Copyright Disclaimer

Do not reproduce any of my texts published here. Plagiarism will be detected by Copyscape.



terça-feira, agosto 26, 2014

Idoso Abandonado


Vida Longa às Calçadas
© Soaroir de Campos
St. Neots/UK – Agosto 26/2014

(Sem revisão)

Reprodução autorizada em: Caderno Humanismo n° 3: Idoso abandonado 


                       
I        INTRODUÇÃO

"Viver quer dizer ser cruel e implacável contra tudo o que em nós se torna fraco e velho".

Pensamento atribuído a Friedrich Nietzsche.  Não sendo contra sinônimo de com, fica minha dúvida se é de defesa ou acusação seu pensamento quanto a ser velho e fraco. Mas, segundo esse mesmo filósofo, (que aliás ontem, 25/8 foi aniversário de sua morte em 1900) não há fatos, mas sim interpretações.

Nesse sentido, a verdade em relação ao abandono do idoso, de acordo com minha visão e de dentro da sociedade em que vivo, pode depender da perspectiva (perspectivismo) que utilizarmos para interpretá-lo.


O que alavanca a vida é a vontade, o poder e a fé em um Deus que elegemos e que pode ser atitudes e até mesmo expectativas em algo ou em alguém.  No entanto, como os fatos não são eternos tampouco as verdades, na velhice tudo desaba com a dos deuses que elegemos. “Morte de Deus”


 Não há argumentos contra o fato de que ao envelhecer os animais se tornam fracos e incapazes de exercer suas habituais tarefas, a diferença é que só os humanos têm consciência disso, embora não se preparem psicologicamente para isso. Acreditam que ao largar a pesada carroça e parar de comer o embolorado feno, partirão desprovidos das ferraduras para um haras com verdes pastos e muita água fresca.

Bons tempos aqueles em que os velhos eram os sabidos...Os conselheiros e os exemplos, origem de nossos dicionários. Mas isso não interessa mais, agora temos Wikipédia, Google e Facebook que, contrariando Nietzsche, comprovam que fatos são eternos. Um deles é que velho é velho e o mundo ficou pequeno, sem espaço para o que é obsoleto. Nem e-bay ou OLX aceitam publicar (procura-se uma família.  Em troca de um cigarro de palha e uma dose de pinga, conto histórias de ninar – carrego algum feno se precisar – não muito pesado – no mais o que eu ainda aguentar – por favor sem ferraduras, pois estou cansado da vida me “trolar” des do berço no primeiro abandonar).

Certamente o primeiro abandono vem do berço e do desmame , depois o da escola quando não se passa de ano mesmo com todo o empenho, quando da necessidade de abandonar os estudos; do trabalho quando sem aviso prévio se perde o emprego para alguém mais bem preparado e principalmente mais jovem; consequentemente sem fundos nem reservas não se atualiza, não há verba para se vestir adequadamente, para o dentista, o perfume, atender aos aniversários e casamentos ou dividir um jantar com amigos que depois de três negativas não convidam mais.  Some a tudo isso os divórcios, inclusive dos filhos que crescem. Como último e único recurso apela-se para a aposentadoria e é ai que a coisa “fede” de vez. Dá para enxergar o implantado aplicativo luminoso chamado rejeição?  Mas pensemos um pouco... Alguém soube de algum endinheirado que tenha sido abandonado na velhice? Eu não. A não ser aqueles que têm afetadas as faculdades mentais e outorga procuração “de plenos poderes” sem prazo de validade. Estes ricos são os únicos que morrem nos haras de verdes pastos e águas frescas porque têm um “nome” a zelar. Para os demais pouco sobra a não ser virar um cágado e assumir que não têm lar.

Não é de mão beijada que a entrega se dá. Primeira reação é não se dar crédito a rejeição:  - “vai passar, vai passar”, depois racionalizá-la: - “onde foi que eu errei” e se encher de culpa; em seguida duvidar: - “devo estar ficando louco. Pura imaginação minha”.
E finalmente a aceitação, acolhimento e introspecção que cada um pode ter consigo mesmo, antes do inevitável autoabandono.

Se contra fatos não existem argumentos , só resta aceitar a rejeição e por último culpar alguém, pois o fardo é muito pesado para ser carregado sozinho. Primeiro culpa-se a si mesmo, depois a sorte, a família e por último o Estado.

II       CONCLUSÃO

- Amadureci, e agora? Crescimento psíquico...Quando a vida cobra o lado adulto chega-se ao vazio que na maioria das vezes é defendido com mecanismos de compulsões para saciar o buraco emocional.

Julgado e condenado sem direito a defesa, rechaçado e rotulado só lhe resta o autoexílio - terras onde não  importam mais arremedos de diplomacia e as falsas boas maneiras.

