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segunda-feira, setembro 07, 2009

uma conversa com Bocage

(Fados e Quimeras)
By Soaroir de Campos
6/9/09


Oh senhor Manuel Maria Du Bocage,
Frutos das vontades somos todos nós.
Deixai-nos (cá) ter destino como algoz.
Perdão, mas pra mim, falastes bobagem.
Frutos das vontades somos todos nós
Estuprados por uma tal natureza
Carente de preparo para a tristeza
Pretextando destino como algoz
Não fosse o faz-de-conta dos mortais
Caçadores correndo atrás de um sonho
Este mundo seria mais medonho
Ou habitado só por animais.


"Vós, crédulos mortais, alucinados
de sonhos, de quimeras, de aparências
colheis por uso erradas consequências
dos acontecimentos desastrados.

Se à perdição correis precipitados
por cegas, por fogosas, impaciências,
indo a cair, gritais que são violências
de inexoráveis céus, de negros fados.

Se um celeste poder tirano e duro
às vezes extorquisse as liberdades,
que prestava, ó Razão, teu lume puro?

Não forçam corações as divindades,
fado amigo não há nem fado escuro:
fados são as paixões, são as vontades
."

Manuel Bocage

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