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terça-feira, outubro 19, 2010

Canção que nunca direi

(manter as duas janejas abertas para ler)
com melodia in:
http://www.pote-de-poesias.com/


Clave de Percussão
Soaroir
19/10/10

exercicio para o mote: "canção que nunca direi"


Era uma vez...
meu primogênito bebê
e eu cantava para nós três:

para ele se acalmar

e para a lua cheia
          vir me ajudar

a ensinar meu filho a andar...


era mais ou menos assim:
 ...melhor eu não cantar!

voce pode rir de mim
    e a lua se zangar...



imagem/Google

Sensibilidade

soaroir
Outubro 18/2010


Sinto uma tristeza boba - por dentro
algum arranhão parece aberto

Não sei não - qual a razão...

O horário de verão - ou esta
            primavera nublada?

Hoje sinto uma profunda vontade
           de sentir nada...

domingo, outubro 17, 2010

Somewhere Over the Rainbow

"algum lugar sobre o arco-iris" 

Voz: http://www.pote-de-poesias.com/

by Israel Kamakawiwo´ole

Ooooo oooooo oooooo

Somewhere over the rainbow
Way up high
And the dreams that you dream of
Once in a lullaby
Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
And the dreams that you dream of
Dreams really do come true
Someday I'll wish upon a star
Wake up where the clouds are far behind me
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney top thats where you'll find me
Oh somewhere over the rainbow blue birds fly
And the dreams that you dare to, oh why, oh why can't I?
Well I see trees of green and
Red roses too,
I'll watch them bloom for me and you
And I think to myself
What a wonderful world
Well I see skies of blue and I see clouds of white
And the brightness of day
I like the dark and I think to myself
What a wonderful world
The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people passing by
I see friends shaking hands
Saying, "How do you do?"
They're really saying, I... I love you
I hear babies cry and I watch them grow,
They'll learn much more than
We'll know
And I think to myself
What a wonderful world
Someday I'll wish upon a star,
Wake up where the clouds are far behind me
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney top thats where you'll find me.
Somewhere over the rainbow way up high
and the dreams that you dare to, why, oh why can't I?
Ooooo oooooo oooooo

Monodrama


Parte II
Soaroir
São Paulo - 17-10-10

 (exercício para o mote "conversa de namorados")
http://recantodasletras.uol.com.br/forum/index.php?topic=6689.0




imagem/celestemaia/Net


Não quero encontrar meu namorado
O verdadeiro. Que vem sem ser chamado
No sossego do meu sono e me reclama
Sem dizer uma palavra ele me chama

No cenário melhor que um sonho tem
Há um bufar de afeto e de desdém
Mas tal gabo só faz me convencer
Que ainda hoje ele sonha em me ver

Depois bem desperta e sem disfarce
Relembro aquela mesma bela face
E para não profanar nossos (bons) momentos
Reencontrá-lo não é/faz parte de meus intentos...


Parte I
rascunho de conversa
(provisório)
Soaroir 17/10/10

nossa como você engordou
sorte, porque não enrugou
essa tua cara bonita
e ainda o porte de atleta...
outro dia te vi na rede
bem diferente das noites
quando sem chamado vens/invades
ao/o sossego do meu sono
e sem palavras me reclamas
bufando afeto e desdém -
gabo que só me convence
que ainda sonhas (em) me ver
intento que não é o  meu
profanar velhos momentos...

Soaroir
Publicado no Recanto das Letras em 17/10/2010
Código do texto: T2561940

sábado, outubro 16, 2010

Aceitação


veja também:
"Os Mudamentos"

Poeta Cozinheira
Soaroir


Não que ela fique mais feia
À medida que empobreço
Essa rápida poesia que faço
Só pra me manter na teia
Embora de raízes fundas
Solto ela sem precisão
Bem distante da perfeição
E com sortes infecundas
Diante da realidade
Eu me curvo à aceitação:
Entram os pratos e o fogão
Sai o Poeta - de atividade...

Talvez um dia eu volte
   só pra dar continuação...

mote: Aceitação
"É mais fácil pousar o ouvido nas nuvens
e sentir passar as estrelas
do que prendê-lo à terra e alcançar o rumor dos teus passos,
 
É mais fácil, também, debruçar os olhos no oceano
e assistir, lá no fundo, ao nascimento mudo das formas,
que desejar que apareças, criando com teu simples gesto
o sinal de uma eterna esperança.

Não me interessam mais nem as estrelas, nem as formas do mar, nem tu.

Desenrolei de dentro do tempo a minha canção:
não tenho inveja às cigarras: também vou morrer de cantar."


(Cecília Meireles, Viagem, em Viagem/Vaga Música. Ed. Nova Fronteira)

quarta-feira, outubro 13, 2010

Lapidador de Sonhos

Chile - Os Resgatados 
por Soaroir de Campos
13/10/10

imagem/google


Uma poesia para os mineiros soterrados -
penso no trilho para o psiquismo
na razão da fé;determinismo e  planejamento
e na importância do amor...


