| Estação de Transição Soaroir de Campos Nov. 17/2010 foto:cristianootoni-mg/google Nada pior que uma chuva fina Caindo mansa sem som ou raios Estragos, faz tantos quanto enxurrada Nos cavacos que só ela descortina Desenlameia velhos cascalhos Antigos que jaziam soterrados Como se coisa pequena fosse Possível de ser camuflada Ao longo das estações... |
Soaroir |

quarta-feira, novembro 17, 2010
Chuva Fina
segunda-feira, novembro 15, 2010
39 dias para o Natal - Thirty-Nine Days to Christmas
Soaroir
15/11/10
procuro um relógio - quem tem
quem tem um - por favor...
para me amostrar
os segundos e os minutos
que ainda (me) faltam para depois...
somente dias e dias
talvez - o Natal de ontem
hoje, outras vez...
15/11/10
procuro um relógio - quem tem
quem tem um - por favor...
para me amostrar
os segundos e os minutos
que ainda (me) faltam para depois...
faltam 39 dias para ao Natal
poucos dias
dentre os que faltavam
quando nada nos faltava
somente dias e dias
para este Natal - talvez
faltasse nada ou só
talvez faltasse - ontemtalvez - o Natal de ontem
hoje, outras vez...

sábado, novembro 13, 2010
Pote de Poesias: exercício para o mote "eutanásia"
Pote de Poesias: exercício para o mote "eutanásia": "'Recanto das Letras' Nota FúnebreSoaroir 13/11/10 imagem/google 'Caros usuários, Informamos que o serviço de 'fórum online' do Recant..."
exercício para o mote "eutanásia"
Eutanásia do Amor Nosso amor floresceu na doce vida Travestido na dor continuará eterno Tu padeceste na doença tão sofrida Nem te salvou recurso mais moderno Pedido cruel, eu dei-te a luz do inverno. Sem remorso, não bloqueei tua partida. Nosso amor floresceu na doce vida Travestido na dor continuará eterno Beijei teus lábios na ultima despedida Antes de cometer ato a muitos hodiernos Fechaste os olhos, um sorriso de saída. Fiquei eu com pensamento mais terno Nosso amor floresceu na doce vida... Denise Severgnini 13/11/10 Soaroir 13/11/10.......................................xxxxxxxxxxxxxxxx......................................... "Recanto das Letras" Nota Fúnebre r imagem/google "Caros usuários, Informamos que o serviço de "fórum online" do Recanto das Letras foi descontinuado. A administração do RL tomou a decisão de encerrar o serviço de "fórum online" devido à sua pouca visitação, apenas 0,8% do total obtido pelo site, e devido aos transtornos que ocorrem quando mantemos um serviço desse tipo, tais como brigas e ofensas entre usuários, além de inevitáveis desgastes pessoais para os administradores. Os usuários do fórum que desejarem poderão solicitar uma cópia de suas mensagens para o suporte do RL. Pedimos desculpas por qualquer transtorno e agradecemos a compreensão. Respeitosamente, Administração do RL" por overdose de verbos sinônimos e adjetivos em nosso idioma We rest in peace... outra hora continuo |
| Soaroir |
| Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2010 Código do texto: T2613628 |
"Recanto das Letras" Nota Fúnebre
"Caros usuários,
Informamos que o serviço de "fórum online" do Recanto das Letras foi descontinuado.
A administração do RL tomou a decisão de encerrar o serviço de "fórum online" devido à sua pouca visitação, apenas 0,8% do total obtido pelo site, e devido aos transtornos que ocorrem quando mantemos um serviço desse tipo, tais como brigas e ofensas entre usuários, além de inevitáveis desgastes pessoais para os administradores.
Os usuários do fórum que desejarem poderão solicitar uma cópia de suas mensagens para o suporte do RL.
Pedimos desculpas por qualquer transtorno e agradecemos a compreensão.
Respeitosamente,
Administração do RL"
Informamos que o serviço de "fórum online" do Recanto das Letras foi descontinuado.
A administração do RL tomou a decisão de encerrar o serviço de "fórum online" devido à sua pouca visitação, apenas 0,8% do total obtido pelo site, e devido aos transtornos que ocorrem quando mantemos um serviço desse tipo, tais como brigas e ofensas entre usuários, além de inevitáveis desgastes pessoais para os administradores.
Os usuários do fórum que desejarem poderão solicitar uma cópia de suas mensagens para o suporte do RL.
Pedimos desculpas por qualquer transtorno e agradecemos a compreensão.
Respeitosamente,
Administração do RL"
sexta-feira, novembro 12, 2010
Tempestade & Afins
tempestade de silêncio
na inspiração
Soaroir 12/11/10

