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quarta-feira, novembro 02, 2011

Dos Finados

Dia dos Finados

A teorização da dor vem dos gregos e romanos, passando por Da Vinci até René Descarte que comparou a sensação de dor com o soar de um sino. A produção e percepção da dor estão ligadas com o sistema nervoso central .


Cada indivíduo apreende a palavra “dor” através de experiências relacionadas com lesões nos primeiros anos de vida. Os biologistas afirmam que os estímulos causadores de dor são capazes de lesão tecidual. A dor é aquela experiência que associamos com lesão tecidual real ou emocional que pode conduzir a lesão tecidual. Assim, experiências anormais desagradáveis (diestesias) também podem ser dolorosas, porém não o são necessariamente porque subjetivamente podem não apresentar as qualidades sensitivas usuais da dor. (sic)


A abordagem que se faz da dor, atualmente, é que ela é um fenômeno ‘biopsicossocial’ que resulta de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, comportamentais, sociais e culturais e não uma entidade dicotômica.


Segundo relatos de estudiosos do assunto, na antiguidade o homem primitivo relacionava dor ao mal, magia e demônios e o alívio era responsabilidade de feiticeiros, shamans e sacerdotes, que utilizavam ervas, rituais e cerimônias no manejo... Mas e a dor da ausência, será que havia remédio ou explicação?


Acredito que para a dor da saudade, dor subjetiva como outra qualquer que o sistema nervoso central se encarrega de disseminar, de acordo com a combinação dos fatores cada um tenha sua própria percepção e teoria. Após um exame de consciência percebo que não sofro de tal dor. Tenho sim, lembranças boas e algumas nem tanto daqueles com quem cruzei neste plano.


Neste dia de Finados, agradeço e reverencio os que por mim passaram e deixaram suas pegadas, sem as quais eu jamais teria encontrado o caminho nas encruzilhadas da vida. E àqueles com atitudes menos angelicais também agradeço por terem colaborado para a minha evolução e rogo a Deus que os perdoe.

Que todos descansem em Paz

Copyright Soaroir
2/11/2011


imagem/google
pesquisa/wikipedia

quarta-feira, outubro 26, 2011

Nos termos do destino
Copyright Soaroir


passo às mãos do legítimo
fiel depositário -
essa massa falida

acervos de que abro mão –

que se vire o destino
com os ativos e os passivos
junto aos seus credores
eu cansei...

cansei de desviar
o curso dos (meus) rios
investir em mundos
e fundos de direito e (de) paz

que se destampem os olhos dos furacões
enxerguem as verdades
e varram as mentiras (patranhas)...


sábado, outubro 22, 2011

A Mulher de Lata
Copyight Soaroir


imagem/GildoCarvalho

O cachorro me acordou as cinco. Providencial já que coincide com a hora que devo engolir “ciprofloxacino” para combater um ataque de mau imunodepressor,entre outros, segundo o Google, porque remédio da rede publica não vem com bula e as informações impressas no verso da cartela metálica não se consegue ler, o que de certa forma é uma benção. A última bula que li trazia 1% de indicação e 99% de possíveis efeitos colaterais.

Não dá para voltar para a cama embora estejamos no horário de Verão fato que o cachorro desconhece e insiste em querer descer, mas eu ainda que toscanejando aproveito o silêncio para dar ouvidos ao que repentinamente, como vazamento de um dique, goteja pelas brechas do meu inconsciente enchendo minha moringa e então me rendo a análise das injúrias, das injustiças e das maldades que me intoxicaram juntamente com a tentativa de esquecê-las; me debilitaram ao me acumpliciar com elas quando outorguei perdão sem nada assinar.

(sic) Esquecer ofensas depende da nossa memória.

Continuo mais tarde.

Acabo de me lembrar que preciso descer com o cachorro que não conhece a maldade , perdoa, mas jamais esquece os maus tratos.

Vamos Chuko, vamos mijar no mundo...

Sem revisão 22/10/11

domingo, outubro 02, 2011

Spring follows it destiny







imagem/soaroir




A Primavera Faz Sina - Spring follows its destiny

> Soaroir 22/9/09
>
> Do florido pé de manacá
> Eu mando umas flores para ti
> Além das que deixo por aqui
> Outro punhado mando pra lá.