O lapidador
lapida sonhos
lapidando pedras

e a vida o lapida
diante da morte
- ante escombros
     e  resgates...
Soaroir
13/10/10

Soaroir
Publicado no Recanto das Letras em 13/10/2010
Código do texto: T2554325

terça-feira, outubro 12, 2010

A Infância de um Nome

Soaroir
12/10/10


dizem os crentes:
- nome é predestinado
paira no espaço até
a chegada do dono
tem missão especial
como título ou anagrama...

Soaroir
12/10/10

continua...
poesia nunca termina Beijo


 Exercio para o mote: "Infância ou 
a criança que habita em mim"

Quando viveu três anos em Portugal, Casimiro de Abreu 
desenvolveu o sentimento de exílio,
póprio dos românticos e escreveu poemas 
denominados Canções do exílio
O   que o consagrou foi a nostalgia  das realidades pessoais 
que ficam para trás, dentre elas, a infância. 



Meus oito anos

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã.
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberto ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! Que saudades que tenho
Da aurora de minha vida (...)

Mistura de Gente

exercício para o mote: "ressaca"
Assim como não se deve misturar bebidas,
misturar pessoas também pode dar ressaca.

Martha Medeiros



Mistura de Gente
Soaroir 11/10/10

Nessa engenharia genética
Benefícios – é o que há
As ondas que enxergo
São cordões de DNA


imagem/google

domingo, outubro 10, 2010

eu não estou zangada
                ...só preciso de um abraço...

então o que voce está esperando??
http://www.pote-de-poesias.com/index.php


Viagem no Tempo

Meu amor de verdade


Claude Monet/Garden


O amor de minha vida é de verdade

Mas ele não sabe que ainda existo

Zelosa da ternura e da meiguice

Com carinho guardo o que me disse:


- Carregue-me em teu coração

Onde sempre será o meu lugar

Nunca me deixe partir, querida

Complete-me por toda a vida.


O amor de minha vida é de verdade

Está repleto de ternura e meiguice

Transcendente com discrição e tento

É amor até o final dos tempos.


Quando finalmente despertados

Do inevitável capricho do universo

Seguirei por toda a eternidade

O amor de minha vida - de verdade....


© Soaroir 14/10/07

A Verdade não está lá fora

Soaroir de Campos
São Paulo - 10-10-10


exercício para "Poesia on-line"
mote: a verdade está na cara

imagem/google


Preciso me dizer algumas verdades

Não vem de ninguém a dor
- minha tristeza!

Não vem de ninguém
Esse vício triste da má sorte
Como a da pomba que se debate
Nas afiadas garras do falcão

Andam por ai espalhadas - respostas
Às vítimas do próprio Tártaro
Cuja verdade não está lá fora...

continua...


Projeto de Prefácio
Mário Quintana
 

Sábias agudezas... refinamentos...
- não!
Nada disso encontrarás aqui.
Um poema não é para te distraíres
como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.
Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe
Um poema não é também quando paras no fim,
porque um verdadeiro poema continua sempre...
Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte
não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras.

sábado, outubro 09, 2010

Da Poesia e do Poeta


Soaroir
9/10/10
Meu Navio/Autor Tucalipe/acervo Soaroir


exercicio para o mote: a poesia e o poeta

Poesia é abelha social
negra – se enfeita de vermelho
das patas às antenas

Vive lambendo os olhos
e o suor do poeta

O poeta - membro da chusma
sabe-se soberano
no prélio das controvérsias

Entre deuses e homens
transpira pelas abelhas

continua...

sexta-feira, outubro 08, 2010

uma historia de João e Maria

Soaroir 8/10/10




exercício para o mote: se tu me amas


ah se de verdade tu me amasses ...
enterrada entre imagens gastas - 
eu estaria casta
surda aos chamados
dos timbales
longe das cavalarias
e dos príncipes de Gales...

continua



Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...


Mário Quintana

quarta-feira, outubro 06, 2010

Cavalo da Rainha X Bispo do Rei

sem métrica nem rima
Soaroir
6/10/10


Um dia descanso o corpo
No outro a imaginação

Pena que o tempo cobre
O preço desse assento
Da busca do intuir

Pelas coisas que o tempo lima
Eu pagaria se soubesse...

Como reaver a razão
E as tantas peças tombadas

Antes do proximo movimento...



sexta-feira, outubro 01, 2010

O Colibri & a Cidreira


O colibri & a Cidreira
(tit provisório)exercício p o tema: "um poema de amor"



Agradeço aos deuses pela visão:
Um beija-flor se alimenta
Das flores da erva-cidreira
Brotadas da pequena muda
Que plantei sem pretensão...

Cabrum! Há raios pra todo a lado
Preciso desligar o computador...
Depois - quem sabe
Eu volte a falar de amor...
Talvez continue...
quem sabe!