Linguagem dos Incapazes -A
Por Soaroir de Campos
14/9/09
O rio falante passa
E nada... nada passa.
Nas sombras, gravetos,
Coprófitos flutuantes,
Coelhos mortos de sede,
Martins–gravata
Caolhos, e pererês,
Capivaras ribeirinhas...
Passam impotentemente
Pelo silêncio da Natureza
Diante do rio que passa
Por eles, e pelo dorso
Até o pescoço
Da garça ex-branca;
Não entendem o que passa
Ou se passa...
Envenenados seguem
Para seus covis/tocas
Condenados a morte
Pelas sentenças
Do homem
Que nunca ouviu o rio.
(lº rascunho)

terça-feira, setembro 15, 2009
A incontestável inconstância do ser
Dubito, ergo cogito, ergo sum
Soaroir 13/9/09
Se me teso quebro
Se me curvo envergo¹
"Cogito, ergo"
ou acerto ou erro.
¹abater
-X -
Schizophrenia
by Soaroir
Quanto mais vivo mais aprendo
Quanto mais aprendo, menos sei
Quanto menos sei mais penso
Quanto mais penso...não sei...
Por que não esqueço?
mote do dia
Soaroir 13/9/09
Se me teso quebro
Se me curvo envergo¹
"Cogito, ergo"
ou acerto ou erro.
¹abater
-X -
Schizophrenia
by Soaroir
Quanto mais vivo mais aprendo
Quanto mais aprendo, menos sei
Quanto menos sei mais penso
Quanto mais penso...não sei...
Por que não esqueço?
mote do dia
Morte
"Hoje para mim, amanhã para ti."*
*da locução latina: Hodie mihi, cras tibi
By Soaroir
9/9/09
que a Morte me trate como me trata a Vida
com certezas tortas e inútil companhia;
decline apreço por qualquer hora do meu dia
e de noite me ignore como inacessível albergaria;
[...]
mote do dia
*da locução latina: Hodie mihi, cras tibi
By Soaroir
9/9/09
que a Morte me trate como me trata a Vida
com certezas tortas e inútil companhia;
decline apreço por qualquer hora do meu dia
e de noite me ignore como inacessível albergaria;
[...]
mote do dia
pensamento
by Soaroir - 7/9/09
De gozo o que aspiro é muito pouco
Em quantidade, deixemos isso claro
Grito por eles até ficar rouco
Mirados alvos para os meus disparos...
mote: "insatisfação íntima"
De gozo o que aspiro é muito pouco
Em quantidade, deixemos isso claro
Grito por eles até ficar rouco
Mirados alvos para os meus disparos...
mote: "insatisfação íntima"
sábado, setembro 12, 2009
grandeza do celular
Imagem/tucalipe
texto/soaroir de campos
São Paulo/Brasil-12/9/09


flor no 12º andar
beleza que não cabe em si
milagres do celular...
texto/soaroir de campos
São Paulo/Brasil-12/9/09

flor no 12º andar
beleza que não cabe em si
milagres do celular...
...estão voltando as flores...
Soaroir
12/9/09
("Bee kind to others")

