quinta-feira, maio 23, 2013
Poema de Brasileiro
"poema da noite
Breve momento após comprido dia
De incômodos, de penas, de cansaço
Inda o corpo a sentir quebrado e lasso,
Posso a ti me entregar, doce Poesia.
Desta janela aberta, à luz tardia
Do luar em cheio a clarear no espaço,
Vejo-te vir, ouço-te o leve passo
Na transparência azul da noite fria.
Chegas. O ósculo teu me vivifica
Mas é tão tarde!
Rápido flutuas
Tornando logo à etérea imensidade;
E na mesa em que escrevo apenas fica Sobre o papel — rastro das asas tuas,
Um verso, um pensamento, uma saudade."
Autor: Alberto de Oliveira
Antônio Mariano Alberto de Oliveira (Palmital de Saquarema, Rio de Janeiro, 28 de abril de 1857 - Niterói, Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1937) - Além de poeta, foi também professor de português e literatura, farmacêutico e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Em 1924, foi eleito pela revista Fon-Fon! o "Príncipe dos Poetas Brasileiros" substituindo Olavo Bilac. Alberto de Oliveira é nome central do parnasianismo
Fonte/Internet
Marcadores:
Poeta Antônio Mariano Alberto de Oliveira
terça-feira, maio 21, 2013
Duplix - Ensaio
Corpo e Alma
Duplix
Jamaveira/Soaroir

imagem/google
Despiu-se da beleza/Agora...
No espelho a certeza/ sem cobertura!
Nu! Cadê a realeza?/ Não mais se viu...
Soaroir 21/5/13
Regras para Duplix:
http://www.kateweiss.art.br/visualizar.php?idt=78888
segunda-feira, maio 20, 2013
O Miserável
O Miserável
© Soaroir 1º de agosto/2008
(Prece para um Mendigo)
Meu Deus, desça Vosso conforto
Para ele quem no ardume¹ do passeio²,
Passado o verde jardim, como pedinte,
Rasteja cansados pés;
Para ele quem vê aquém das paliçadas³
Suaves relvas onde deita o frescor das sombras,
Verdes vãos quais ele pode não entrar,
Mas por eles passa.
Não, não para ele as árvores em acolhida
Estendem guarida pelos mormacentos caminhos;
E não é para ele que as fontes jorram
Suas nuvens de borrifos .
E não é para ele que a brumosa caverna
Acena como por um véu estendido,
Nem um resquício de orvalho sequer
Refresca sua cabeça.
Meu Deus, desça Vosso conforto,
Para ele quem na pétrea rua da existência,
Como um pobre mendigo, passado o jardim
Rasteja cansados pés.
¹ calor² da calçada
³ cercas
Tradução interpretada: "The Beggar" - Fedor Ivanovich Tyutchev (1803-73) In:"Poems from the Russian" Translated to English by Frances Cornford and Esther Polianowsky Salaman -1943 -Soaroir Maria de Campos - August 1st-2008
© Soaroir 1º de agosto/2008
(Prece para um Mendigo)
fotografia e texto by Soaroir
Meu Deus, desça Vosso conforto
Para ele quem no ardume¹ do passeio²,
Passado o verde jardim, como pedinte,
Rasteja cansados pés;
Para ele quem vê aquém das paliçadas³
Suaves relvas onde deita o frescor das sombras,
Verdes vãos quais ele pode não entrar,
Mas por eles passa.
Não, não para ele as árvores em acolhida
Estendem guarida pelos mormacentos caminhos;
E não é para ele que as fontes jorram
Suas nuvens de borrifos .
E não é para ele que a brumosa caverna
Acena como por um véu estendido,
Nem um resquício de orvalho sequer
Refresca sua cabeça.
Meu Deus, desça Vosso conforto,
Para ele quem na pétrea rua da existência,
Como um pobre mendigo, passado o jardim
Rasteja cansados pés.
¹ calor² da calçada
³ cercas
Tradução interpretada: "The Beggar" - Fedor Ivanovich Tyutchev (1803-73) In:"Poems from the Russian" Translated to English by Frances Cornford and Esther Polianowsky Salaman -1943 -Soaroir Maria de Campos - August 1st-2008
domingo, maio 19, 2013
O Ex-Equilibrista
(Rascunho de Dueto com José Lopes Cabral)
O Ex-Equilibrista
By Soaroir 19/5/13

Imagem/google/autor n encontrado
Cidadão como qualquer
equilibrista de profissão
Tíbio, insosso, sequer...
