Soaroir
12/4/09
Na hora da raiva digo “eu te mato”
Passado o momento não cumpro a promessa
De verdade onde mora a verdade...
No homem ou na fera?
.......xx.......
Como com a verdade
Na raiva quebramos espelhos
Os de vidro são logo substituidos
Os de cristal dificilmente.
Mote:
VERDADE
Kate Weiss
"A VERDADE, é um lindo espelho,
que caiu, e se fez em mil pedaços.
De nada adianta colar, eu aconselho,
pois cada um vê a SUA verdade, em cada caco."

segunda-feira, abril 13, 2009
sábado, abril 11, 2009
Otimístico
© Soaroir
11/4/09
"Recomeço"

Como quem viu e cegou
Pode ainda redimir-se
Aquele que não quis ver
Que o melhor mesmo é sorrir
Escapar das chorumelas
Trocar o não pelo sim
Fazer um novo começo
Dar à vida um outro fim.
Àquele que não lucrou
Mesmo sendo bom da vista
Que "Páscoa" seja razão
Pra viver mais otimista.
...
Mote: Recomeço
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" (Chico Xavier).
11/4/09
"Recomeço"

Como quem viu e cegou
Pode ainda redimir-se
Aquele que não quis ver
Que o melhor mesmo é sorrir
Escapar das chorumelas
Trocar o não pelo sim
Fazer um novo começo
Dar à vida um outro fim.
Àquele que não lucrou
Mesmo sendo bom da vista
Que "Páscoa" seja razão
Pra viver mais otimista.
...
Mote: Recomeço
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" (Chico Xavier).
Fragmentos de "Because"
© Soaroir de Campos
Abril 10/2009
"A Lágrima"
...meus amores (são) perfeitos, eles
como tal não puderam conter-se em si
cresceram e seguiram o curso
da natureza das criaturas.
não pude estancar a dor, ela
de mim esgotou as lágrimas -
não é uma estiagem no agora
parece séculos...
Para o mote do dia.
Abril 10/2009
"A Lágrima"
...meus amores (são) perfeitos, eles
como tal não puderam conter-se em si
cresceram e seguiram o curso
da natureza das criaturas.
não pude estancar a dor, ela
de mim esgotou as lágrimas -
não é uma estiagem no agora
parece séculos...
Para o mote do dia.
quinta-feira, abril 09, 2009
Seasons
Soaroir de Campos
9/4/09

Tempo de Outono
Para o homem olhar pro céu
E a Natureza se recompor.
Mote: As Quatro Estações do Ano"
Brilha no céu o astro rei com fulguração
abrasando a terra anunciando o verão
outono estação singela e pura
é a pujança da natura
dando frutos em profusão
Inverno, chuva, geada e garoa
molhando a terra preciosa e tão boa
desponta a primavera triunfal
são as estações do ano
num desfile magistral
A primavera matizada e viçosa
pontilhada de amores
engalanada, majestosa
desabrocham as flores
nos campos, nos jardins e nos quintais
a primavera é a estação dos vegetais
Oh! primavera adorada
inspiradora de amores
Oh! primavera idolatrada
sublime estação das flores."
Cântico à natureza
Composição: Nelson Matos/ José Bispo/ A. Lourenço
9/4/09

