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sábado, outubro 09, 2010

Da Poesia e do Poeta


Soaroir
9/10/10
Meu Navio/Autor Tucalipe/acervo Soaroir


exercicio para o mote: a poesia e o poeta

Poesia é abelha social
negra – se enfeita de vermelho
das patas às antenas

Vive lambendo os olhos
e o suor do poeta

O poeta - membro da chusma
sabe-se soberano
no prélio das controvérsias

Entre deuses e homens
transpira pelas abelhas

continua...

sexta-feira, outubro 08, 2010

uma historia de João e Maria

Soaroir 8/10/10




exercício para o mote: se tu me amas


ah se de verdade tu me amasses ...
enterrada entre imagens gastas - 
eu estaria casta
surda aos chamados
dos timbales
longe das cavalarias
e dos príncipes de Gales...

continua



Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...


Mário Quintana

quarta-feira, outubro 06, 2010

Cavalo da Rainha X Bispo do Rei

sem métrica nem rima
Soaroir
6/10/10


Um dia descanso o corpo
No outro a imaginação

Pena que o tempo cobre
O preço desse assento
Da busca do intuir

Pelas coisas que o tempo lima
Eu pagaria se soubesse...

Como reaver a razão
E as tantas peças tombadas

Antes do proximo movimento...



sexta-feira, outubro 01, 2010

O Colibri & a Cidreira


O colibri & a Cidreira
(tit provisório)exercício p o tema: "um poema de amor"



Agradeço aos deuses pela visão:
Um beija-flor se alimenta
Das flores da erva-cidreira
Brotadas da pequena muda
Que plantei sem pretensão...

Cabrum! Há raios pra todo a lado
Preciso desligar o computador...
Depois - quem sabe
Eu volte a falar de amor...
Talvez continue...
quem sabe!

quinta-feira, setembro 30, 2010

A Arqueira

A Arqueira

exercicio p o mote: "serenidade"



Não. Não conheceria a serenidade
se não tivesse bebido da água salobra

estrepado os pés pelos desfiladeiros
enquanto envergava o olmo
e torcia as fibras para meu arco e flecha

Com a apinhada aljava
   de reflexões e aceites
       e melhor alça de mira...
já posso ser pacata arqueira

Soaroir




nota da autora
: lembrei-me de quando praticava arco e flecha e da serenidade
                                exigida p se atingir o alvo.

domingo, setembro 26, 2010

Os Enigmas da Arte

by Soaroir
26/9/10




 

Do namoro inconsciente

entre dom e travessura

com beleza e harmonia

a criação chegou ao mundo


 


De igual progenitura

veio uma numerosa prole

cresceu com vontade própria

com requinte e perfeição


Da humanidade enigmas...

que ajuntados chamam arte

para o decifrador deleite

se se dedica à questão.

sábado, setembro 25, 2010

OJardineiro Leal

Setembro - O Jardineiro Leal



Benditas foram as podas
De velhos esporos e ramas
Inúteis tocos de braços
Desfloridos passo a passo
De forma desordenada

Pra viçosa nova aflora
Brotar mais combinada
Com esta (nesta) Primavera nova

Soaroir 25/9/10

arrumo depois

Vestibular 2010 NOTÍCIAS

[...] existe na educação brasileira uma "engenharia reversa", em que alunos egressos de escolas públicas fazem faculdades particulares, enquanto os formados na rede privada dominam as instituições públicas. "Isso acontece na USP, que é uma ilha de excelência. A maioria dos estudantes de escola pública sabe que não tem condições de competir em um vestibular tão concorrido como o da Fuvest, mesmo com os programas de bonificação", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://br.noticias.yahoo.com/s/25092010/25/manchetes-cresce-numero-inscritos-da-rede.html 

Utilidades da Poesia

by Soaroir

Para que serve a poesia?