Adeus Inverno
..........casacos, luvas, cobertor
Alô Primavera
..........bem-te-vis, abelhas, alô
Vá frio, vá
..........reinar em um outro império
Volte aragem
..........ocupe nosso hemisfério.
Mote:
Estão voltando as flores
(marcha)Altemar Dutra
Composição: Paulo Soledade
Vê, estão voltando as flores
Vê, nessa manhã tão linda
Vê, como é bonita a vida
Vê, há esperança ainda
Vê, as nuvens vão passan......do
Vê, um novo céu se abrin......do
Vê, o sol iluminan.....do
Por onde nós vamos indo
Por onde nós vamos indo.
12/9/09
("Bee kind to others")
Adeus Inverno
..........casacos, luvas, cobertor
Alô Primavera
..........bem-te-vis, abelhas, alô
Vá frio, vá
..........reinar em um outro império
Volte aragem
..........ocupe nosso hemisfério.
Mote:
Estão voltando as flores
(marcha)Altemar Dutra
Composição: Paulo Soledade
Vê, estão voltando as flores
Vê, nessa manhã tão linda
Vê, como é bonita a vida
Vê, há esperança ainda
Vê, as nuvens vão passan......do
Vê, um novo céu se abrin......do
Vê, o sol iluminan.....do
Por onde nós vamos indo
Por onde nós vamos indo.
SIM
Soaroir 11/9/09
às 11:11 !!!!
SIM, você pode contar comigo
.....Quantas vezes você quiser
.....Esteja eu onde eu estiver
.....Em minha tenda eu lhe abrigo
SIM, cruzarei mares se preciso
.....Caminharei léguas a pé
.....Farei tudo que eu puder
.....Em troca de ver seu sorriso
Bondoso como a vespa-do-figo
Acabrunhado a se condoer
Ou somente para conviver
SIM, você pode contar comigo...
“O NÃO tem muito poder, tem tanto poder que às vezes faz a gente
esquecer de quantos "sins" levamos em nossa vida.
O "sim" do eu posso te ajudar.
O "sim" do você pode contar comigo.
O "sim" eu quero ficar com você” Rita H. Abematsu
Mote: "O tema é livre sem usar a palavra NÃO
ou qualquer outra forma negativa." by Soaroir
às 11:11 !!!!
SIM, você pode contar comigo
.....Quantas vezes você quiser
.....Esteja eu onde eu estiver
.....Em minha tenda eu lhe abrigo
SIM, cruzarei mares se preciso
.....Caminharei léguas a pé
.....Farei tudo que eu puder
.....Em troca de ver seu sorriso
Bondoso como a vespa-do-figo
Acabrunhado a se condoer
Ou somente para conviver
SIM, você pode contar comigo...
“O NÃO tem muito poder, tem tanto poder que às vezes faz a gente
esquecer de quantos "sins" levamos em nossa vida.
O "sim" do eu posso te ajudar.
O "sim" do você pode contar comigo.
O "sim" eu quero ficar com você” Rita H. Abematsu
Mote: "O tema é livre sem usar a palavra NÃO
ou qualquer outra forma negativa." by Soaroir
quinta-feira, setembro 10, 2009
Coisas da Vida...
Soaroir - 10/9/09