Tempo de Outono
Para o homem olhar pro céu
E a Natureza se recompor.
Mote: As Quatro Estações do Ano"
Brilha no céu o astro rei com fulguração
abrasando a terra anunciando o verão
outono estação singela e pura
é a pujança da natura
dando frutos em profusão
Inverno, chuva, geada e garoa
molhando a terra preciosa e tão boa
desponta a primavera triunfal
são as estações do ano
num desfile magistral
A primavera matizada e viçosa
pontilhada de amores
engalanada, majestosa
desabrocham as flores
nos campos, nos jardins e nos quintais
a primavera é a estação dos vegetais
Oh! primavera adorada
inspiradora de amores
Oh! primavera idolatrada
sublime estação das flores."
Cântico à natureza
Composição: Nelson Matos/ José Bispo/ A. Lourenço
Poesia para uma pedra
Soaroir de Campos
8/4/09 - Republicação
Foi recostada num sopé que ouvi
Ao longe um insistente batimento
Descompassado e meio aflito
Assuntei contra a direção do vento.
Meu peito vibrava noutra freqüência
Perguntei “quem está aí aposto?”
Com amiudada repetição sai
Na vã busca por um rosto.
Diante do silêncio continuei
Tropecei e abaixei o olhar
“Uma pedra falante!”, exclamei...
E parei para escutar:
- “Sou teu coração que nada deseja
Perdido nas encostas sem saída
Só quero voltar para o teu peito
E de novo ter uma vida”.
Mote do dia:
Paisagens Perdidas
A tarde recolhe o manto,
carqueja e caraguatá;
na corticeira um sabiá
floreia o último canto!
Alargando o gargarejo,
da sanga que se desmancha,
há um eco pedindo cancha
no primitivo falquejo!
A lua nasce num beijo,
prateando o lombo do cerro
e um grilo acorda um cincerro,
do meu retiro de andejo!
Paisagens de campo e alma
perdidas no vem e vai,
soluços do Uruguai
que bebe lua e se acalma:
a noite passa à mão salva,
com ela vem a saudade,
olfateando a claridade
das brasas da Estrela D‘Alva!
Nascem rugas no semblante,
paisagens da natureza
que a força da correnteza
não pode levar por diante;
então exige que eu cante
quando me encontro desperto,
mas sempre que chego perto
meu sonho está mais distante!
Paisagens de sombra e luz,
como é que pude perdê-las?
Ficaram as 5 estrelas
fazendo o “ sinal da cruz!"
Jayme Caetano Braun
(Jayme Guilherme Caetano Braun (Bossoroca, 30 de janeiro de 1924 — Porto Alegre, 8 de julho de 1999) foi um renomado payador e poeta do Rio Grande do Sul, prestigiado também na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Era conhecido como El Payador e por vezes utilizou os pseudônimos de Piraju, Martín Fierro e Andarengo.)Denise Servegnini
8/4/09 - Republicação
Foi recostada num sopé que ouvi
Ao longe um insistente batimento
Descompassado e meio aflito
Assuntei contra a direção do vento.
Meu peito vibrava noutra freqüência
Perguntei “quem está aí aposto?”
Com amiudada repetição sai
Na vã busca por um rosto.
Diante do silêncio continuei
Tropecei e abaixei o olhar
“Uma pedra falante!”, exclamei...
E parei para escutar:
- “Sou teu coração que nada deseja
Perdido nas encostas sem saída
Só quero voltar para o teu peito
E de novo ter uma vida”.
Mote do dia:
Paisagens Perdidas
A tarde recolhe o manto,
carqueja e caraguatá;
na corticeira um sabiá
floreia o último canto!
Alargando o gargarejo,
da sanga que se desmancha,
há um eco pedindo cancha
no primitivo falquejo!
A lua nasce num beijo,
prateando o lombo do cerro
e um grilo acorda um cincerro,
do meu retiro de andejo!
Paisagens de campo e alma
perdidas no vem e vai,
soluços do Uruguai
que bebe lua e se acalma:
a noite passa à mão salva,
com ela vem a saudade,
olfateando a claridade
das brasas da Estrela D‘Alva!
Nascem rugas no semblante,
paisagens da natureza
que a força da correnteza
não pode levar por diante;
então exige que eu cante
quando me encontro desperto,
mas sempre que chego perto
meu sonho está mais distante!
Paisagens de sombra e luz,
como é que pude perdê-las?
Ficaram as 5 estrelas
fazendo o “ sinal da cruz!"
Jayme Caetano Braun