Os abastados podem mastigar de boca aberta, fazer barulho tomando sopa, arrotar à mesa, limpar a boca com a manga da camisa, mas se o velho fizer isso ... “demência” logo gritam; perdeu o equilíbrio? É um “alcoólatra”. 


Família é um pé no saco. Então, vida longa às calçadas que os recebem de ruas abertas onde o único incômodo é ouvir de um discípulo da hipocrisia eventual  “Coitadinho!”. Ou ONGs justificando serviço.

segunda-feira, agosto 25, 2014

A Dama da Chuva

By Soaroir 25/8/14


Quando chove
entorna
molha tudo.
De noite então...


imagem por Soaroir
Reflexo da chuva iluminada pela luz do post  as 22  e poucos, numa rua de St. Neots/UK

Bardolatria

By Soaroir 
Stratford-upon-Avon
August 2014

Dooryard of Fame







domingo, agosto 24, 2014

Anemia

Spleen: Uma espécie de melancolia pensante-
 segundo George Byron ou Lord Byron.

Termo inglês que se refere originalmente a uma víscera glandular, vulgo “baço”, que tem a função 
de destruir os glóbulos vermelhos. Torna-se termo literário quando os poetas decadentistas da segunda metade do século XIX o tomam simbolicamente como a origem da destruição de algo mais intangível: a alegria de viver. Por isso esse órgão é tido como o responsável por todos os estados de melancolia, ou estados mórbidos de languidez.


"to vent one's spleen" significa "…expressar sua ira".

http://pt.wikipedia.org/wiki/Spleen


sexta-feira, agosto 22, 2014

Solidão

By Soaroir



a gente vai se moldando para ficar insensível, até que  explode na hora e lugar errados - quando tocam em nossas feridas. Soaroir 22/8/14

we shape up to be insensitive, until  explode on wrong time and place -
when our wounds are touched...

Porta Inglesa

Acho ímpar as portas inglesas.






quinta-feira, agosto 21, 2014

A lua daqui e a lua de lá

Quarto crescente no hemisfério norte





William B.Yeats

13/6/1865 Irlanda - 28/1/1939 França


When You Are Old
BY WILLIAM BUTLER YEATS

When you are old and grey and full of sleep,
And nodding by the fire, take down this book,
And slowly read, and dream of the soft look
Your eyes had once, and of their shadows deep;

How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true,
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face;

And bending down beside the glowing bars,
Murmur, a little sadly, how Love fled
And paced upon the mountains overhead
And hid his face amid a crowd of stars.

Source: The Collected Poems of W. B. Yeats (1989)

domingo, agosto 17, 2014

Poesias da I Guerra Mundial



Entre poemas tocantes este de Rudyard Kipling  a meu ver se destaca. Escrito em 1915 após o desaparecimento do filho John Kipling, durante the Battle of Loos. ¹

Have you news of my boy Jack?”
Not this tide.
“When d’you think that he’ll come back?”
Not with this wind blowing, and this tide.

“Has any one else had word of him?”
Not this tide.
For what is sunk will hardly swim,
Not with this wind blowing, and this tide.

“Oh, dear, what comfort can I find?”
None this tide,
Nor any tide,
Except he did not shame his kind —
Not even with that wind blowing, and that tide.

Then hold your head up all the more,
This tide,
And every tide;
Because he was the son you bore,
And gave to that wind blowing and that tide!

 My Boy Jack é o nome da peça de 1997 escrita por David Haig ator Inglês. Ele examina como a dor afeta Rudyard Kipling e sua família após a morte de seu filho, John (conhecido como Jack), na batalha de Loos em 1915. (fonte wiki)

¹ http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Loos
http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Loos

A Queda das Folhas

The Falling Leaves 
Margaret Postgate Cole ( 1893-1980)

Today, as I rode by,
I saw the brown leaves dropping from their tree
In a still afternoon,
When no wind whirled them whistling to the sky,
But thickly, silently,
They fell, like snowflakes wiping out the noon;
And wandered slowly thence
For thinking of a gallant multitude
Which now all withering lay,
Slain by no wind of age or pestilence,
But in their beauty strewed
Like snowflakes falling on the Flemish clay.


Do livro:" Poems from de First World War" - selected by Gaby Morgan
in association with IWM (Imperial War Museum)

sábado, agosto 16, 2014

Na Casa do Bardo deixei meu nome

Soaroir
Stratford-upon-Avon
Agosto 15/2014

No livro de visitas da casa de Shakespeare deixei meu nome... Quem sabe, um dia...


Arte está em toda parte

Fotos´ Copyright Soaroir
UK-August 16/2014



sexta-feira, agosto 15, 2014

No Berço da Arte

Soaroir
Stratford-upon-Avon
August 15/2014

They said "Grab the bull by the horns", I heard "Grab the bard by the balls".