.....XX....


Spring Follows its destiny
From the flowery manacá¹ tree
Some flowers I send to thee
Besides the ones I leave here
Another bunch goes somewhere from me


Soaroir de Campos
São Paulo/Brasil

¹ Manacá = Brazilian ornamental and medicinal shrub belonging to the Solanaceae familiy.

(Free translation)

quarta-feira, setembro 28, 2011

A Arte da Poda

A arte da poda
IZABEL TELLES (outubro 2010)



(sic) Costumo aconselhar alguns pacientes a plantar uma árvore para representar nela e com ela a sua família.
Sugiro que escolham uma árvore frutífera, de preferência uma laranjeira.
Conto por que. Na Índia a laranjeira significa o encontro de duas metades perfeitas em seus frutos e a extensão e grandeza da árvore sugerem a família e seus relacionamentos. Algumas mulheres usam flores de laranjeira presas ao seu véu de casamento.
Bem, voltando ao plantio da árvore — que pode ser qualquer uma, desde que o paciente tenha pela espécie admiração, respeito e amor ao seu significado — peço que seja cavado um buraco bem profundo. No fundo do profundo devemos colocar frases de amor e gratidão aos nossos antepassados. De todos os lados — materno e paterno.
Sobre os nomes e frases recomendo que as crianças joguem algumas flores, fotos, pedaços de tecidos, alguns pequeninos objetos simbólicos (por exemplo, se a vovó foi costureira, jogar o dedal que ela usava) que tenham alguma ligação com aquelas pessoas .
Depois disso, a árvore pode ser colocada na cova.
A terra vai sendo jogada aos bocados com respeito e alegria até que ela fique bem presa ao solo.
Todos os membros da família podem cuidar da árvore. Regar, adubar, afofar a terra ao redor da cova e especialmente arrancar as ervas daninhas.
Mas o ritual mais importante que devemos fazer é o ritual da poda.
Quando o inverno chega, especialmente aquele que cobre nossos corações como a perda de um ente querido da família, ou uma separação, ou mesmo um momento em que precisamos partir e deixar um ciclo para trás até podermos voltar fortificados, renovados, dispostos a brotar novamente naquela árvore; é então hora de pegarmos uma tesoura, pacientemente passarmos graxa na sua mola, afiarmos seu corpo e num nascer do sol iniciarmos a poda.
Esta poda não tem de ser tecnicamente correta. Não é preciso. É uma poda feita com uma intenção e com a intuição.
Pensamos muito no que queremos eliminar daquele sistema familiar, ou do jugo de quem queremos sair, ou que elo queremos desmanchar, ou que comportamento queremos perdoar ou libertar definitivamente do clã. E assim por diante.
Fechamos os olhos e pedimos licença à árvore que está à nossa frente, explicando nossa intenção a ela.
Pés firmes no chão, tesoura nas mãos, vamos iniciando a poda repetindo mentalmente e firmando nas mãos a intenção daquilo que queremos eliminar. Deixamos os sentimentos aflorar. Raiva, medo, ódio, tristeza, abandono, saudade, alegria… seja o que for. Deixa vir tudo e vamos cortando, ouvindo o canto da tesoura.
Feita a poda, recolhemos os galhos podados e queimamos numa fogueira.
Passamos um rastelo no chão ao redor da árvore, afofamos a terra, abraçamos , honramos e agradecemos a árvore, regamos e só voltamos a vê-la dali a mais ou menos três meses.
O que vamos encontrar?
Muitos galhinhos novos saindo daqueles que podamos. Galhos verdejantes, ainda frágeis buscando novas direções, espiando uma brecha em busca do sol. Podemos encontrar uma nova floração que até parece uma antena parabólica buscando novos sinais!
Se a motivação que impulsionou a primeira poda permanecer, podemos cortar alguns dos galhinhos ou todos os brotinhos novamente. Lembre-se, não é uma poda técnica. É uma poda catarse. Ressignificando a intenção, reforçando o pedido.
Eu tenho uma linda laranjeira plantada no pomar do sítio de uma amiga.
Como não estou no Brasil neste momento, e se alguma emergência surge, ligo para ela e peço que faça a poda por mim. Amorosa como ela só, repete minha intenção de poda para ter certeza se entendeu bem meu pedido.
Entendeu sim, querida amiga. Você sempre entende porque conhece o poder de podar as laranjeiras!