Nem de pontes conhecia
Uma outra visão
coisa nenhuma
burra sempre vazia
nem mesmo ilusão
Uma mera refeição
Só o oco, e o vão
refletia
mas a barriga vazia
Quão bom seria...
que dê? Nada, nada vinha!
Àquele
Nenhuma solução
entre outros tantos
Este um brasileiro pensa
Que ele também pensa
Como João
até, foi além
e/para matar a inanição .
Original:
"Para Dueto ou Enlace:
“Na corda bamba!
João!
Vivia na corda
bamba.
E não sabia
o que fazer.
Não tinha uma
prata no bolso
e nada tinha
pra comer!
João
Pensava...
Pensava...
Pensava...
E solução
encontrava
o seu desprazer.
E de tanto
João!
pensar!
João!
pensou até,
em morrer... “
José Lopes Cabra.
O Ex-Equilibrista
By Soaroir 19/5/13

Imagem/google/autor n encontrado
Cidadão como qualquer
equilibrista de profissão
Tíbio, insosso, sequer...
Nem de pontes conhecia
Uma outra visão
coisa nenhuma
burra sempre vazia
nem mesmo ilusão
Uma mera refeição
Só o oco, e o vão
refletia
mas a barriga vazia
Quão bom seria...
que dê? Nada, nada vinha!
Àquele
Nenhuma solução
entre outros tantos
Este um brasileiro pensa
Que ele também pensa
Como João
até, foi além
e/para matar a inanição .
Original:
"Para Dueto ou Enlace:
“Na corda bamba!
João!
Vivia na corda
bamba.
E não sabia
o que fazer.
Não tinha uma
prata no bolso
e nada tinha
pra comer!
João
Pensava...
Pensava...
Pensava...
E solução
encontrava
o seu desprazer.
E de tanto
João!
pensar!
João!
pensou até,
em morrer... “
José Lopes Cabra.
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quarta-feira, maio 15, 2013
Heureka!
Copyright Soaroir
No passado... decifrei “felicidade” e a arquivei sem revisão.
Mas ela..., sempre esteve aqui!
No passado... decifrei “felicidade” e a arquivei sem revisão.
Mas ela..., sempre esteve aqui!
foto por Tucalipe 2013
domingo, maio 12, 2013
O Golpe da Maioridade
"A Declaração da Maioridade, também referida em História do Brasil como Golpe da Maioridade, ocorreu em 23 de julho de 1840 com o apoio do Partido Liberal, e pôs fim ao período regencial brasileiro. Os liberais agitaram o povo, que pressionou o Senado a declarar o jovem Pedro II maior de idade antes de completar 14 anos1 . Esse ato teve como principal objetivo a transferencia de poder para Dom Pedro II para que esse, embora inexperiente, pudesse pôr fim a disputas políticas que abalavam o Brasil mediante sua autoridade. Acreditavam que com a figura do imperador deteriam as revoltas que estavam ocorrendo como: farroupilha, sabinada, cabanagem, revolta dos malês e balaiada1 ."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_da_Maioridade
“No matter how big the lie; repeat it often enough and the masses will regard it as the truth.”
Domingo de Sol
12 de Maio de 2013
Domingo de Sol
Por Soaroir
Lindo dia. Sol só
ao redor irradia.
Proveito de Dia!
(projeto de haiku)
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
segunda-feira, abril 29, 2013
"Sangue Bom" ou Gosto por Sangue
Soaroir 29/4/13

De imediato me lembra coisa de vampiro... (True Blood)
Que tonto escolheu este título?!
Maria Adelaide Amaral é das boas mas a chamada é muito pobre - reverencia/induz à "futilidades"!!
Pelo q conheço da autora n é só o necessário "marketing" q ela visa, mas especialmente entretenimento sem subestimar nossa inteligência.
"A obra eterniza o homem" mas o título acinzenta a obra.
Salut!
(imagem/google)
De imediato me lembra coisa de vampiro... (True Blood)
Que tonto escolheu este título?!
Maria Adelaide Amaral é das boas mas a chamada é muito pobre - reverencia/induz à "futilidades"!!