Velha poesia...
Depois de sobreviver ao tempo
guerras, intempéries e regimes
ainda (ela) serve para tudo e mais um pouco

Inclusive eu já a fiz de estabilizador, tripé
segurador de portas, peso de papel
montanha russa, graveto, mata-moscas

Há quem a use para tapar buracos
das paredes nos meses frios -
e de janelas, nos dias ensolarados

Agora mesmo, eu a uso para divagar...

Soaroir 25/9/10



baseado no texto:

What is poetry for?
I use it as a coaster, doorstop, paperweight, flyswatter, trivet, table-jiggling stabilizer, kindling, as absorbant material in baby nappies, to patch holes in my walls during the cold winter months! It goes on and on! But seriously, if we’re going to ask questions, how about this little one that’s been nagging at me the last few years: with poetry surviving several thousand years of countless wars, fires, dark ages, population decimating pandemics, ethnic cleansings, brutal totalitarian regimes, periods of indifference, floods, volcanoes, earthquakes, meteor strikes, and everything short of the sun blowing up
[...]

bookninja magazine

quinta-feira, setembro 23, 2010

Da Tristeza

 http://pote-de-poesias.com/visualizar.php?idt=2515541

mote: "sou triste"

É um parafuso solto
Ou falha no artefato
Tristeza é um aparato
Que a gente fica envolto
Sem ter causa de fato

Ela pode acometer
A razão de todo ser
Prevenido ou incauto...

Soaroir 22/9/10


Dialética


É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste
...

(Vinícius de Moraes)




Soaroir

quarta-feira, setembro 22, 2010

Post-its

Coisas para fazer hoje
www.pote-de-poesias.com/





Ganhar na Mega Sena
Dispensar as coisas velhas
Causar inquietação
Depois de um grande discuros
Aplicar na bolsa
De estima & consideração...

Soaroir
22/9/10

Roupa de Infância


rendas bordadas
inquietação bem medida
passamanarias...
bordado inglês
fitas coloridas
da infância alheia
enfeitando os remendos
(em)babadando os restos
tecidos de missa 
dos dedos dobrados
nos sapatos vencidos...

(sem revisão)

imagem e texto by Soaroir

Tietê em Ondas Curtas

Tietê em Ondas Curtas


http://pote-de-poesias.blogspot.com.br/2014/09/tiete-em-ondas-curtas.html





Flagrante da luta pela vida:
Jaçanã procurando comida nas raízes de uma Pistia.
 foto de José Marques Lopes em Janeiro/2007.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Toda vez que dizemos adeus...

(Cole Porter)
para ouvir clique in









Every time we say goodbye
I die a little
Every time we say goodbye
I wonder why a little
Why the Godss above me
Who must be in the know
Think so little to me
They allow you to go

When you're near
there's such an air
of Spring about it
I can hear a lark somewhere
begin to sing about it
Theres no love song finer
But how strange the change
From major to minor
Every time we say goodbye

When you're near
Theres such an air
of Spring about it
I can hear a lark somewhere
Begin to sing about it
Theres no love song finer
But how strange the change
From major to minor
Every time you say

Theres no love song finer
But how strange
The change from major to minor
Every time we say goodbye

Soaroir

quarta-feira, setembro 15, 2010

Andarilho

diario d´un autoestopista ¹
Soaroir 15/9/10

exercicio para o mote: andarilho

imagem/google


Um homem calvo calça preto
E o outro pé sem nada
Carregam seu guarda-roupas

Blusas e blusas caqui
Todas as suas mudas
De uma vida errante

Deus... quanta coisa passa
Lá em baixo

E continua...




nota da autora:
¹ caroneiro
(nômades n respeitam fronteiras
em busca de melhores pastos)




Tradução por
http://lyricstranslate.com/en/forum/portugues-para-espanhol

El andariego
Un hombre calvo calzando un zapato negro
Y su otro pie descalzo
Llevan su guardarropa.
Son blusas y más blusas color caqui.
Todas las piezas de ropa
de su vida errante
Dios mío... tantas cosas se ven pasar
ahí abajo
Y él sigue...