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domingo, janeiro 11, 2009

Virgindades

Soaroir 7/1/09

Se não tens a alma pura,
não leias a minha
nas linguas que conheci -
expressão do meu falar –
dia e noite,
noite e dia
quando eu te esperava!...
e vinhas
meu amor,
ardentemente...
Tua boca sensual me alucinava...
teus pelos selvagens,
ainda mistério
e eu tão pura!...
Não pecava a alma...
entregava o meu corpo
ao teu resplendente...
entre (de) lança-perfumes.


Mote: Na Boca / Pessoas Bastante Puras

"Na Boca"
(ManuelBandeira)

Sempre tristíssimas estas cantigas de carnaval
Paixão
Ciúme
Dor daquilo que não se pode dizer

Felizmente existe o álcool na vida
e nos três dias de carnaval éter de lança-perfume
Quem me dera ser como o rapaz desvairado!
O ano passado ele parava diante das mulheres bonitas
e gritava pedindo o esguicho de cloretilo:
- Na boca! Na boca!
Umas davam-lhe as costas com repugnância
outras porém faziam-lhe a vontade.

Ainda existem mulheres bastante puras para fazer vontade aos viciados

Dorinha meu amor...
Se ela fosse bastante pura eu iria agora gritar-lhe como o outro:
______[- Na boca! Na boca!"

"Quando li este poema pela primeira vez sofri um grande impacto. Foi nele que senti a grande profundidade da poesia. Temos aí, em poucas linhas, uma grande história de amor, com cenas para rir, para chorar, para pensar. Tudo ao som das cantigas de carnaval.
Proponho que o mote seja o próprio título Na Boca. Mas para facilitar, também proponho que seja feita uma reflexão sobre o que Bandeira quis dizer sobre se a Dorinha fosse bastante pura."
Jiimi

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