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quarta-feira, abril 01, 2015

Espuma Flutuante


Soaroir de Campos
1/4/15
breve rascunho
Para "Antologia Imagem e Literatura # 41
Onda ( Wave)"
Imagem: Bob Gonçalves
A onda que te levou, espero;
O amor que me trouxe
Dor como se nada fosse

No lugar desta cessação
Sofrimento, tão antigo
Queria-te  - novamente- comigo

Vazio coração...
Quisera novamente sentir
A vaga de tal elixir!

(um dia continuo...)
sem revisão
Soaroir - SP/April 1st/2015

domingo, março 29, 2015

Provérbios Soltos

Sayings

Soaroir 29/3/15

- Ninguém é nada sem padrinho  .

- Quando o bicho pega ele morde
-when it rainsit pours

1.     If a person encounters bad luck, more bad luck will follow.

Filosofia de Outono

Soaroir 29/3/15

É preciso determinação, coragem para atravessar os vales sem temer as feras, escalar as montanhas para atingir o pico .Só o herói consegue - pena q herois vivem só... (to filosofando d+ hoje kkk)

sábado, março 21, 2015

Um Fato Real

(reedição)



MOTE DO DIA
Junho 14/09
By Soaroir - Poesia on Line

Uma Poesia Baseada
em (um) Fato Real

Quando fui ao banheiro
Havia um coração flechado
E uma inscrição amorosa: "Me deixe
Dormir no seu peito até o aeroporto".

Poesias de Outono

Soaroir (reedição)

Art by Martin/Soaroir 2014

Mudou o tempo...
Destamparam o mundo
Sem rolha a chuva - o vento
Não casa
Não nada
Avoa tudo...

By Soaroir
Maio 2012

quinta-feira, março 12, 2015

Visão de Cima

Soaroir - 12/3/15
Foto e texto.





Quando um destino é brotar,
não importa o tempo;
alguma hora a terra é revolvida
e a semente volta a vida...

domingo, março 08, 2015

Mulher...



que saberia um homem do q vai
e vem nas entranhas de uma mulher madura?! 
o q ela deixa transparecer?
o q o macho pensa e prefere entender... Talvez. 
fale-me da sede do cio - da masturbação 
e do ninho vazio...
dos sobejos das placentas... 
dá pra voce me entender?


Soaroir
12/9/10

sábado, março 07, 2015

Falando de Mulher


Mulher de Cafarnaum
"falando da mulher"
By: Soaroir Maria de Campos




Para este Dia eu queria
Fazer versos soltos,
Poesia.
Por isso, elejo Maria,
Que já d’antes d’ Al Corão
Dês de antiga ramaria
Se não sai filho varão,
Mulher é tudo Maria.
O mundo está cheio delas.
Há Maria em todo o lugar.
Umas com tristezas,
Outras com alegrias,
Umas pra unir,
Outras pra abjugar,
Tem a Maria de benzer,
A de partejar, cozinhar,
A livre, a em degredo,
A faustuosa, ou arremedo.
Haverá sempre uma Maria
Disposta a nos zelar,
Ou ainda nos achincalhar…
Há aquelas que perdem o pé,
Chegam a lugar nenhum,
Fingem ser o que não é,
E se acabam como "Egum".
Mas, há as Marias que dão certo!
Ah! Essas são outras mulheres,
Têm em si o seu mister.
As outras nem chegam perto
Pois não as vêem como mulher!
Tem as Marias que cantam,
As que nasceram para encenar,
Há aquelas que encantam,
E as que vieram para julgar.
Há as que inspiram melodia,
Da Escócia à Minas,
Da Grécia até a Bahia,
Rimam mulher com Maria.

