Copyright Disclaimer

Do not reproduce any of my texts published here. Plagiarism will be detected by Copyscape.



quinta-feira, agosto 11, 2011

Meias para o Dia dos Pais

Um homem sem meias


na mesa meia toalha
e nem meias palavras
por e-mail, MSN
que fosse...
cartão nem se fala
perdeu o controle
o gosto pela TV
a vista já falha
tateia o guache
papier mâché, o crayon
troféus dos jardins
de Dias dos Pais
as gravatas inda guarda
com os lenços nas caixas
na lembrança as meias
há muito furadas
que não vêm mais repor

Copyright Soaroir
8/8/2010

rascunho
 
 
         Soaroir em 11/08/2011
Reeditado em 11/08/2011
Código do texto: T3153965

sábado, agosto 06, 2011

Em busca de Vau

  EM Busca de Vau
by Soaroir
6/8/11


imagem:google


Frio nas costas -
Recorda-me a sedutora
Excitada chuva fina
 Emprenhando as pradarias
De distantes setembros...
Espermados  retraídos
Em ombros compadecidos
Inevitavelmente - curvados
Sobre ocultas mornas brasas
Neste estéril Agosto
Similar, entretanto
Com menos tantos e tantos
Que até choraria
Se lágrimas coubessem
Em uma (só) poesia...
(sem revisão)

Copyright: Soaroir de Campos

segunda-feira, julho 25, 2011

Do Nada ao Nada





O quê que isso que de repente arrasta,
como uma enxurrada rumo a emerdada fossa
a palavra do homem;
acordos dantes selados com o fio do bigode;
palavrados dados e firmados
acertos acertados e sacramentados entre pessoas de bem;
entre gente um dia fidedigna que de repente avança
sobre os próprios princípios mostrando, que a fina estampa
finalmente, como seus calcanhares - assaz
há muito estão camuflados entre as meias e os sapatiados.

NADA - Do nada ao nada. Tudo é tão doido,
sem noção... Oh Deus do Nada
guie-me pelo caminho para encontrar a explicação -
se não - o melhor trejeito de pagar com a mesma merreca
este preço...



Soaroir de Campos
Julho/2011

domingo, julho 03, 2011

Salamammbô

















Salammbô,
pintura de Gaston Bussière, 1907

wikipedia


Salammbô é o título de um romance histórico de Gustave Flaubert, publicado pela primeira vez em 1862, cujo enredo reconstitui a vida na antiga Cartago.
(orig. wikipédia)

depois escrevo mais ...

iluminação súbita


Satori
“O homem perfeito usa a sua mente como um espelho.

Ela nada aprisiona e nada recusa.

Recebe mas não conserva.”

 (Soshi)

A Cigarra & Eu


















Quisera eu ser
... árvore
    para reconhecer as estações
... cigarra
acordar após as chuvas
e...
trocar o exosqueleto

by Soaroir - June 29/11

apóstata













me massacraram
pisaram tanto
e tanto que perdi
o jeito, o habito
de ser gente...

me enturvaram
anuviaram tanto
e tanto que esqueci
do calor, do sol 

 
continuo depois
soaroir Jun/30/11

sábado, junho 25, 2011

À Xilo

Poesia do Amapá, autorizada pelo autor

À Xilo
Fere a madeira
A madeira da xilo
Fere a goiva na mão do artista
Como ser dominador, do amante
na força, no metal cortante, o sulco
Ferida que não é dor
A dor é o prazer que deveras sente
Este que com a mão fere
E a poesia assim escreve
No êxtase do contemplar da obra
A cicatriz é a obra, o belo
E não a matriz, a qual deu à luz
A vida, a gravura, a imagem
Que sangra no corte sem sangue
É trocada pela sua cópia
Num choro sem lágrimas
É agora abandonada e esquecida
Queira seu criador chamá-la de arte.


À Xilo, 21 de junho de 2011.
Naldo Martins

Querida Soaroir estou lhe enviando a cópia de minha poesia,
para que poste em seu blog, como gentilmente me pediu. Obrigado, beijos!

sexta-feira, junho 24, 2011

Raiz Quadrada


art/google


Raiz Quadrada
©
Soaroir de Campos
jun/21/11

Duas portas bem me servem/

Pra entrar e pra sair/

uma frente... outra fudos/

primeira pra abduzir/

a outra pr´outros mundos/

Muito além desse gradil/

e cercado infecundo/


nessa vida de servil//

falando nisso...



achei maravilhoso, inclusive a declaração da artista

http://quashieart.blogspot.com/2010/10/triple-monday-grant-wood-and.html

ponto de vista

tem urubú que avoa alto...
Uns tão alto que daqui
até parecem gaivotas...

ao entardecer todos somem
da Brig. Faria Lima...

© Soaroir Jun/20/11


obra de : Reno Bonzon/net


continua...

sexta-feira, junho 17, 2011

corrente de papier mâché


Meu Deus, meu Deus...
e
m que caserna me metestes...
e
por que meu Deus - me encontro  

solta neste vazio repleto de amarras
onde eu mesma, até sem perceber,
me boicoto...

by Soaroir
Jun/17/11
imagem/google

...continua...

domingo, junho 05, 2011

ainda que















ainda que caminhes
por passeios, por preceitos;
pelas ruas, alamedas
por oficio, por missão
sem códigos
com projetos
acimentados nos andaimes
e
às vezes pensamentos
noutras rastejante -
pelas cinzas
das lembranças
marcadas na poeira

por fineza...
deixa não!

Soaroir
Publicado no Recanto das Letras em 03/06/2011
Código do texto: T3012297

Um Sonho Dentro de um Sonho

(tradução livre)

Tome este beijo sobre a testa!
E, na despedida de você agora,
Assim, muito mais deixe-me confessar-
Você não está errado, que considerem
Que meus dias têm sido um sonho;
Ainda se a esperança foi embora
Em uma noite, ou em um dia,
Em uma visão, ou nenhuma,
É, portanto, o menor foi?
Tudo o que vemos ou parecemos
É só um sonho dentro de um sonho.

Eu estou no meio do rugido
De uma praia de surf atormentado,
E eu seguro dentro de minha mão
Grãos de areia dourada,
Quão poucos! No entanto, como eles rastejam
Através de meus dedos ao fundo,
Enquanto eu choro, enquanto eu choro!
Ó Deus! não consigo entender
Los com uma fivela apertada?
Ó Deus! não posso salvar
Uma da onda impiedosa?
É tudo o que vemos ou parecemos
Mas um sonho dentro de um sonho?


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
A Dream within A Dream

Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow-
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.
I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand-
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep- while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?

Edgar Allan Poe

Soaroir
Publicado no Recanto das Letras em 27/05/2011
Código do texto: T2996532

quarta-feira, maio 18, 2011

Lua Cheia de Maio


Lua Cheia de Maio

by Soaroir de Campos
Maio 17/11


hoje - glitter prateado

cai do céu sem ensaio

perdidos serão achados

(é a) na Lua Cheia de Maio



continua...


Soaroir
Publicado no Recanto das Letras em 17/05/2011
Código do texto: T2975799