Pelo q conheço da autora n é só o necessário "marketing" q ela visa, mas especialmente entretenimento sem subestimar nossa inteligência.
"A obra eterniza o homem" mas o título acinzenta a obra.
Salut!
(imagem/google)
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sábado, abril 27, 2013
Gavinhas do SPTrans
Gavinhas do SPTrans
Soaroir 26/4/13
(SEM REVISÃO)
Salvo exceções, acredito que ninguém morre antes de resolver todas as pendências das encrencas que se envolve nesta vida. Ou seja: os esporos/gavinhas que deliberadamente, por falta de aviso ou inexperiência nos enroscamos durante a existência. Pensando assim devo viver até aos 100 anos, pois não tem nada pendente que facilmente encontro solução. Por exemplo, todas essas benfeitorias/direitos adquiridos para idosos.
Um dia, assim que completei 60 fui até ao SPTrans de Pinheiros, que naquela época me era o de acesso fácil, e requeri aquele cartão para o ônibus. Como muitos entretantos aconteceram, perdi o prazo para renovação e, já aos 62 tive a imbecil atitude de ir até a Rua Boa Vista para renovar o tal “Cartão Bilhete Único Especial - Idoso”. Enquanto lá, fui extremante destratada por uma bem jovem funcionária que por acaso era afro descendente. Insuportavelmente mal humorada e sem muita explicação ela reteve meu cartão antigo; um outro mal humorado loirinho tirou minha foto, e um musculoso senhor me entregou um protocolo # x onde impresso dizia “Entrega – correios”. Jamais recebi. Como a fila anda, aos 65 meu domicílio passou a ser o do Butantã onde reiterei, junto aquela sub-prefeitura novo cartão do idoso.
Naquela altura meu RG já havia se desfragmentado de tanto apresenta-lo no transporte público; não era mais aceito em nenhuma repartição onde o RG era solicitado. Com dia e hora previamente marcados pela Internet compareci ao Poupa Tempo da Sé. Surpresa com o bom atendimento, e depois de apertar uma maquineta avaliando o atendimento saí de lá com um decente(condignamente/fidedigno) protocolo com a data de retirada em 10 dias. Efetivamente em 10 dias retirei a 2ª via do meu RG.
No entanto, como não existe “3ª via de documento”, - o que provavelmente algum “entendido” ainda há de apresentar recurso -, não pretendo novamente diluir meu RG para provar que sou da terceira idade e poder me beneficiar do que me é devido por lei. Com essa preocupação telefonei para o telefone que consta do rodapé do mais recente protocolo do SPTrans “em caso de dúvida sobre a sua solicitação, ligue 3101.2023”. Forneci o “número da ficha”, mas do outro lado uma voz disse: - esse número não adianta. Qual o RG? Depois de repetir o número por três vezes e ficar aguardando por mais de 5 minutos uma voz apressada me disse que o meu cartão estava à minha disposição no local 30 - Rua Boa Vista.
Raios! Não entendo. O número da “ficha” é o mesmo desde que me cadastrei em Pinheiros local 18; apresentei comprovante atual de residência cujo protocolo indica “local de atendimento 08 – Butantã” e me mandam de volta para a Rua Boa Vista para retirar o cartão outra vez prometido ser enviado pelos Correios!
Esbravejei e até prometi enviar cópia dos protocolos para o prefeito. Mas considerei que o que eles respondem é o que está na “tela” e, já no ponto de perder a razão, falei da gentileza daquele atendente que me prometeu, mais uma vez, enviar pelos correios. Segundo ele, só preciso aguardar mais 10 dias.
Posto isso, poderei me dedicar a resolver os impasses junto a Prefeitura de Jundiaí que há mais de 30 anos retém a escritura de meus 6.500m² de terreno.
Gavinhas/Sarmentos
Ou (Capitulo a Parte)
Soaroir 26/4/13
SEM REVISÃO
Milagres da Samsung - no amanhecer de Butantã
Copyright de fotos: Tucalipe
Abril 26 e 27 de 2013
Horário: entre 5:00 e 6:00 hs
Equipamento: Celular Samsung/Galaxy Ace
Abril 26 e 27 de 2013
Horário: entre 5:00 e 6:00 hs
Equipamento: Celular Samsung/Galaxy Ace
Tem os que acordam enxergando o dia anterior;
outros conjecturando o quê lhes aguarda...