imagem/google
portas bloqueadas -
pelas frestas ventania
granizos, raios, trovões
caem sobre a poesia
súbito barulho
de fingida calmaria
pesadas nuvens de silêncio
tormenta - chove disbulia..
.
TEMPESTADE
Eu a vi aproximar-se,
Lentamente,
Em fortes sussurros.
Eritânia Brunoro
na inspiração
Soaroir 12/11/10
exercício para o mote "tempestade e afins"
imagem/google
portas bloqueadas -
pelas frestas ventania
granizos, raios, trovões
caem sobre a poesia
súbito barulho
de fingida calmaria
pesadas nuvens de silêncio
tormenta - chove disbulia..
.
TEMPESTADE
Eu a vi aproximar-se,
Lentamente,
Em fortes sussurros.
Eritânia Brunoro
Gavinhas da Mágoa
SAUDADE - Gavinhas da Mágoa
Soaroir11/11/10

exercício para o mote "saudade"
Soaroir11/11/10
exercício para o mote "saudade"
Hey sister
você se lembra daqueles nossos dias felizes
quando a gente pescava piaba com miolo de pão dormido?
embora poucos os farelos, sobrados do nosso café minguado
a gente sempre punha de lado algum pra poder pescar?
voce ainda se lembra da emoção de cada puxada
da linha que as vezes nem puxava nada
e que noutras era jantarado nos salvando
da coça com vara da goiabeira
por irmos para o rio sem avisar?
saudade dos nossos pés lado a lado
enterrados naquela lama de Lagoa de Cima
quando esperança era só esperar o peixe beliscar...
sinto saudade das águas da vertente
dos papa-fumos que caçavamos
e dos vaga-lumes que nos guiavam
para a nossa mãe em casa....
sujeito à revisão
nota da autora:
às vezes saudade são só gavinhas de mágoas
o aço do espelho
Soaroir 9/11/10
profunda decepção
quanto tempo perdido...
como pode meu antigo espelho
carrasco – acusador de defeitos
refletir esta face tão perfeita
e serena de hoje em dia...
continuarei
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?
Cecília Meireles
mote: "retrato"
profunda decepção
quanto tempo perdido...
como pode meu antigo espelho
carrasco – acusador de defeitos
refletir esta face tão perfeita
e serena de hoje em dia...
continuarei
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?
Cecília Meireles
quarta-feira, novembro 10, 2010
Bordado Livre em Família
Bordado livre em familia
©Soaroir 10/11/10

