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domingo, julho 26, 2015

Como os seres humanos...

Soaroir 26/7/15




Os girinos  da salamandra 
só se tornam  venenosos 
após seus primeiros passos na Terra

Eterno Caminhante

Soaroir
26/7/15

foto de Soaroir - UK 2014


Nenhum lugar é meu
Por dentro caço um
Onde sinta que esteja eu.

continua...

Eu abraçar-te-ei

https://youtu.be/nYwxtDUmbEM

... e por todo o caminho eu abraçar-te-ei
© Soaroir 23/8/08





separa aquele vinho.
aquele, merlot
compatível com a nossa safra.
sobre a mesa, estende a mais fina toalha de linho.

te enfeita.
e a casa, toda de florais e castiçais.
já me vou ancorar em meu porto
por favor, nem uma beleza rejeita.

eu, te levarei como “ si fueras a un niño”
pela mão, nos braços, no colo
entre os invejáveis imortais
do Algarve até ao Minho

... e pelo caminho
eu abraçar-te-ei.

no mais,
separa nada do que juntos já tivemos
da poesia, eu cá me encarrego
para atravessarmos os portais.

... e por todo o caminho
eu abraçar-te-ei.



mote: "Vida com Sabedoria"

Persistência

Soaroir
26/7/15


seagulls - imagem Net


Um bando voa do Oeste para o Leste
Quanta algazarra!  De pertinho vejo
Parecem gaivotas  -
reunindo as relutantes...

Quando o poeta parte

©Soaroir de Campos
Setembro 21/2008

quando as agruras chegam  o poeta foge


Refletido na parede fica
Entre a vela e o recinto
Uma janela, uma porta
um meneio de cabeça
replicado pela sombra.
...




imagem net

domingo, julho 05, 2015

A Lagartixa Bixa

A Lagartixa Bixa (metapoesia)

A lagartixa Bixa
By: Soaroir Maria de Campos
20/03/08



Como qualquer poeta
Não a entende ninguém
Sua pele é delicada
E o coração também.

Vai subindo pela vida
A seus insetos caçar
Sabe a hora de correr
E também a de pensar.

Sua cor é diferente
De um vermelho grená
É arisca a qualquer um
Que tente lhe pear.

Sempre anda solitária
E mostra nenhum afeto
É preciso muita coisa
Para ela cair do teto.

E eu em minha lagarteira
Que não abriga ninguém
Tenho poesia pra sentir
A das lagartixas também.

TIJOLO DE DEMOLIÇÃO

Soaroir



O tijolo é feito do  frágil barro - mas não é qualquer barro não. 
É preciso ter "liga". Argila e água cozidos em fornos apropriados;
a coloração depende do grau de temperatura 
de quando ele foi queimado....
De tudo isso uma bela construção depende.

À bientôt

Soaroir 5/7/2015

Acróstico de Inverno

ACRÓSTICO DE INVERNO
Soaroir 5/7/2015

imagem/net


Faiadas sob o Sol
Repousam (as) cinzentas nuvens;
Inexoravelmente esperamos
Orando pelo pão e (pelo)  o vinho.

Dita ventura a minha...
Éden de tão poucos!

Indolentes, contrastantes
Nevoas da manhã; branco no arredor
Vão tomando todo o vale
Ermos de flores, curvam-se os galhos
Rompe o vento assobiando
No mato sua sinfonia (alpestre)
Orquestra... Sem nem um pássaro... 
- - - - X - - -

VERSÃO  REVISADA
(Inverno=  Hímen da Primavera)

Faiadas sob o Sol
Repousam (as) cinzentas nuvens;
Inexoravelmente esperamos
Orando pelo pão e (pelo)  o vinho.

Dita ventura a minha...
Éden de tão poucos!

Indolentes, contrastantes
Nevoas da manhã; branco no arredor
Vão tomando todo o vale
Ermos de flores, curvam-se os galhos
Rompidos pelo assobio do vento
No mato pela sinfonia alpestre.
Orquestra... Sem nem um pássaro... 

FRIO DE INVERNO

(reedição)

foto por Soaroir 5/7/15


Fim de Sábado sem um sol que arda ...
até minha poesia é parda...

Soaroir
 em 19/06/2010

domingo, junho 21, 2015

Flagrante de Solstício 2015


Flagrante de Solstício  2015
Soaroir 21/6/15


Novamente Inverno
Fina lua crescente
Entardecer de Junho;

Vênus, Jupter luzem
Inspirando o Solstício
No azul azul daqui;

- Deus, agradeço a visão,
Deleite de minha morada
Abundante no Hemisfério Sul

Novamente é Inverno
A hora certa de florir
como bulbos eu espero...