Poucos... olhando para o céu da nova manhã...
Soaroir April/2013
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Natureza
quinta-feira, abril 25, 2013
Mães!!
RÚCULA, REPOLHO, AGRIÃO
Quem
É aquela pessoa
Que faz a gente comer
Rúcula, repolho, agrião,
E diz que é pra gente crescer?
Elas são todas iguais
E muitas até são pais
Às vezes pentelhação
Mas, não desistem jamais !
É a sua, é a minha mãe,
É a tia, a avó, a professora,
É aquela que nos embala
Mas às vezes é repressora!
Quem
Come a gordurinha da carne,
Divide o filé para dois,
Come a alface de fora,
E a de dentro depois?
Quem
Que de noite cansada
Vem desligar a televisão,
Dá-nos um beijo de boa noite
E pede a Deus proteção?
E de olhos fechados
A gente finge que não vê
Aquele anjo noturno
Desligando a TV.
Já no dia seguinte
Cedo, bem de manhã
Tira a gente da cama
Com uns sucos de “maçã”.
“Levante menino é hora”
Diz pra gente não se esquecer
De escovar os cabelos e os dentes
Logo depois de comer.
Dá um beijo na saída
Indaga do RG
Deseja boa aula
E vai pra varanda nos ver...
Quem?
É a M a n h êêêêêêêêêêêêêêêê
Soaroir Maria de Campos 13/5/05
( “Mãe”)
Soaroir em 13/05/2007
Código do texto: T485593
Classificação de conteúdo: seguro
quarta-feira, abril 17, 2013
Eternamente
Publicado por Soaroir
Outubro 25, 2009
LOST
by
Emily Dickinson
I lost a world the other day.
Has anybody found?
You’ll know it by the row of stars
Around its forehead bound.
A rich man might not notice it;
Yet to my frugal eye
Of more esteem than ducats.
Oh, find it, sir, for me!
Outubro 25, 2009
LOST
by
Emily Dickinson
I lost a world the other day.
Has anybody found?
You’ll know it by the row of stars
Around its forehead bound.
A rich man might not notice it;
Yet to my frugal eye
Of more esteem than ducats.
Oh, find it, sir, for me!
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Eternamente
Do Algarve até ao Minho
E-book: http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/1370941.pps
…e por todo o caminho
eu abraçar-te-ei
separa aquele vinho.
aquele, merlot
compatível com a nossa safra.
sobre a mesa, estende a mais fina toalha de linho.
te enfeita.
e a casa, toda de florais e castiçais.
já me vou ancorar em meu porto
por favor, nem uma beleza rejeita.
eu, te levarei como “ si fueras (lleva a) un niño”
pela mão, nos braços, no colo
entre os invejados imortais
de Algarve até ao Minho
… e pelo caminho
eu abraçar-te-ei.
no mais,
separa nada do que juntos já tivemos.
da poesia, eu cá me encarrego
para atravessarmos os portais.
… e por todo o caminho
eu abraçar-te-ei.
© Soaroir 23/8/08
(em pps p Leila Lage:
http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/1370941.pps )
sábado, abril 13, 2013
A tortura de Um Homem
A tortura de um homem
(um título provisório)
Soaroir Dez.5/10

Aquando do fim da viagem
Reduz-se o ar, sem perceber
Sufoca-se o canto da boca
E todas as figuras de ritmo
Somente gritam as vísceras
Tristes árias de cantatas
Até então desconhecidas
Semibreve vida de um homem
Vivo morto sob pensamentos
Cultuados como se eternos
Peso que lhe entorta os beiços
Os ombros, e lhe encurva o dorso
Na rubra face assaz remota
Como a libido e o falo ...
(um título provisório)
Soaroir Dez.5/10

Aquando do fim da viagem
Reduz-se o ar, sem perceber
Sufoca-se o canto da boca
E todas as figuras de ritmo
Somente gritam as vísceras
Tristes árias de cantatas
Até então desconhecidas
Semibreve vida de um homem
Vivo morto sob pensamentos
Cultuados como se eternos
Peso que lhe entorta os beiços
Os ombros, e lhe encurva o dorso
Na rubra face assaz remota
Como a libido e o falo ...
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