(Jayme Guilherme Caetano Braun (Bossoroca, 30 de janeiro de 1924 — Porto Alegre, 8 de julho de 1999) foi um renomado payador e poeta do Rio Grande do Sul, prestigiado também na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Era conhecido como El Payador e por vezes utilizou os pseudônimos de Piraju, Martín Fierro e Andarengo.)Denise Servegnini
"Só quero você por perto..."
Soaroir de Campos
7/4/09
Coberta D'Alma
Mandei erigir uma bela estátua no tempo
Limitado entre o distante e o ontem
Escarmentei pequenas e grandes afrontas
Confusamente o futuro cobra o seu lugar
Eu me lembrei...
E na hora de enterrar com Deus meu corpo?
A quem incumbir o ritual da Coberta D’alma?
Nem a missa de sétimo dia haverá
Se não houver (o/um) você por perto...
..................xxx.........................
Não diga nada
Não se amofine
Finja que nem estou aqui
Por favor não se culpe
Tampouco quem quer que seja
Como é de uso neste mundo de bosta
Boas ações não salvam
Exatamente o oposto ele nos ensina
Escapei-me a tempo das procissões
E de algumas rapinas – sua verdade é sua
a minha é só tê-lo por perto...
..................xxx....................
MOTE
"Eu só quero ter você por perto."
Num velho disco a vida se desfaz em poucos minutos
Pra onde aquele tempo te levou, também vou.
...
Se é pra tocar o céu e me lembrar do canto de um anjo
Naquele empoeirado LP encontro você...
Pode ser numa canção, pode ser no coração...
Eu so quero ter você por perto
(Pato Fu)
7/4/09
Coberta D'Alma
Mandei erigir uma bela estátua no tempo
Limitado entre o distante e o ontem
Escarmentei pequenas e grandes afrontas
Confusamente o futuro cobra o seu lugar
Eu me lembrei...
E na hora de enterrar com Deus meu corpo?
A quem incumbir o ritual da Coberta D’alma?
Nem a missa de sétimo dia haverá
Se não houver (o/um) você por perto...
..................xxx.........................
Não diga nada
Não se amofine
Finja que nem estou aqui
Por favor não se culpe
Tampouco quem quer que seja
Como é de uso neste mundo de bosta
Boas ações não salvam
Exatamente o oposto ele nos ensina
Escapei-me a tempo das procissões
E de algumas rapinas – sua verdade é sua
a minha é só tê-lo por perto...
..................xxx....................
MOTE
"Eu só quero ter você por perto."
Num velho disco a vida se desfaz em poucos minutos
Pra onde aquele tempo te levou, também vou.
...
Se é pra tocar o céu e me lembrar do canto de um anjo
Naquele empoeirado LP encontro você...
Pode ser numa canção, pode ser no coração...
Eu so quero ter você por perto
(Pato Fu)
segunda-feira, abril 06, 2009
Melhorismo
ou
O Soturno*
Soaroir 6/4/09
São dez horas e tudo vai mal
Há terremoto em L’Aquila
Explosões na Índia
Naufrágio no Rio Amazonas
E desabamento na zona sul
Tudo não está bem
Nesta hora
Nós somos capazes
E faremos ficar...
* antigo guarda-noturno
Mote: Paz e Liberdade
Você é PODEROSO. Você é CAPAZ. Você é LIVRE.
E nada é pior que a idéia de que você não é poderoso, capaz e livre.
Você é tão livre que pode escolher a dependência ou o cativeiro!
O mundo responde à sua vibração. O mundo responde à direção do seu pensamento. Portanto você é totalmente livre, e descobrir isto é tudo!
--Abraham-- Tampa
O Soturno*
Soaroir 6/4/09
São dez horas e tudo vai mal
Há terremoto em L’Aquila
Explosões na Índia
Naufrágio no Rio Amazonas
E desabamento na zona sul
Tudo não está bem
Nesta hora
Nós somos capazes
E faremos ficar...
* antigo guarda-noturno
Mote: Paz e Liberdade
Você é PODEROSO. Você é CAPAZ. Você é LIVRE.
E nada é pior que a idéia de que você não é poderoso, capaz e livre.
Você é tão livre que pode escolher a dependência ou o cativeiro!
O mundo responde à sua vibração. O mundo responde à direção do seu pensamento. Portanto você é totalmente livre, e descobrir isto é tudo!
--Abraham-- Tampa
Odisséia
Com Voltaire no Ibirapuera
Foto e texto por Soaroir de Campos
São Paulo/SP 5/4/09
para o mote: "cotidiano" de Poesia "on-line"
do Recanto das Letras

