11/11/2009



Fiat lux, fiat lux...

E nada

Numa réstia de luz interior

A trôpega humanidade

Mendiga por sua sombra.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Why Christmas...

Soaroir de Campos
November 10, 2009

To end comes the year
Tireless, me like Santa
Through silent flock
As his patient reindeer
Crossing cloudy sky
Wondering, I cry: - Why!?
Shouldn’t the Holy Night
For everyone - shine bright?

domingo, novembro 08, 2009

A Estrela que nos Guia

Soaroir
Nov.08/09


imagem/google




A brilhança que nos guia

- a estrada -

não vem de outro lugar

se não da terra

fuçada por nós mesmos.


(mote do dia)

sábado, novembro 07, 2009

PRÉ-NATAL

© Soaroir de Campos
Novembro 7, 2009






Semeei minhas árvores no quintal

Aguei-as com o melhor do meu afeto

Segui de cada uma o crescimento

Para um dia enfeitarem o meu Natal.


Árvores minhas seguiram o destino

Outro do que eu tinha pra suas ramas

Ornam agora as salas de outras casas

Repletas de outros festejos natalinos


Cercada pelo presente medonho

Agora sei, sou eu a minha árvore

De dourados pacotes pendurados

Para o Feliz Natal só tido em sonho.



(para AVSPE – Natal 2009)

sexta-feira, novembro 06, 2009

Amor nos Tempos do Emoticon



© Soaroir 6/11/09


Ele Explore e eu Netscape
Nossos browsers recobraram
As últimas imagens
Armazenadas no cache
Trocamos nossos cookies
E também o nosso IP
Dividimos uma Homepage
Host daqui Host de lá
Entre readme e reply
Surgiu um Time-out
Voltei ao login
Mas dei de cara com o Firewall
Consultei o Bookmark
Deu Código (810004)51!
Mandei tudo pro trash
Parti para Java
E o deixei em HTML.

quinta-feira, novembro 05, 2009

o céu de meu lugar

Soaroir 4/11/09


quando eu passava
a luz da lua tremulava
e oscilava na Lagoa
de Cima
abaixo nas pedras
impressos a vida
e meus primeiros passos

não sou mais tão nova
nem a vida mais tão naïve
como na minha vila
que era só minha
como pensava ser a vida

admito, porta após porta
não era muito brilhante...
a beleza da vida
ela não só lá risca
o céu de meu lugar.


mote: (“a vida é bela”)

segunda-feira, novembro 02, 2009

psicopoesia

sem título
Soaroir 31/10/09

por favor me deixem
como se deixa um moribundo
um condenado à morte
dizer a última oração.
permitam-me
baforar minhas fumaças
tragar meus sons bizarros
sem pausas ou intervalos;
esqueçam se sou assassina
do verbo, do metro e da rima
eu sigo o ritmo da forca
das almas atormentadas.