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domingo, janeiro 03, 2010

Poesia no Metrô

Poesia Enjeitada
Soaroir
3/1/10

mote: "recusa"



Resultado de imagem para poesia no metrô

Comigo me desavim
No fundo da estação;
Poesia d’outra geração
Exposta nem só para mim!

Bem antes da escadaria
Plantei-me que nem fulô
Entre um e outro metrô
E o povo que corria

Cantei Sá de Miranda
Naquela poesia
Deixada na metrovia
Lugar onde não se anda

Até eu só neste dia
Parei para observar;
Muita gente vi parar
Pra saber o que eu via.


(depois eu conto as sílabas. Embora como Drummond, também rejeite o lirísmo comedido...)

Um comentário:

Flávio Morgado disse...

O poema já é lindo, mas a observação final é genial!
É um tapa na cara de quem muito critica e pouco vive, antes ser um poeta que um mero operário de versos.

F.M.