Izabel Telles é Terapeuta Holística, formada pelo The American Institute for Mental Imagery de Nova Iorque (USA).Dedica toda a sua energia a pesquisar e dar sentido as imagens que a mente constrói como uma forma de expressar nossos pensamentos, sentimentos e emoções.

Vazio de Puro Sangue









Crinas Soltas
Soaroir 11/5/09

Mote: a carruagem da vida

tropeamos
da Praça de São Salvador(¹)
sem arreios, argumentos
mapas de direção
cruzamos, o Cruzeiro do sul,
livres burros, e sonsas mulas
e outras feras da liberdade.
até às éguas de bridão
presas dos anfiteatros
vazios de puro sangue
eu...e a alazã -
de crinas soltas...

(¹) praça principal de Campos RJ


(caro leitor, se vc não entender...
o problema não é seu)

imagem:http://gabrielyamozonas.blogspot.com/2011/02/curiosidades-de-cavalo.html

quinta-feira, agosto 11, 2011

Meias para o Dia dos Pais

Um homem sem meias


na mesa meia toalha
e nem meias palavras
por e-mail, MSN
que fosse...
cartão nem se fala
perdeu o controle
o gosto pela TV
a vista já falha
tateia o guache
papier mâché, o crayon
troféus dos jardins
de Dias dos Pais
as gravatas inda guarda
com os lenços nas caixas
na lembrança as meias
há muito furadas
que não vêm mais repor

Copyright Soaroir
8/8/2010

rascunho
 
 
         Soaroir em 11/08/2011
Reeditado em 11/08/2011
Código do texto: T3153965

sábado, agosto 06, 2011

Em busca de Vau

  EM Busca de Vau
by Soaroir
6/8/11


imagem:google


Frio nas costas -
Recorda-me a sedutora
Excitada chuva fina
 Emprenhando as pradarias
De distantes setembros...
Espermados  retraídos
Em ombros compadecidos
Inevitavelmente - curvados
Sobre ocultas mornas brasas
Neste estéril Agosto
Similar, entretanto
Com menos tantos e tantos
Que até choraria
Se lágrimas coubessem
Em uma (só) poesia...
(sem revisão)

Copyright: Soaroir de Campos

segunda-feira, julho 25, 2011

Do Nada ao Nada





O quê que isso que de repente arrasta,
como uma enxurrada rumo a emerdada fossa
a palavra do homem;
acordos dantes selados com o fio do bigode;
palavrados dados e firmados
acertos acertados e sacramentados entre pessoas de bem;
entre gente um dia fidedigna que de repente avança
sobre os próprios princípios mostrando, que a fina estampa
finalmente, como seus calcanhares - assaz
há muito estão camuflados entre as meias e os sapatiados.

NADA - Do nada ao nada. Tudo é tão doido,
sem noção... Oh Deus do Nada
guie-me pelo caminho para encontrar a explicação -
se não - o melhor trejeito de pagar com a mesma merreca
este preço...



Soaroir de Campos
Julho/2011

domingo, julho 03, 2011

Salamammbô

















Salammbô,
pintura de Gaston Bussière, 1907

wikipedia


Salammbô é o título de um romance histórico de Gustave Flaubert, publicado pela primeira vez em 1862, cujo enredo reconstitui a vida na antiga Cartago.
(orig. wikipédia)

depois escrevo mais ...

iluminação súbita


Satori
“O homem perfeito usa a sua mente como um espelho.

Ela nada aprisiona e nada recusa.

Recebe mas não conserva.”

 (Soshi)

A Cigarra & Eu


















Quisera eu ser
... árvore
    para reconhecer as estações
... cigarra
acordar após as chuvas
e...
trocar o exosqueleto

by Soaroir - June 29/11

apóstata













me massacraram
pisaram tanto
e tanto que perdi
o jeito, o habito
de ser gente...

me enturvaram
anuviaram tanto
e tanto que esqueci
do calor, do sol 

 
continuo depois
soaroir Jun/30/11