um dia cheio de cerração é treva
àqueles ainda reféns da enxurrada
e dos ventos que levaram casas
com tudo que estava dentro.
são coisas da vida...
mas é de morte!
um dia cheio de cerração é treva
àqueles ainda reféns da enxurrada
e dos ventos que levaram casas
com tudo que estava dentro.
são coisas da vida...
mas é de morte!
segunda-feira, setembro 07, 2009
uma conversa com Bocage
(Fados e Quimeras)
By Soaroir de Campos
6/9/09
Oh senhor Manuel Maria Du Bocage,
Frutos das vontades somos todos nós.
Deixai-nos (cá) ter destino como algoz.
Perdão, mas pra mim, falastes bobagem.
Frutos das vontades somos todos nós
Estuprados por uma tal natureza
Carente de preparo para a tristeza
Pretextando destino como algoz
Não fosse o faz-de-conta dos mortais
Caçadores correndo atrás de um sonho
Este mundo seria mais medonho
Ou habitado só por animais.
"Vós, crédulos mortais, alucinados
de sonhos, de quimeras, de aparências
colheis por uso erradas consequências
dos acontecimentos desastrados.
Se à perdição correis precipitados
por cegas, por fogosas, impaciências,
indo a cair, gritais que são violências
de inexoráveis céus, de negros fados.
Se um celeste poder tirano e duro
às vezes extorquisse as liberdades,
que prestava, ó Razão, teu lume puro?
Não forçam corações as divindades,
fado amigo não há nem fado escuro:
fados são as paixões, são as vontades."
Manuel Bocage
By Soaroir de Campos
6/9/09
Oh senhor Manuel Maria Du Bocage,
Frutos das vontades somos todos nós.
Deixai-nos (cá) ter destino como algoz.
Perdão, mas pra mim, falastes bobagem.
Frutos das vontades somos todos nós
Estuprados por uma tal natureza
Carente de preparo para a tristeza
Pretextando destino como algoz
Não fosse o faz-de-conta dos mortais
Caçadores correndo atrás de um sonho
Este mundo seria mais medonho
Ou habitado só por animais.
"Vós, crédulos mortais, alucinados
de sonhos, de quimeras, de aparências
colheis por uso erradas consequências
dos acontecimentos desastrados.
Se à perdição correis precipitados
por cegas, por fogosas, impaciências,
indo a cair, gritais que são violências
de inexoráveis céus, de negros fados.
Se um celeste poder tirano e duro
às vezes extorquisse as liberdades,
que prestava, ó Razão, teu lume puro?
Não forçam corações as divindades,
fado amigo não há nem fado escuro:
fados são as paixões, são as vontades."
Manuel Bocage
sexta-feira, setembro 04, 2009
Arrojo dos Loucos - O
Soaroir 4/9/09
O Arrojo dos Loucos
(peça tragicômica)
Soaroir 4/9/09
"Livre Arbítrio"
Do bolso ele saca o apetrecho vermelho
Clica duas vezes e se põe a falar
Dá instruções aos clientes,
Desculpa-se pelo atraso da entrega
Promete que as frutas chegarão ao amanhecer
Polidamente se despede...
Por sua aparência dão-lhe a preferência
E ele passa pela caixa registradora
Um real e uns trocados – paga
Uma mini pinga, um limão e uma laranja
Devolve pro bolso o isqueiro vermelho
Vejo partir o louco mais satisfeito...
Enquanto aguardo minha vez
Mote: "Livre Arbítrio"
O Arrojo dos Loucos
(peça tragicômica)
Soaroir 4/9/09
"Livre Arbítrio"
Do bolso ele saca o apetrecho vermelho
Clica duas vezes e se põe a falar
Dá instruções aos clientes,
Desculpa-se pelo atraso da entrega
Promete que as frutas chegarão ao amanhecer
Polidamente se despede...
Por sua aparência dão-lhe a preferência
E ele passa pela caixa registradora
Um real e uns trocados – paga
Uma mini pinga, um limão e uma laranja
Devolve pro bolso o isqueiro vermelho
Vejo partir o louco mais satisfeito...
Enquanto aguardo minha vez
Mote: "Livre Arbítrio"
Silêncio da Metrópole
(Silenciário)
Soaroir 3/9/09
São duas da manhã
Penso em lendas
La Fontaine
o Corvo e a Raposa...
... o comportamento humano
Lei do Silêncio -
Meu vizinho bate um prego
Um caminhão descarrega
Madeira, pedras na obra em frente
Outros arrastam caçambas
De coleta seletiva
Em prol do Planeta
Reclamo
“Liga para o Prefeito!"
Estão certos - é lei.
É a hora de descarregar...
Uma viatura passa
Outra de Bombeiros
Depois uma ambulância...
Agentes Silenciários.
MOTE : SILÊNCIO
"Existe no silêncio uma tão profunda sabedoria que às vezes ele se transforma
na mais perfeita das respostas"
Soaroir 3/9/09
São duas da manhã
Penso em lendas
La Fontaine
o Corvo e a Raposa...
... o comportamento humano
Lei do Silêncio -
Meu vizinho bate um prego
Um caminhão descarrega
Madeira, pedras na obra em frente
Outros arrastam caçambas
De coleta seletiva
Em prol do Planeta
Reclamo
“Liga para o Prefeito!"
Estão certos - é lei.
É a hora de descarregar...
Uma viatura passa
Outra de Bombeiros
Depois uma ambulância...
Agentes Silenciários.
MOTE : SILÊNCIO
"Existe no silêncio uma tão profunda sabedoria que às vezes ele se transforma
na mais perfeita das respostas"
Orexia
Soaroir
2/9/09
“Morte aos traidores da apetência !
Morte...”
Grita a multidão de desejos
Reprimidos e banidos -
Truões
Disciplinadores
Grassa o riso compadecido...
Desejo explode e se condensa
Estilhaça e se conexa
No infinito vulnerável
E por fim
Insubmisso, amotinador
Retorna - não se emenda
Não se curva à galés
Ou lastimosas trepas.
mote: ("a disciplina do desejo")
2/9/09
“Morte aos traidores da apetência !
Morte...”
Grita a multidão de desejos
Reprimidos e banidos -
Truões
Disciplinadores
Grassa o riso compadecido...
Desejo explode e se condensa
Estilhaça e se conexa
No infinito vulnerável
E por fim
Insubmisso, amotinador
Retorna - não se emenda
Não se curva à galés
Ou lastimosas trepas.
mote: ("a disciplina do desejo")
terça-feira, setembro 01, 2009
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