versão II
Minha avó fazia (tecia) tarrafas
minha mãe ponto de cruz
tia Zélia chuleava
os nós que o nosso pai nos dava
Eulália até que tentava
ponto em cadeia aberto
aresta ou pé de galinha
mas cadê a paciência
de refazer o que errava...
Prima Anizia, ó coitada
esta nada mais bordava
além de uns vagonites
Prima Cássia, a prendada
especialista em monogramas
em richelieu e meio ponto
Com família bordadeira
aprendi de tudo um pouco
ponto russo, renascença
ponto cheio, nó francês
caseado aberto e fechado...
De arraiolo a kilim
hoje minha tapeçaria é vasta
e enfeita o mundo inteiro!
...................xxxxxxxxx.................
Minha avó fazia (tecia) tarrafas
minha mãe ponto de cruz
tia Zélia chuleava
os nós que o pai dava/fazia
Eulália até que tentava
ponto cadeia aberto
aresta ou pé de galinha
mas cadê a paciência
de desmanchar o que errava...
Prima Anizia, coitada
esta nada mais bordava
além de uns vagonites
A outra, prima Cássia, prendada
especializou-se em monogramas
em richelieu e meio ponto cretense
Com uma família assim bordadeira
aprendi de tudo um pouco
Ponto russo, renascença
ponto cheio, nó francês
caseado aberto e fechado...
Amarradinho, arraiolo ou em kilim
hoje minha tapeçaria é vasta
e enfeita meu chão/mundo inteiro!
sem revisão
e continua
©Soaroir 10/11/10
exercício para o mote: "bordados da vida"
versão II
Minha avó fazia (tecia) tarrafas
minha mãe ponto de cruz
tia Zélia chuleava
os nós que o nosso pai nos dava
Eulália até que tentava
ponto em cadeia aberto
aresta ou pé de galinha
mas cadê a paciência
de refazer o que errava...
Prima Anizia, ó coitada
esta nada mais bordava
além de uns vagonites
Prima Cássia, a prendada
especialista em monogramas
em richelieu e meio ponto
Com família bordadeira
aprendi de tudo um pouco
ponto russo, renascença
ponto cheio, nó francês
caseado aberto e fechado...
De arraiolo a kilim
hoje minha tapeçaria é vasta
e enfeita o mundo inteiro!
...................xxxxxxxxx.................
Minha avó fazia (tecia) tarrafas
minha mãe ponto de cruz
tia Zélia chuleava
os nós que o pai dava/fazia
Eulália até que tentava
ponto cadeia aberto
aresta ou pé de galinha
mas cadê a paciência
de desmanchar o que errava...
Prima Anizia, coitada
esta nada mais bordava
além de uns vagonites
A outra, prima Cássia, prendada
especializou-se em monogramas
em richelieu e meio ponto cretense
Com uma família assim bordadeira
aprendi de tudo um pouco
Ponto russo, renascença
ponto cheio, nó francês
caseado aberto e fechado...
Amarradinho, arraiolo ou em kilim
hoje minha tapeçaria é vasta
e enfeita meu chão/mundo inteiro!
sem revisão
e continua
sábado, novembro 06, 2010
Continuação
desistir, jamais...
Soaroir 6/11/10

Precioso olhar para trás
descobrir uma alameda
roçada como se atalhos...
Atinar que para continuar
ao final de tantas barreiras
mais precioso é ter coragem
lançar mão de outros inventos
ainda no mesmo dialeto
para que a força não se quede
flácida - e o coração mole
de saudade das vitórias...
continua...
Soaroir 6/11/10
exercicio para o mote "...imoral é ter desistido de si mesmo"

Precioso olhar para trás
descobrir uma alameda
roçada como se atalhos...
Atinar que para continuar
ao final de tantas barreiras
mais precioso é ter coragem
lançar mão de outros inventos
ainda no mesmo dialeto
para que a força não se quede
flácida - e o coração mole
de saudade das vitórias...
continua...
"Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo.... Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. ...Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim.E com isso cortei também aminha força.
Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite, sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma- é esse seu único meio de viver...Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma." Clarisse Lispector
Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite, sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma- é esse seu único meio de viver...Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma." Clarisse Lispector
Não sei falar de amor
Romaça
Soaroir 5/11/10
exercício para o mote: "Que esse amor..."
depois de tudo veio o medo
de ter medo de noturnos
de amor - que não os seus
despida, inteiramente nua
rezei para jamais esquecer
o amor - além de prelúdios
apesar de ventos e tempestades...
nota da autora: eu n sei falar de amor
pelo menos hoje
Soaroir 5/11/10
exercício para o mote: "Que esse amor..."
depois de tudo veio o medo
de ter medo de noturnos
de amor - que não os seus
despida, inteiramente nua
rezei para jamais esquecer
o amor - além de prelúdios
apesar de ventos e tempestades...
nota da autora: eu n sei falar de amor
pelo menos hoje
quinta-feira, novembro 04, 2010
A Fada do Tempo
(provisorio)
Soaroir 4/11/10

fotografia=Filipa/google
Havia um mundo encantado
Onde cada um tinha um dom
Uns nasciam para a eloqüência
Outros, dar vida à criação
Todos sabiam qual seu lugar
Menos uma que nascera
Com defeito de aceitação
Marginal a infeliz
Parou de procurar
Naquele mundo seu lugar
Até virar a esquina do tempo
Cuja fada - encantada
Mostrou-lhe a serventia
Dos que nascem pra pensar...
volto
"Conto de fadas
Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.
Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa de conto: "Era uma vez..."
Florbela Espanca
Soaroir 4/11/10
exercício para o mote: "Era uma vez"

fotografia=Filipa/google
Havia um mundo encantado
Onde cada um tinha um dom
Uns nasciam para a eloqüência
Outros, dar vida à criação
Todos sabiam qual seu lugar
Menos uma que nascera
Com defeito de aceitação
Marginal a infeliz
Parou de procurar
Naquele mundo seu lugar
Até virar a esquina do tempo
Cuja fada - encantada
Mostrou-lhe a serventia
Dos que nascem pra pensar...
volto
Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.
Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa de conto: "Era uma vez..."
Florbela Espanca
quarta-feira, novembro 03, 2010
espelho côncavo
Tergiverso
Soaroir
Nov.3/10