Já houve grandes mulheres
E grandes muitas anãs.
E sempre uma é Maria
De avós, mãe e irmãs.
Marias também são bruxas…
Têm muitos poderes mágicos,
O que as confundem com puxas,
E outros xingos mais tágicos.
Sendo nós a maioria,
Vamos nos valendo da fantasia
Para vencer a tirania
Que a vida nos expia,
Enquanto enfrentamos nossa sina,
A que sobrevivemos por teimosia.
Embora tal sorte traquina,
Nem a todas torne heroína.
Quando o destino nos contraria
Viramos fera, alga coralina
Incrustadas em algum mar
Até quando a dor termina.
Hoje somos todas Marias.

Mulheres Marias…
Que mais temos em comum,
São as forças d´alquiler
Brotando em tempo murum
Como filha, mãe e mulher
Confiando a Deus os nossos
Com a mesma determinada coragem
Da Maria de Cafarnaum.
A nossa Santa Maria
À quem nos ajoelhamos pra rezar
Nos templos, abadias…
A mesma à quem aqui rogo:
Zelai por todas nossas Marias!
Soaroir Maria da Campos-27/03/05

(breve adaptação para este dia)
P/Poesia on-line "falando de mullher"

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

O Bem do Passado

Eu amo tudo o que foi
Fernando Pessoa



imagem net


Eu amo tudo o que foi, 
Tudo o que já não é, 
A dor que já me não dói, 
A antiga e errônea fé, 
O ontem que dor deixou, 
O que deixou alegria 
Só porque foi, e voou 
E hoje é já outro dia.


quarta-feira, fevereiro 04, 2015

O Caminho do Sol no Amaralina

twilight by Soaroir
Ao cair da tarde no Jardim Amaralina

foto de Soaroir Fev.2015

(reedição - original : Out.30/2007)

By the Dusk - Ao Entardecer
AO ENTARDECER...
© Soaroir Maria de Campos

o universo pára ao entardecer
maritacas se refugiam em qualquer lugar
os cães adormecem enroscados à cauda
a dormideira se prepara para a segunda-feira

o universo pára ao entardecer
jovens ansiando pelo novo sol
velhos cabeceando seu crepúsculo
padres orando por suas almas

o universo pára ao entardecer
para a rolinha retornar ao ninho
as naus vergarem seus mastros
o âmago encerrar-se em claustros

o universo pára ao entardecer...
ante a paleta de Maguetas.

São Paulo/SP-Br - Out.30/2007


Free translation:

the universe halts by the dusk
maritacas¹ take refuge everywhere
dogs asleep round their tails
mimosas readying for the Monday

the universe halts by the dusk
young waiting for the sunrise
elder heading their twilight
preachers praying for their souls

the universe halts by the dusk
for the columbina returns to its nest
ships bend their masts
and the soul encloses in cloisters

the universe halts by the dusk
before Maguetas’ palette

¹ - Pionus bird

Soaroir de Campos :

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

A Flor de Papoula

Armistício
Soaroir
2/2/15




É a vida isso –  é isso a morte ?
Odoiá... Odoiá ... rogo proteção!
Qual  culpa a minha para findar com tal sorte
Nesta solidão com  miséria de proteção?
Por isso  e tal  - eu -  me encho de absintos
Enquanto  armísticio do meu raciocínio
camufla os meus instintos...
Soaroir
2/2/15

Espelho meu

Soaroir
2/2/2015

oh espelho, espelho meu
sei que já fui perdoada
já ganhei meu jubileu
pela vida que a mim é dada...


domingo, fevereiro 01, 2015

O Espelho de Mário Quintana


Mario Quintana


O ESPELHO

E como eu passasse por diante do espelho
não vi meu quarto com as suas estantes
nem este meu rosto
onde escorre o tempo.

Vi primeiro uns retratos na parede:
janelas onde olham avós hirsutos
e as vovozinhas de saia-balão
Como pára-quedistas às avessas que subissem do
                                      fundo do tempo.

O relógio marcava a hora
mas não dizia o dia. O Tempo,
desconcertado,
estava parado.

Sim, estava parado
Em cima do telhado...
Como um catavento que perdeu as asas!

* Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.