Lamente quem quiser a obra diária
As apostas sem louros, e o fazer banal
Quanto a mim, estimo a cumplicidade
Do dia-a-dia ainda que descontente -
Com um quê que não se partiu.
Mote: O Cotidiano
Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...
Chico Buarque
Foto e texto por Soaroir de Campos
São Paulo/SP 5/4/09
para o mote: "cotidiano" de Poesia "on-line"
do Recanto das Letras

Lamente quem quiser a obra diária
As apostas sem louros, e o fazer banal
Quanto a mim, estimo a cumplicidade
Do dia-a-dia ainda que descontente -
Com um quê que não se partiu.
Mote: O Cotidiano
Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...
Chico Buarque
Poesia "on-line" - ao vivo e a cores
Ignorâncias
Soaroir
4/4/09
Mote: "O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir."
Na assestada frontaria para o leste
Aos primeiros raios de um novo dia
Questiono a receança da alma indócil
E da cobiça pelo que só há em sonho
Tudo criticado, com nada se contentando...
Tendo prazer em nada ter mais prazer
Enquanto o que está bem perto
... nem de longe é tão feio assim...
... minha oficina não abre à tarde - depois volto p concluir
rascunho III
Na assestada frontaria para o leste
Aos primeiros raios de um novo dia
Questiono a receança da alma indócil
E da cobiça pelo que só há em sonho
.x.x.x
rascunho II
Na assestada frontaria para o leste
Aos primeiros raios de um novo dia
Questiono a receança da alma indócil
E o por quê do só querer o que eu sonho
Quando ainda sequer me dispus a discernir
No Mundano safa a hipocrisia
Que a harmonia que no tempo se eclipsa
É no entanto tudo que a alma precisa ter
... vejo então daqui de perto o que eu tenho
e nem de longe é tão feio assim...
.x.x.x
rascunho I
Na assestada frontaria para o leste
Aos primeiros raios de um novo dia
Questiono a receança da alma indócil
E o por quê do querer ter o que não tenho
Quando ainda não me dispus a discernir
Que a harmonia que no Mundano se eclipsa
É tudo o que a alma precisa possuir
... só aí vejo que o que eu tenho aqui tão perto
nem de longe é tão feio assim...
Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher? Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...
Fernando Pessoa
Soaroir
4/4/09
Mote: "O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir."
Na assestada frontaria para o leste
Aos primeiros raios de um novo dia
Questiono a receança da alma indócil
E da cobiça pelo que só há em sonho
Tudo criticado, com nada se contentando...
Tendo prazer em nada ter mais prazer
Enquanto o que está bem perto
... nem de longe é tão feio assim...
... minha oficina não abre à tarde - depois volto p concluir
rascunho III
Na assestada frontaria para o leste
Aos primeiros raios de um novo dia
Questiono a receança da alma indócil
E da cobiça pelo que só há em sonho
.x.x.x
rascunho II
Na assestada frontaria para o leste
Aos primeiros raios de um novo dia
Questiono a receança da alma indócil
E o por quê do só querer o que eu sonho
Quando ainda sequer me dispus a discernir
No Mundano safa a hipocrisia
Que a harmonia que no tempo se eclipsa
É no entanto tudo que a alma precisa ter
... vejo então daqui de perto o que eu tenho
e nem de longe é tão feio assim...
.x.x.x
rascunho I
Na assestada frontaria para o leste
Aos primeiros raios de um novo dia
Questiono a receança da alma indócil
E o por quê do querer ter o que não tenho
Quando ainda não me dispus a discernir
Que a harmonia que no Mundano se eclipsa
É tudo o que a alma precisa possuir
... só aí vejo que o que eu tenho aqui tão perto
nem de longe é tão feio assim...
Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher? Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...
Fernando Pessoa
sábado, abril 04, 2009
Its raining books
O Ledor
Soaroir 3/4/09
imagem:google

De todos os distintos covis,
na largura e na fundura,
todos eles,
dos que eu já percorri -
me revelei no da leitura.
Soaroir 3/4/09
imagem:google