Não quero ser poeta. Eu sou.
Não daqueles sem eletricidade
Celular, computador, Twitter ou Globonews
Que ao piar do mocho se recolhiam
E contra a luz da vela digladiavam
Com as sombras da inanição
Que o seu mundo lhes servia....
Não. Eu escrevo - mais
Quando a alegria vem sem rédeas
Ou a tristeza sem razão
Se poeta ou não – deixo para vocês
Julgarem, absolverem, condenarem
Esta que por desaprender de rezar
Toma a folha em branco
E tintas do recomeço
Faz seu genuflexório...
continua...
Soaroir
Nov.3/10
exercício para o mote: por que você quer ser poeta?"
Não quero ser poeta. Eu sou.
Não daqueles sem eletricidade
Celular, computador, Twitter ou Globonews
Que ao piar do mocho se recolhiam
E contra a luz da vela digladiavam
Com as sombras da inanição
Que o seu mundo lhes servia....
Não. Eu escrevo - mais
Quando a alegria vem sem rédeas
Ou a tristeza sem razão
Se poeta ou não – deixo para vocês
Julgarem, absolverem, condenarem
Esta que por desaprender de rezar
Toma a folha em branco
E tintas do recomeço
Faz seu genuflexório...
continua...
Até onde vai nosso direito de interferir na casa do vizinho?

Na minha opinião cada país é uma casa distinta e seus habitantes seguem os regulamentos instituídos pelo chefe da família, para que a ordem e os bons costumes prevaleçam desde que os direitos do individuo, de acordo com a "Declaração Universal dos Direitos Humanos/ONU", não sejam desrespeitados.
Eu e provavelmente grande parte da população pouco sabemos sobre o Irã, tampouco sobre seus costumes, mas sabemos que a Vida é o bem mais precioso em qualquer parte do Planeta e deve ser respeitada.
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
Que a sábia mão de Deus conduza este momento.
Soaroir de Campos
São Paulo – Brasil
Novembro 3/2010
segunda-feira, novembro 01, 2010
Dia de Finados
Regaço Final
Soaroir 01/11/10

Entre narcisos-do-prado
Cruzes, lápides de mármore
Ó meu pai – Ó minha mãe
Rogai por mim - ainda - desterrada...
Amparem na travessia
Esta - largada entre escombros
no mundo paralelo ...
continua...
Soaroir 01/11/10

Entre narcisos-do-prado
Cruzes, lápides de mármore
Ó meu pai – Ó minha mãe
Rogai por mim - ainda - desterrada...
Amparem na travessia
Esta - largada entre escombros
no mundo paralelo ...
continua...
Mote: O Regaço
Inspirados em: Sobre o regaço
Gustavo Adolfo Bécquer
Sobre o regaço tinha
o livro bem aberto;
tocavam em meu rosto
seus caracóis negros.
Não víamos as letras
nem um nem outro, creio;
mas guardávamos ambos
fundo silêncio.
Por quanto tempo? Nem então
pude sabê-lo.
Sei só que não se ouvia mais que o alento,
que apressado escapava
dos lábios secos.
Só sei que nos voltámos
os dois ao mesmo tempo,
os olhos encontraram-se
e ressoou um beijo.
Inspirados em: Sobre o regaço
Gustavo Adolfo Bécquer
Sobre o regaço tinha
o livro bem aberto;
tocavam em meu rosto
seus caracóis negros.
Não víamos as letras
nem um nem outro, creio;
mas guardávamos ambos
fundo silêncio.
Por quanto tempo? Nem então
pude sabê-lo.
Sei só que não se ouvia mais que o alento,
que apressado escapava
dos lábios secos.
Só sei que nos voltámos
os dois ao mesmo tempo,
os olhos encontraram-se
e ressoou um beijo.
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