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quarta-feira, abril 30, 2008

Busca Milagrosa

©Soaroir 30/4/08


Eve Marks "a little birdie told me to"
http://www.evemarks.com/

Juntei-me ao vermelho;

a tarde caiu na noite

de lendas em chambre

de pálidos rosa.

Busca milagrosa...

Acordada encontrei

penas que eu buscava

do azul que não voou..


Mote: "O Começo da Busca"

Para a poetisa Mara Regina Weiss

Soaroir
Feliz aniversário amiga e poeta:

M adrigais cantam os anjos
A música doa seu perfume
R enasça azul neste dia
A Primavera que lhe surge.

terça-feira, abril 29, 2008

Aprendizagem

©Soaroir
29/04/08

Quem realmente
quiser ser amado
que revise do amor

a cartilha.















imagem:fromoldbooks


Mote: “Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos ver perfeitamente uma pessoa imperfeita.” San Kenn

Dueto com Denise - "O Amor"

By Soaroir

Amor é muito jovem
para saber o que é consciência.
Quem sabe...
Não seja ele a causa da ausência?


O Amor

Amor pode ser córrego

É água mansa que cansa

Muito vive do beijo sôfrego

Jovem parte em outra dança
Para buscar em outra idade

Saber mais forte e leal

O tempo educa com qualidade

Que se torna sentimento real



É o amor insondável oceano

Consciência plena, firme certeza
Quem ama não troca o plano

Sabe que regando, cresce em beleza



Não é o amor energia inexorável?

Seja jovem ou maduro, realiza-se

Ele nutre a alma mais insondável



A chama do amor acende-se

Causa combustão espontânea no ser

Da volúpia que não se se deixa arrefecer

(À) ausência que com amor cura-se



Soaroir

Denise Severgnini

segunda-feira, abril 28, 2008

Coisas da felicidade

©Soaroir 28/04/08

imagem:missão tellus













Minha felicidade não é grande nem pequena

Não é feita de coisas — nem grandezas

Bênçãos sempre, quando sem trocas

Avolumando cargas sobre meus ombros

Já cansados de esperar por ela

Que sem alardeamento passa

Quando menos espero poder tê-la.



Mote:..."aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas”...
Pense.... medite....
Alguma coisa parece semelhante em tua vida?

Meu tipo inesquecível

Soaroir 27/4/08

Meu tipo inesquecível está congelado.
No tempo os momentos fotografados
entre o lúdico e o lúgubre,
outros tipos - igualmente amestrados.

Mote:
Existem muitas pessoas das quais nunca nos esquecemos. Lembro-me do meu pai, irmão, mãe, parentes e amigos que conservo em minha memória com carinho e admiração. Mas hoje quero homenagear um dos meus professores que era uma pessoa muito inteligente, simpático e sabia transmitir as aulas que nos prendia toda a atenção.

sábado, abril 26, 2008

Entre Brejos e Rios

(Eu nasci)
© Soaroir Maria de Campos








imagem photobucket.com

Além dos casarios
Marolas e navegantes
Nas encostas
Entre brejos e rios
Eu nasci para velejar.

Com fremente sangue frio
E ventas para navegar
Encantada pelo distante brilho
De pérolas ancoradas ao sol
Sem baldio segui abaixo o meu rio.

Entre respingos de triunfos
Foram me levando as águas
Até mergulhei no mar
Mas desemboquei no oceano
Que nasci para desbravar.

Com esperança nunca estranha
O destino atingiu seu fim
E no azul para o qual nasci
Eu cheguei e tomei posse

Com muita diligência
e mesmo tanto de carmim.
mote de 26/4/08 "Eu nasci"

sexta-feira, abril 25, 2008

No cais do mundo

No Cais do Mundo
Soaroir 25/04/08

Sentada no cais do mundo esperei

De verão a verão sua chegada

Vi navios indo e vindo

E você qual nada!

Desisti...

Felicidade parece —

Inesperada.

Mote do dia: Desisti de ...
"Retirada
Flora Figueiredo


Respeite o silêncio
a omissão,
a ausência.
É meu movimento de deserção.
Abandonei o posto,
rompi a corda,
desacreditei de tudo.
Cansei de esperar que finalmente um dia,
minha fotografia
fizesse jus ao seu criado-mudo."
Calçada de Verão, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 1989

quinta-feira, abril 24, 2008

Poesia em Cobre

®Soaroir



Art by Tucalipe

A dança das palavras

By Soaroir
Art by Tucalipe

Mote do dia: As palavras bailam

Tem gente

© Soaroir 23/04/08


tem certa gente que queremos

apagar da memória o passado

e no futuro o presente;

aquela que pratica miudezas

dessa não abrimos mão

para o remorso ter lugar.

resta a imagem cativante

enaltecida na memória

ainda que soada (só) de passagem.

terça-feira, abril 22, 2008

Rosa de Gidá¹

©Soaroir 22/4/08



Na página 275, no canto nono

Entre uma fita azul e outra rosa

Certamente um dia encarnada

Mumificada repousa a minha rosa

Inteira de corpo sem lembrança ou alma

Tanto tempo que, que viesse...

Da Índia, de Meca em naus

De Eritreia - "Gidá, aonde

O trato de todo o Roxo Mar florecia
"

Memória infiel! Que relíquia vã...

Baldia, desidratada e fechada

Predestinado monturo depois da morte.

¹ Gidá:porto do Mar Vermelho
in Os Lusíadas



Mote do dia: Relicário de amor

Um bilhete de amor
encontrei perdido
entre páginas de um livro lido.
Encontrei dissecada uma flor
que também falava de amor.
O livro esquecido
na estante, guarda um passado,
uma lembrança de tempos idos.

Sérgio Mattos
(Publicado no livro "Trilha Poética)
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Libertas quae sera tamen

Soaroir
Liberdade ainda que tardia
Mote do Dia 21/04/08

Somos pássaros livres
Orgulhosos de podermos avoar
Por sobre as montanhas
Através das nuvens
Sobre o mar azul abaixo
Deste céu brasileiro
Aonde caminham os ventos
Da Liberdade, (para)você e eu.

to be continued...

domingo, abril 20, 2008

Eu não sei

© Soaroir
Mote do dia 20/04/08

Eu não sei
Das águas de Amaralina
De Coralina as razões
Das cirandas que não cantei com Lia
Nem outros cantos que sonhei
Eu não sei
Por quê a saudade passa
Enquanto a vida passa também
Num breve aceno de nascimento e morte
Aquém de cada passo
Eu não sei
Por quê o útero é tão pequeno
Não nos mantém criança
Protegido em seu espaço
Sem precisar ir muito além
Eu não sei
Estou escondido de todos, do amor
Nesta friorenta ânsia
De conquista, réquiem da vida
Que não sei se é curta ou longa
Para uma planta
Entre as dobras das escarpas
A receber no peito
O sal de adolescentes ondas

Insubmissas e revoltas, eu não sei.

Mote do dia:
NÃO SEI... Não sei... se a vida é curta... Não sei... Não sei... se a vida é curta ou longa demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar- Cora Coralina.

sábado, abril 19, 2008