Garden

Jardim

“I trust your Garden was 
willing to die ... I do not think 
that mine was—it perished 
with beautiful reluctance, like
an evening star—"

Emily Dickinson
(in a letter to her Aunt Katie Sweetser, 1880)

domingo, maio 24, 2015

TROVÈRE

O Poeta que em mim Habita
copyright Soaroir 2008



o poeta que em mim habita
sai da lenda e me conforta a alma
entre as misty Terras Altas
eternamente jovem, é nobre cavaleiro
chega das batalhas com conquistas
me traz um anel, uma pedra
fala-me do Santo Graal
e me oferece a Primavera.
juntos rondamos tabernas,
rolamos sobre os verdes pastos
e adormecemos ao relento.
ainda, em mim um outro poeta habita
o volúvel, irreverente marinheiro
safado, que chega de madrugada
sob minhas cobertas se aconchega
deita versos que me esqueço
na manhã seguinte, comigo navega
desbrava ilhas onde esmoreço
entre o passado e o presente
aí me perco.


Para mote proposto p/Soaroir:
O Poeta que em mim habiat

domingo, maio 17, 2015

Sinal de um Novo Dia

Soaroir
SP/19/5/15

AURORA

imagem/http://vintenovezes.


Sol em cama de berilos seixos;
Terra em escuro silêncio.
Oh irmã do pálido luar!
Oh bela e rara Autora...

Regada pelas Plêiades
De Órion tens os laços
Dos Céus tu és a flora...

domingo, maio 10, 2015

Genoma de Mãe

Soaroir 13/5/07



Na instintiva busca pela evolução da espécie a Natureza dotou as mães com um sistema de rastreamento para a melhoria do ADN que pai algum foi agraciado. Nesta peneira o amor poetizado, cantado e recantado conta muito pouco nesta hora. Os bons reprodutores nos atraem. Quando não levado a sério, nos voltamos para culpar as mães pela falta de instinto em reproduzir carrascos e tantas outras porcarias que o mundo tem que conviver com.

Se postas num microscópico, viríamos o gene “mãe” se multiplicando, desencadeando reações específicas para preservar, melhorar esta raça, não para seu deleite, mas para um mundo melhor, e preservação da espécie.

Não é que eu tenha sido filha de chocadeira, tampouco de proveta, que naqueles idos estava só na pesquisa.  Claro que fui parida, fato não muito normal, como ouvi de minha mãe. Algumas horas presa entre o ombro e a cabeça já deviam ser um presságio de que alguma séria fortuna me aguardava aqui fora. Felizmente não sofri, aparentemente, de (cianose) falta de oxigenação no cérebro, embora acredite que algum efeito aquela complicada aparição neste mundo deva ter me causado.  Provavelmente eu já pressentia que a coisa por aqui não seria só para me rir.

Num tempo em que mãe era profissão, ficar viúva com uma filha de sete e outra de quatro anos era tarefa para heroína. Lá, amor vinha muito tempo depois de se aplacar a fome e o frio. Educação principal era lavagem cerebral nos miolos; mulher, pobre e sem pai tem que ser mais cuidadosa do que as outras meninas. Assim o tempo passou e registrado no meu ADN ficou que ser mulher era uma droga, sem pai era um fracasso, sem dinheiro então, era uma titica.

Tudo estava certíssimo, não fosse o desprezo que desenvolvi por pobres, de espírito principalmente.  Não me tornei lésbica, muito pelo contrário, mas na tentativa de suplantar ausências, para mim havia dois tipos de homem: deus ou diabo. Não conheci meio termo. Casei-me três vezes e dispensei todos os mancebos por não entender de diabos; eu assumi educar os meus filhos, o que de acordo com os resultados não me arrependo. Houve inconvenientes, (claro que sim) especialmente junto à catequese social.

Resumindo, acredito que não viemos a este mundo sem um propósito, fora abortos, pari dois excelentes filhos Bernardo e Artur, que me soldaram uma outra lente de como ver o mundo. Aprendi inclusive a entender a falta de uma mão no rosto e a me perdoar quando não soube oferecer um último adeus.

Substituo a falta de mãe pelo esmero de ser melhor a cada dia, embora tal confirmação eu também não terei em vida. No entanto, ao voltar o olhar para esta estrada já percorrida, me orgulho da mãe que tive e que não está mais aqui para me ouvir dizer que agradeço sua sábia e simples lição, sem a qual eu não teria conseguido forjar dois grandes homens, cientistas que são, e que com certeza também cumprirão sua missão para fazer deste mundo um melhor lugar.
Benedita mãe!

(Sem revisão)

Visitem:http://pote-de-poesias.blogspot.com