De todos os distintos covis,
na largura e na fundura,
todos eles,
dos que eu já percorri -
me revelei no da leitura.
Súplica de um Tesauro
Soaroir de Campos
3/4/09
Este humilde tesauro pede um minuto de vossa atenção
Não me julgueis impertinente antes de saberdes de minha solidão
Açambarcado por capa de couro e finos filetes de ouro
Sou às vezes de estimação, de bolso, devoção, ou cabeceira
Jogado ou muito bem guardado, ainda assim fico arquivado
Tinindo novinho em folha ou bem velho empoeirado
Esperando pelo dia em que me vereis além das orelhas
De minha sinopse ou das notas de introdução.
Veementemente eu vos suplico que atendei a minha aspiração:
- tirai-me de vossas prateleiras e passai-me a outras mãos.
nota da autora: "Tesauro" está sendo usado como sinônimo de livro o que não é bem verdade.Ver: Rubrica: lexicologia: vocabulário de um ramo do saber que descreve
sem ambigüidade os conceitos a ele atinentes; thesaurus Ex.: t. de museologia"
Mote: "Ao Leitor"
"Le philosophe lisant"
Chardin (Jean Baptiste) 1734
Não é um verdadeiro leitor, un philosophe lisant (Chardin), aquele que nunca sentiu o fascínio acusador das grandes prateleiras de livros não lidos, das bibliotecas à noite de que Borges é o fabulista. Não é um leitor aquele que nunca ouviu, no seu ouvido mais íntimo, o apelo das centenas de milhares, dos milhões de volumes alinhados nas estantes da British Library ou de Widener, pedindo que os leiam.
Pois existe em cada livro um desafio contra o esquecimento, uma aposta contra o silêncio que só pode ser ganha quando o livro for de novo aberto (mas, em contraste com o homem, o livro pode esperar séculos pela sorte da ressurreição)
(...) Em todo ato de leitura completa, dormita a ideia compulsiva de escrever um livro em resposta.
"Paixão intacta" (George Steiner)
3/4/09
Este humilde tesauro pede um minuto de vossa atenção
Não me julgueis impertinente antes de saberdes de minha solidão
Açambarcado por capa de couro e finos filetes de ouro
Sou às vezes de estimação, de bolso, devoção, ou cabeceira
Jogado ou muito bem guardado, ainda assim fico arquivado
Tinindo novinho em folha ou bem velho empoeirado
Esperando pelo dia em que me vereis além das orelhas
De minha sinopse ou das notas de introdução.
Veementemente eu vos suplico que atendei a minha aspiração:
- tirai-me de vossas prateleiras e passai-me a outras mãos.
nota da autora: "Tesauro" está sendo usado como sinônimo de livro o que não é bem verdade.Ver: Rubrica: lexicologia: vocabulário de um ramo do saber que descreve
sem ambigüidade os conceitos a ele atinentes; thesaurus Ex.: t. de museologia"
Mote: "Ao Leitor"
"Le philosophe lisant"
Chardin (Jean Baptiste) 1734
Não é um verdadeiro leitor, un philosophe lisant (Chardin), aquele que nunca sentiu o fascínio acusador das grandes prateleiras de livros não lidos, das bibliotecas à noite de que Borges é o fabulista. Não é um leitor aquele que nunca ouviu, no seu ouvido mais íntimo, o apelo das centenas de milhares, dos milhões de volumes alinhados nas estantes da British Library ou de Widener, pedindo que os leiam.
Pois existe em cada livro um desafio contra o esquecimento, uma aposta contra o silêncio que só pode ser ganha quando o livro for de novo aberto (mas, em contraste com o homem, o livro pode esperar séculos pela sorte da ressurreição)
(...) Em todo ato de leitura completa, dormita a ideia compulsiva de escrever um livro em resposta.
"Paixão intacta" (George Steiner)
sexta-feira, abril 03, 2009
Carícia
© Soaroir
2/4/09

Na grafite esmorece a dureza do papel
A grandeza da maiúscula acaba no início
Só as minúsculas chegam ao final
Acariciando os textos do poeta.
Mote: Carícias
"Carícia é uma forma de tornar tão objetiva um tema subjetivo como o afeto
e as formas do reconhecimento da existência do outro"
(Roberto Schinyashiki )
2/4/09

Na grafite esmorece a dureza do papel
A grandeza da maiúscula acaba no início
Só as minúsculas chegam ao final
Acariciando os textos do poeta.
Mote: Carícias
"Carícia é uma forma de tornar tão objetiva um tema subjetivo como o afeto
e as formas do reconhecimento da existência do outro"
(Roberto Schinyashiki )
Conselho de Amigo
Segunda parte...
O reflexo proposto.
A Soaroir
Aos cegos não dê tréguas
Só vigias e sentinelas
E disparos de obus...
Aos surdos não dê juízo
Só o silêncio corrompido
Do ruído sem atenção...
Aos parvos se faça justa
Aniquile-os sem luta...
Quem não luta já morreu.
Abraços e saúde,
Dudu Oliveira.
Ante ao exposto...
Por Dudu Oliveira
A Soaroir.
Aos cegos não ofereça velas
Não ofereça telas
Não ofereça luz
Aos surdos não ofereça música
Não ofereça súplicas
Não ofereça som
Aos parvos não ofereça réplica
Não justifique ética
Não edifique sonhos...
Dudu Oliveira
Publicado no Recanto das Letras em 01/04/2009
Código do texto: T1516396
O reflexo proposto.
A Soaroir
Aos cegos não dê tréguas
Só vigias e sentinelas
E disparos de obus...
Aos surdos não dê juízo
Só o silêncio corrompido
Do ruído sem atenção...
Aos parvos se faça justa
Aniquile-os sem luta...
Quem não luta já morreu.
Abraços e saúde,
Dudu Oliveira.
Ante ao exposto...
Por Dudu Oliveira
A Soaroir.
Aos cegos não ofereça velas
Não ofereça telas
Não ofereça luz
Aos surdos não ofereça música
Não ofereça súplicas
Não ofereça som
Aos parvos não ofereça réplica
Não justifique ética
Não edifique sonhos...
Dudu Oliveira
Publicado no Recanto das Letras em 01/04/2009
Código do texto: T1516396
"Cegueira"
Brincadeira de Dueto:
Dudu Oliveira e Soaroir
31/3/09
Da cegueira
O desejo feriu os olhos
E as almas estavam nuas
Atormentadas,
Devassadas de pudor
O desprezo tomou a visão
E as almas estavam sujas
Tomadas
Da naúsea da aflição...
Uma sombra levou as imagens
À luz da incredulidade...
Despossuídas,
As almas ficaram em paz...
Dudu Oliveira.
Olhos meus ofuscados ,que não viam
A nudez de tu’alma assim tão triste
Repouso hoje aqui de mais contente
De não ser a alma que só existe.
Soaroir
- para vc continuar
A sombra desta luz arredia
Que no fusco embrião reside
Reluz no fundo de um buraco escuro
E ainda houve, quem já a visse...
Dudu Oliveira
Adiante...
Se viram não chegaram a escutar
O que no fundo su’alma lá dizia
Enxergaram a ode como um repente
Por artifício ou (por) pura aleivosia.
Soaroir
Logopenia em ritmo dissoluto
A escuridão em estado bruto
Brinda o ser das cavernas
A noite eterna do truísmo
Reflete as sombras de um mito...
Jogo de iniciadosDudu Oliveira
Dudu Oliveira e Soaroir
31/3/09
Da cegueira
O desejo feriu os olhos
E as almas estavam nuas
Atormentadas,
Devassadas de pudor
O desprezo tomou a visão
E as almas estavam sujas
Tomadas
Da naúsea da aflição...
Uma sombra levou as imagens
À luz da incredulidade...
Despossuídas,
As almas ficaram em paz...
Dudu Oliveira.
Olhos meus ofuscados ,que não viam
A nudez de tu’alma assim tão triste
Repouso hoje aqui de mais contente
De não ser a alma que só existe.
Soaroir
- para vc continuar
A sombra desta luz arredia
Que no fusco embrião reside
Reluz no fundo de um buraco escuro
E ainda houve, quem já a visse...
Dudu Oliveira
Adiante...
Se viram não chegaram a escutar
O que no fundo su’alma lá dizia
Enxergaram a ode como um repente
Por artifício ou (por) pura aleivosia.
Soaroir
Logopenia em ritmo dissoluto
A escuridão em estado bruto
Brinda o ser das cavernas
A noite eterna do truísmo
Reflete as sombras de um mito...
Jogo de iniciadosDudu Oliveira
Alvoroço
Soaroir
1/4/09
O silêncio se alvoroça
diante de desafios -
Se consentir-lo-mos.
MOTE : A VOZ DO SILÊNCIO
"...Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
"...Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão"
Martha Medeiros em
"A voz do silêncio"
1/4/09
O silêncio se alvoroça
diante de desafios -
Se consentir-lo-mos.
MOTE : A VOZ DO SILÊNCIO
"...Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
"...Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão"
Martha Medeiros em
"A voz do silêncio"
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